{"id":77237,"date":"2014-01-02T08:35:25","date_gmt":"2014-01-02T11:35:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=77237"},"modified":"2014-01-02T08:35:25","modified_gmt":"2014-01-02T11:35:25","slug":"saude-publica-brasileira-precisa-de-atencao-integral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2014\/01\/02\/saude-publica-brasileira-precisa-de-atencao-integral\/","title":{"rendered":"Sa\u00fade p\u00fablica brasileira precisa de aten\u00e7\u00e3o integral"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>por Antonio Carlos Lopes*<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Fala-se hoje da import\u00e2ncia da aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica na sa\u00fade p\u00fablica. \u00c9 evidente que os cuidados iniciais s\u00e3o importantes; entretanto, n\u00e3o t\u00eam nada de b\u00e1sicos. Devem ser realizados com destreza e compet\u00eancia, gerando um diagn\u00f3stico aprofundado, que determine as causas desta ou daquela doen\u00e7a.  O paciente da rede p\u00fablica merece uma an\u00e1lise completa, que busque a raiz de seus males.<\/p>\n<p>A defesa da aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica se fundamenta sob uma \u00f3tica enviesada. Pensa em um m\u00e9dico \u201cquebra-galho\u201d atendendo pessoas com gripe e diarreia. Ora, a popula\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 digna de mais respeito. N\u00e3o podemos admitir uma assist\u00eancia m\u00e9dica focada em sintomas e n\u00e3o nas causas das doen\u00e7as. O paciente tem de ser encarado como um todo, como ser humano. O humanismo, ali\u00e1s, \u00e9 fundamental para qualquer profissional de medicina. S\u00f3 pode se considerar m\u00e9dico quem olha para o outro em sua integridade, dispensando-lhe respeito e dignidade.<\/p>\n<p>Pode-se perdoar tudo, menos uma morte evit\u00e1vel. Um sintoma simples muitas vezes \u00e9 a forma que o organismo utiliza para alertar sobre algo mais s\u00e9rio. Para a correta detec\u00e7\u00e3o, precisamos de profissionais bem formados e de estrutura adequada.<\/p>\n<p>As entidades m\u00e9dicas nacionais h\u00e1 tempos reafirmam a relev\u00e2ncia do investimento em infraestrutura. Sem equipamentos e exames adequados, o paciente pode voltar para casa com um medicamento que ter\u00e1 apenas efeito placebo.<\/p>\n<p>A excel\u00eancia na medicina se conquista mesclando um bom instrumental \u00e0 rela\u00e7\u00e3o humana; e essa capacidade \u00e9 ensinada em institui\u00e7\u00f5es de ensino de refer\u00eancia, como a Escola Paulista de Medicina, a USP, entre outras.<\/p>\n<p>N\u00e3o adianta nos iludirmos com a argumenta\u00e7\u00e3o de que tudo se resume \u00e0 aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. Vale dizer mais: por melhor que seja o profissional, m\u00e9dico n\u00e3o \u00e9 m\u00e1gico. \u00c9 fundamental que, al\u00e9m de todo o conhecimento cient\u00edfico, tenha \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o no dia a dia uma equipe multidisciplinar.<\/p>\n<p>Estamos criando no nosso pa\u00eds uma medicina para os ricos e outra para os pobres, que divergem exatamente na abordagem. O SUS (Sistema \u00danico de Sa\u00fade) investe em aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, enquanto a sa\u00fade suplementar evolui em tecnologias, infraestrutura e capacita\u00e7\u00e3o dos profissionais. Essa desigualdade tem que acabar. Precisamos nivelar por cima, pois sa\u00fade \u00e9 direito do cidad\u00e3o.<\/p>\n<p>Antonio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Cl\u00ednica M\u00e9dica<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Antonio Carlos Lopes* Fala-se hoje da import\u00e2ncia da aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica na sa\u00fade p\u00fablica. \u00c9 evidente que os cuidados iniciais s\u00e3o importantes; entretanto, n\u00e3o t\u00eam nada de b\u00e1sicos. Devem ser realizados com destreza e compet\u00eancia, gerando um diagn\u00f3stico aprofundado, que determine as causas desta ou daquela doen\u00e7a. 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