{"id":77763,"date":"2014-01-13T20:20:26","date_gmt":"2014-01-13T23:20:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=77763"},"modified":"2014-01-13T20:20:26","modified_gmt":"2014-01-13T23:20:26","slug":"luiz-castro-em-decolores-117","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2014\/01\/13\/luiz-castro-em-decolores-117\/","title":{"rendered":"Luiz Castro em: DECOLORES"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/luiz-castro_novo-emaIL.jpg\" width=\"300\" height=\"118\" class=\"alignleft\" \/><strong>CLUBE DO SAMBA <\/strong><\/p>\n<p>No ultimo domingo tive a grande oportunidade de visitar o CLUBE DO SAMBA que funciona na sede do TENG\u00c3O, no Alto da Conquista. Fiquei encantado e maravilhado com o p\u00fablico presente, al\u00e9m das grandes apresenta\u00e7\u00f5es musicais dos cantores e m\u00fasicos locais a exemplo de KEKETA que modesta parte \u00e9 um show a parte, tivemos participa\u00e7\u00f5es de Edu Neto, Itassucy, Sergio Nogueira, Bebeto e Ivan Araujo que foi o percussor dessa grande id\u00e9ia cultural. Outros m\u00fasicos tamb\u00e9m participam como Delio Santiago, Herval Lemos, Lito Vieira, Claudio Vieira, Eloah Monteiro, entre outros&#8230; A sonoriza\u00e7\u00e3o sempre fica a cargo do professor Gil Lucas.<br \/>\nVale salientar a organiza\u00e7\u00e3o do barrac\u00e3o, onde \u00e9 vendido cerveja bem gelada e o famoso churrasquinho de  \u201cgato\u201d  confeccionado por Lucio Soub. A m\u00e9dia de publico \u00e9 aproximadamente de 400 pessoas, inclusive de visitantes de outros estados e de pa\u00edses diversos.<br \/>\nO pr\u00f3ximo encontro ser\u00e1 no dia 16 de fevereiro com o verdadeiro GRITO DE CARNAVAL.<\/p>\n<p><strong> A hist\u00f3ria do samba<\/strong><\/p>\n<p>O samba, como conhecemos atualmente, tem origem afro-baiana, temperado com misturas cariocas. Nasceu da influ\u00eancia de ritmos africanos, adaptados para a realidade dos escravos brasileiros e, ao longo do tempo, sofreu in\u00fameras transforma\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter social, econ\u00f4mico e musical at\u00e9 atingir as caracter\u00edsticas conhecidas hoje.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>O g\u00eanero, descendente do lundu (canto e dan\u00e7a populares no Brasil do s\u00e9culo XVIII), come\u00e7ou como dan\u00e7a de roda originada em Angola e trazida pelos escravos, principalmente para a regi\u00e3o da Bahia. Tamb\u00e9m conhecido por umbigada ou batuque, consistia em um dan\u00e7arino no centro de uma roda, que dan\u00e7ava ao som de palmas, coro e objetos de percuss\u00e3o e dava uma &#8221;umbigada&#8221; em outro companheiro da roda, convidando-o a entrar no meio do c\u00edrculo.<br \/>\nCom a transfer\u00eancia, no meio do s\u00e9culo XIX, da m\u00e3o-de-obra escrava da Bahia para o Vale do Para\u00edba e, logo ap\u00f3s, o decl\u00ednio da produ\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 e a aboli\u00e7\u00e3o da escravatura, os negros deslocaram-se em dire\u00e7\u00e3o a capital do pa\u00eds, Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Instalados nos bairros cariocas de Gamboa e Sa\u00fade, eles dariam in\u00edcio \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o dos ritmos africanos na Corte. Eram nas casas das tias baianas, como Am\u00e9lia, Ciata e Prisciliana, que aconteciam as festas de terreiro, as umbigadas e as marca\u00e7\u00f5es de capoeira ao som de batuques e pandeiros. Essas manifesta\u00e7\u00f5es culturais propiciariam, conseq\u00fcentemente, a incorpora\u00e7\u00e3o de caracter\u00edsticas de outros g\u00eaneros cultivados na cidade, como a polca, o maxixe e o xote. O samba carioca urbano ganha a cara e os ritmos conhecidos.