{"id":7449,"date":"2011-01-26T09:18:48","date_gmt":"2011-01-26T12:18:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=7449"},"modified":"2011-01-26T09:18:48","modified_gmt":"2011-01-26T12:18:48","slug":"alfredo-amorim-em-10taques-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2011\/01\/26\/alfredo-amorim-em-10taques-3\/","title":{"rendered":"Alfredo Amorim em: &#8220;10TAQUES&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><center><strong>Transcrito  do Ilh\u00e9us Jornal de 1\u00ba de fevereiro de 1940<br \/>\nHenrique Alves dos Reis<br \/>\nUm chefe, um homem, um exemplo<\/strong><\/center><\/p>\n<p><img align = \"left\" src = \"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/alfredo-amorim-nova.jpg\"\/>Forte, intr\u00e9pido, valoroso, sonhando com a riqueza da gleba fecunda onde a alma inquieta pudesse encontrar um ponto seguro de fixa\u00e7\u00e3o, alguns lustros j\u00e1 decorridos, foi empreendida uma viagem, cuja significa\u00e7\u00e3o \u00e9 rememorada, hoje, como justi\u00e7a ao viajor intemerato que se chamou Henrique Alves dos Reis. <\/p>\n<p>\tPartindo de S\u00e3o Jorge dos Ilh\u00e9us, seu torr\u00e3o natal, na excurs\u00e3o do plano que se tra\u00e7ara de devassar os encantos da natureza quase virgem e esplendorosa, subira o < < Cachoeira >>, soberbo e imponente, \u00e0 busca da terra imatura, onde medrassem as suas benfazejas inten\u00e7\u00f5es de homem realizador e din\u00e2mico.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>\tFascinado pelas sombras das \u00e1rvores seculares, que se refletiam nas bordas da superf\u00edcie calma, varada pelas r\u00edtmicas remadas do velho canoeiro, contemplando a paisagem encantadora e sempre nova, o viajante alcan\u00e7ara o pr\u00f3spero com\u00e9rcio do Banco da Vit\u00f3ria; ali estavam, aquele tempo, Jos\u00e9 Vitorino, Pedro Simas, Ernestino Guerra, Manoel Tabinha, Ulisses S\u00e1, Fernando Steiger, constituindo com outros muitos a classe laboriosa do mais importante e rico centro comercial de seu tempo; passados alguns momentos entre a gente modesta e amiga do Banco, o itinerante audaz rumara, seguindo o curso do rio, cavalgando boa alim\u00e1ria, \u00e0 procura do centro ainda por desbravar quase todo, passando pela fazenda < < Bom Gosto >> do velho Albino Martins, at\u00e9 encontrar o afamado lugarejo do < < Empata Viagem >>, adiante contornando e vencendo os perigos do < < Cais >>, atravessando as propriedades de Diogo Salom\u00f4nio C\u00e2mara, Manoel Geraldo, a casaria do < < Salobrinho >>, mais alem, as sesmarias onde os Berbert deixaram tradi\u00e7\u00f5es her\u00e1ldicas, interrompida a marcha do bandeirante para deter-se na < < ILHA DOS QUERIC\u00d3S >>, em sua casa grande da < < Sempre Viva >>, onde a inf\u00e2ncia e a juventude plasmaram, < < na blindagem viva do dom\u00ednio rural >>, a cristalinidade e a independ\u00eancia de car\u00e1ter do lutador corajoso e \u00edntegro.<\/p>\n<p>O seu sonho obrigaria, entretanto, a nova caminhada, ainda em dire\u00e7\u00e3o do centro, percorrendo o < < Recheado >>, a propriedade do Domingos Fernandes, at\u00e9 encontrar o povoado das < < Tabocas >>, assim denominado pelos alardes festivos de Manoel Morn\u00e3o e filhos, nas derrubadas de imponentes jequitib\u00e1s. Desde ent\u00e3o exercia-se, estabilizadora e desinteressada, a sua influ\u00eancia na forma\u00e7\u00e3o do futuroso arraial.<\/p>\n<p>Estava, porem, reservado a < < Tabocas >> o destino de se tornar, singularmente, um poderoso e radiante n\u00facleo de civiliza\u00e7\u00e3o, gra\u00e7as \u00e0 consci\u00eancia clara e vibr\u00e1til de seus primeiros habitantes, da dire\u00e7\u00e3o, da coopera\u00e7\u00e3o social, da tenacidade e do comando seguro de seus plasmadores, entre os quais conv\u00eam salientadas, em primeiro plano, as figuras de Henrique Alves dos Reis, Firmino Alves, entre muitos outros, que argamassaram os alicerces b\u00e1sicos e estruturais da grandiosa Itabuna de nossos dias.<\/p>\n<p>E o homem desaparecido ontem teve relevo not\u00e1vel na tarefa estupenda de civilizar a terra misteriosa e boa. Contribuiu, fortemente, para a eleva\u00e7\u00e3o do pr\u00f3spero arraial, \u00e0 vila, em 13 de setembro de 1906, e, bem assim, para que, em 28 de julho de 1910, fosse alcan\u00e7ada a categoria de cidade aut\u00f4noma e livre. Teve ele atua\u00e7\u00e3o destacada na pol\u00edtica, respeitado pelos advers\u00e1rios, exercendo fora das lides municipais sua influencia, prestigiado, governando os destinos da coletividade com rara vis\u00e3o e largo descortino, desinteressado e intransigente em seus princ\u00edpios normativos, leal, digno, bravo e honrado. Esse homem < < cujo cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o envelheceu >>, batendo em admir\u00e1vel e impressionante sincronismo com as aspira\u00e7\u00f5es da terra que lhe guarda, hoje, o corpo, jamais notara indiferen\u00e7a d\u2019alma nos momentos hist\u00f3ricos de sua forma\u00e7\u00e3o, exercendo, at\u00e9 a hora extrema, a vigil\u00e2ncia serena e ponderada de sempre para est\u00edmulo e exemplo dos continuadores de sua miss\u00e3o, lutando e trabalhando em constante e permanente emo\u00e7\u00e3o pelos nossos mais transcendentais problemas, Henrique Alves dos Reis continuar\u00e1 a velar e orientar os destinos de Itabuna.<\/p>\n<p>\tPorque o exemplo que nos foi legado por esse itabunense, e itabunense pelo mais incontest\u00e1vel dos t\u00edtulos, servir\u00e1 como paradigma de devotamento e de amizade \u00e0s gera\u00e7\u00f5es porvindoras.<\/p>\n<p>Realizada, nobremente, a sua tarefa, at\u00e9 o fim, ele soube morrer sem fraqueza ou desalento, crist\u00e3mente, < < no meio daqueles entre os quais viveu e combateu >>. Do < < Intransigente >> de 27 de janeiro de 1940. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Transcrito do Ilh\u00e9us Jornal de 1\u00ba de fevereiro de 1940 Henrique Alves dos Reis Um chefe, um homem, um exemplo Forte, intr\u00e9pido, valoroso, sonhando com a riqueza da gleba fecunda onde a alma inquieta pudesse encontrar um ponto seguro de fixa\u00e7\u00e3o, alguns lustros j\u00e1 decorridos, foi empreendida uma viagem, cuja significa\u00e7\u00e3o \u00e9 rememorada, hoje, como [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[10],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7449"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7449"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7449\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7452,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7449\/revisions\/7452"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7449"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7449"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7449"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}