{"id":76376,"date":"2013-12-10T09:42:27","date_gmt":"2013-12-10T12:42:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=76376"},"modified":"2013-12-10T09:42:27","modified_gmt":"2013-12-10T12:42:27","slug":"heckel-januario-em-umas-e-outras-inusitadas-da-cidade-viii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2013\/12\/10\/heckel-januario-em-umas-e-outras-inusitadas-da-cidade-viii\/","title":{"rendered":"Heckel Janu\u00e1rio em: UMAS E OUTRAS INUSITADAS DA CIDADE (VIII)"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><strong>(NOTAS DE BELMONTE &#8211; \u2018BEBEL\u2019 PARA OS MAIS CHEGADOS)<\/strong><\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/HECKEL-NOVA.jpg\" width=\"300\" height=\"129\" \/>Ao iniciarmos esta s\u00e9rie do Umas e Outras&#8230; procuramos a bordo de uma embarca\u00e7\u00e3o virtual relatar a sincr\u00f4nica rela\u00e7\u00e3o\u00a0 <b>\u2013<\/b>mantendo<b> <\/b>a ideia do t\u00edtulo<b>\u2013<\/b> \u00a0do rio Jequitinhonha com a cidade belmontense.<\/p>\n<p>Como estamos ancorados no porto do Jequitinhonha h\u00e1 algum tempo, a ordem recente recebida do comando da miss\u00e3o \u00e9 que a estadia e os improvisados rol\u00e9s pela city n\u00e3o sofram solu\u00e7\u00f5es de continuidade e, desse modo, a tripula\u00e7\u00e3o, ajudada por um <b>\u2013<\/b>mencionado anteriormente<b>\u2013 <\/b>calejado marinheiro e conhecedor dos meandros locais, continue se interando dos seus aspectos.<\/p>\n<p>E escolhemos para este cap\u00edtulo, motivado pela proximidade da Copa, o do futebol, ou melhor, causos a ele vinculados em que, n\u00e3o s\u00f3 Bebel, mas toda a Regi\u00e3o Cacaueira \u00e9 pr\u00f3diga. Ent\u00e3o, ap\u00f3s a visita ao Est\u00e1dio Orland\u00e3o 70 <b>\u2013<\/b>pra\u00e7a municipal atualmente com gramado dotado at\u00e9 de irriga\u00e7\u00e3o computadorizada<b>\u2013 <\/b>vieram<b> <\/b>as aclara\u00e7\u00f5es do velho marujo, que come\u00e7ara dizendo das origens do esporte bret\u00e3o na localidade. Conclu\u00eddo o pr\u00f3logo, interrogou: E a\u00ed, voc\u00eas j\u00e1 ouviram falar do Z\u00e9 Hugo? Foi um craque belmontense, rapaziada, na express\u00e3o da palavra. Jogou no Belmonte E.C com o irm\u00e3o Miro, depois o levaram para o futebol de Ilh\u00e9us onde fez um sucesso danado. Jan\u00fancio, um avante que jogara a seu lado nesta cidade, costumava compar\u00e1-lo ao rei Pel\u00e9 quando n\u00e3o o considerava melhor. \u201cSubia e cabeceava como ningu\u00e9m; era serelepe, um raio\u201d, conclu\u00eda sempre.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Com a fama espalhada, o Vit\u00f3ria da capital viria a contrat\u00e1-lo na Capitania dos Ilh\u00e9us. Bases contratuais acordadas entre as partes, a viagem para Salvador se dera de navio. No percurso o inacredit\u00e1vel: n\u00e3o \u00e9 que a embarca\u00e7\u00e3o quando se preparava para adentrar a Baia de Todos os Santos uma lancha de um membro da poderosa firma Wildberger <b>\u2013<\/b>diziam<b>, <\/b>tricolor ferrenho<b>\u2013 <\/b>a abalroa e ali mesmo o convence a assinar com o Bahia! Pois \u00e9, enquanto os dirigentes do Le\u00e3o da Barra, ao som de seu hino executado por uma banda filarm\u00f4nica, aguardavam euf\u00f3ricos no cais do porto o atacante, em alto mar uma transa\u00e7\u00e3o sui-generis estava em curso! Mal, mal o vapor atracara, no pier: \u201cComandante, cad\u00ea nosso passageiro?