<\/p>\n<p>Em 1917 foi gravado em disco o primeiro samba chamado &#8221;Pelo Telefone&#8221;. A m\u00fasica, de autoria reivindicada por Donga (Ernesto dos Santos), geraria pol\u00eamica uma vez que, naquele tempo, a composi\u00e7\u00e3o era feita em conjunto. Essa can\u00e7\u00e3o, por exemplo, foi criada numa roda de partido alto (pessoas que partilhavam dos antigos conhecimentos do samba e designava m\u00fasica de alta qualidade), do qual tamb\u00e9m participaram Mauro de Almeida e Sinh\u00f4 (Jos\u00e9 Barbosa da Silva), que se auto-intitulou &#8221;o rei do samba&#8221;.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a primeira grava\u00e7\u00e3o, o samba conquistaria o mercado fonogr\u00e1fico e, com a inaugura\u00e7\u00e3o do r\u00e1dio em 1922 &#8211; \u00fanico ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o em massa at\u00e9 ent\u00e3o -, alcan\u00e7aria as classes m\u00e9dias cariocas. O novo estilo seria, ainda, abra\u00e7ado e redimensionado por filhos de classe m\u00e9dia, como o ex-estudante de Medicina Noel Rosa e o ex-estudante de Direito, Ari Barroso, atrav\u00e9s de obras memor\u00e1veis como &#8221;Tarzan, o filho do alfaite&#8221; e &#8221;Aquarela do Brasil&#8221;.<br \/>\nO advento do r\u00e1dio ainda transformaria nomes como Francisco Alves, Orlando Silva e Carmen Miranda em grandes \u00eddolos do samba.<\/p>\n<p><strong>As escolas de samba do Rio de Janeiro<\/strong><\/p>\n<p>Entre as d\u00e9cadas de 20 e 30, o g\u00eanero ganharia muitas varia\u00e7\u00f5es tais como o samba-enredo, o samba-choro e o samba-can\u00e7\u00e3o. \u00c9 desse per\u00edodo, tamb\u00e9m, o surgimento dos sambas criados para os grandes blocos de Carnaval. A primeira escola de samba surgiria em 1929 no Est\u00e1cio &#8211; tradicional bairro de bo\u00eamios e da malandragem da cidade. Chamada de &#8216;Deixa Falar&#8217;, fez sua primeira apari\u00e7\u00e3o na Pra\u00e7a Onze como um bloco de corda e inovava no ritmo: a nova batida era capaz de contagiar qualquer foli\u00e3o, diferentemente dos sons anteriores mais mon\u00f3tonos.<\/p>\n<p>No ano seguinte, novas cinco escolas surgiriam para participar do desfile na Pra\u00e7a Onze: a &#8221;Cada Ano Sai Melhor&#8221; (do Morro de S\u00e3o Carlos), a &#8221;Esta\u00e7\u00e3o Primeira de Mangueira&#8221;, a &#8221;Vai como Pode&#8221; (atual Portela), a &#8221;Para o Ano Sai Melhor&#8221; (do Est\u00e1cio) e a &#8221;Vizinha Faladeira&#8221; (das redondezas da Pra\u00e7a Onze). Com a repercuss\u00e3o do g\u00eanero, a cada ano surgiam mais escolas para participar dos desfiles de Carnaval. <\/p>\n<p>Luiz Castro<br \/>\nBacharel Administra\u00e7\u00e3o de Administra\u00e7\u00e3o &#8211; Aposentado<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CLUBE DO SAMBA No ultimo domingo tive a grande oportunidade de visitar o CLUBE DO SAMBA que funciona na sede do TENG\u00c3O, no Alto da Conquista. 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