\u201d, bradou um diretor rubro-negro. \u201cOh! n\u00e3o sabe!? O Bahia pegou o homem na boca da barra e a esta altura do campeonato j\u00e1 deve estar treinando\u201d, ironizou aos berros o comandante ainda no conv\u00e9s. Basta dizer, para n\u00e3o me alongar, que o cara mal havia chegado tornou-se bicampe\u00e3o baiano. Em seguida se fez um dos maiores artilheiros e, \u00eddolo, enfim, escreveu seu nome nos anais dessa agremia\u00e7\u00e3o. Sim, descobriram adiante que rolara uma facilitada, pois o tal capit\u00e3o do barco era tamb\u00e9m um tricolor doente! Ah <b>\u2013<\/b>continuou<b>\u2013, <\/b>o desagrad\u00e1vel nesse epis\u00f3dio foi o Z\u00e9 Hugo na estr\u00e9ia no Campo da Gra\u00e7a em 1944 afirmar que era filho de Ilh\u00e9us em entrevista a uma r\u00e1dio soteropolitana<b>. <\/b>Comenta-se que \u00e0 \u00e9poca a comunidade de Bebel ficara pu&#8230; da vida, injuriada. Possivelmente, viu turma,<b> <\/b>como Ilh\u00e9us sempre se destacou por sua beleza e outros atributos dos demais membros municipais da regi\u00e3o, inclusive chamada de Princesinha do Sul, o atleta por ingenuidade ou, sei l\u00e1, num lapso absurdo qualquer, tenha pensado que falsificar a naturalidade lhe acrescentaria status, deduzo.<\/p>\n<p>Outra est\u00f3ria, marujada, data de 1961. O Bonsucesso do Rio de Janeiro realizava uma excurs\u00e3o pelo sul da Bahia e jogara em Belmonte com sua sele\u00e7\u00e3o amadora.\u00a0 Antes do jogo uma comiss\u00e3o formada por autoridades capitaneada pelo m\u00e9dico Dr. Jos\u00e9 da Costa Pinto Dantas encontrou-se com Gradim, t\u00e9cnico do clube carioca, e lhe pedira para observar o Neca, um ponta-esquerda veloc\u00edssimo e considerado de futuro promissor. Finda a partida, reunidos, o experiente treinador conclu\u00eda: \u201cOs senhores me desculpem, mas aquele alto e forte recomendado s\u00f3 se for para o Hip\u00f3dromo da G\u00e1vea, agora, o meia baixinho podem mand\u00e1-lo arrumar as malas\u201d. Tratava-se do meio-de-campo Carlinhos Gama, jogador de habilidade impar, de futebol cl\u00e1ssico, mas estava de casamento marcado.<\/p>\n<p>Observamos haver colaborado para este escrito o morador belmontense Vicente Lima Bezerra conhecido como Padre Antonio, na confirma\u00e7\u00e3o <b>\u2013<\/b>via telef\u00f4nica<b>\u2013<\/b> dos fatos e vers\u00f5es correspondentes aos causos. Padre Antonio fora o goleiro do escrete e testemunha ocular do caso Gradim.<\/p>\n<p>Heckel Janu\u00e1rio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(NOTAS DE BELMONTE &#8211; \u2018BEBEL\u2019 PARA OS MAIS CHEGADOS) Ao iniciarmos esta s\u00e9rie do Umas e Outras&#8230; procuramos a bordo de uma embarca\u00e7\u00e3o virtual relatar a sincr\u00f4nica rela\u00e7\u00e3o\u00a0 \u2013mantendo a ideia do t\u00edtulo\u2013 \u00a0do rio Jequitinhonha com a cidade belmontense. 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