{"id":79218,"date":"2014-02-21T19:32:19","date_gmt":"2014-02-21T22:32:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=79218"},"modified":"2014-02-21T19:33:33","modified_gmt":"2014-02-21T22:33:33","slug":"rolando-no-face-240","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2014\/02\/21\/rolando-no-face-240\/","title":{"rendered":"Rolando no face \/  S\u00c1 BARRETTO 90 ANOS"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>por Raymundo S\u00e1 Barretto Neto<\/strong><\/em><\/p>\n<p><center>   <div id=\"attachment_79219\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Jorge-Amado-Sa-Barretto-Telmo-Padilha-Florisvaldo-Mattos-e-James-Amado.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-79219\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Jorge-Amado-Sa-Barretto-Telmo-Padilha-Florisvaldo-Mattos-e-James-Amado.jpg\" alt=\"(E) Jorge Amado, Sa Barretto, Telmo Padilha, Florisvaldo Mattos e James Amado.\" width=\"600\" height=\"481\" class=\"size-full wp-image-79219\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Jorge-Amado-Sa-Barretto-Telmo-Padilha-Florisvaldo-Mattos-e-James-Amado.jpg 600w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Jorge-Amado-Sa-Barretto-Telmo-Padilha-Florisvaldo-Mattos-e-James-Amado-300x240.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-79219\" class=\"wp-caption-text\">(E) Jorge Amado, Sa Barretto, Telmo Padilha, Florisvaldo Mattos e James Amado.<\/p><\/div> <\/center><\/p>\n<p><strong>21 de fevereiro de 1924<\/strong>, Ilh\u00e9us, Bahia. Nasce nesse dia um menino, batizado com o nome de Raymundo, esse menino cresce atento ao movimento de sua cidade. Em 1930 morre o seu av\u00f4 materno, um velho comerciante que representava a Companhia de Navega\u00e7\u00e3o Baiana, em um tempo que ainda n\u00e3o existia na regi\u00e3o os autom\u00f3veis. Em 1932 perde o seu pai, filho ca\u00e7ula do segundo casamento, o\u00a0menino Raymundo, observador por natureza, passa a testemunhar as historias daquele tempo. Em 1930, com seis anos de idade com a chamada Revolu\u00e7\u00e3o de 30, em Ilh\u00e9us, relata S\u00e1 Barretto, tinha apenas tr\u00eas r\u00e1dios, um na casa de Mario Pessoa, outro, na de Edgar Lira, e o terceiro na de Estef\u00e2nio de Sousa. Diz ele: &#8211; Lembro-me de que ningu\u00e9m ia \u00e0 casa de Est\u00eafanio, diziam que a mulher dele \u201cera muito chata\u201d. Ent\u00e3o se revezavam grupos enormes entre a casa de Edgar e de Mario.<\/p>\n<p>Aos vinte e um anos S\u00e1 Barretto juntamente com seu irm\u00e3o mais velho Jos\u00e9 Pacheco (Z\u00e9 Checo) Vai morar no Rio de Janeiro onde passam a ter um comercio, o ano era 1945, per\u00edodo movimentado na politica nacional e o Rio de Janeiro sendo a capital federal era o centro dos acontecimentos. Eles procuram um velho conhecido da fam\u00edlia, Jo\u00e3o Mangabeira, figura de destaque na politica do pa\u00eds, come\u00e7ou sua carreira de advogado e politica na regi\u00e3o do cacau, quando rec\u00e9m formado no ano de 1900 foi residir em Ilh\u00e9us, onde 8 anos depois foi prefeito da cidade, em 1910 deputado defendendo os interesses da regi\u00e3o sul baiana, nele Jorge Amado se inspirou pra criar o personagem Mundinho Falc\u00e3o do romance Gabriela, sua administra\u00e7\u00e3o foi um marco na politica da regi\u00e3o. Raymundo e Jos\u00e9 ao procura-lo no Rio foram muito bem recebidos, e frequentavam sua casa, atrav\u00e9s de Jo\u00e3o Mangabeira tiveram acesso as se\u00e7\u00f5es da c\u00e2mara federal, e tamb\u00e9m no per\u00edodo da constituinte de 1946. Residem l\u00e1 por quase tr\u00eas anos.<br \/>\nVoltam para Ilh\u00e9us em 1947, em 48 casa-se com Itassuc\u00ea, em 49 morre Z\u00e9 Checo aos 30 anos de idade. Em 1951 aos 27 anos S\u00e1 Barretto em conversa com um amigo tabeli\u00e3o da cidade, que estava pr\u00f3ximo de se aposentar, demonstrou interesse em ocupar a fun\u00e7\u00e3o, tendo todo apoiou do amigo que o encaminhou para as formaliza\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para ocupar o cargo. Exerceu com dedica\u00e7\u00e3o o tabelionato por mais de 40 anos.<\/p>\n<p>S\u00e1 Barretto se interessou por tudo que dissesse respeito a cultura de sua cidade, se aproximando e buscando conhecer os seus principais agentes. Em conversa recente com M\u00e3e Elza respons\u00e1vel pelo Terreiro Matamba Tombenci Neto fundado em 1885, ela me falou da amizade do meu av\u00f4 S\u00e1 Barretto com o pai dela, e que ainda hoje ela reza todas noites para ele, Dr Soares Lopes e outras pessoas que tinham a satisfa\u00e7\u00e3o em servir a comunidade. S\u00e1 Barretto conviveu ainda em sua inf\u00e2ncia com figuras lend\u00e1rias de nossa cidade, a exemplo do poeta Sosigenes Costa, o escritor Adonias Filho e do musico Jo\u00e3o. O seu interesse pela cultura era tanto que o fez aproximar de pessoas bem mais velhas que ele, personalidades como Eusinio Lavigne , nascido em Castelo Novo distrito de Ilh\u00e9us no ano de 1883, do velho Adriano Silva Junior, do j\u00e1 citado Jo\u00e3o Mangabeira e outras diversas. Quando ele estava na casa dos 60 anos, esses amigos muitos j\u00e1 tinham morrido. Com 70 anos S\u00e1 Barretto se atualizou, fez um curso de inform\u00e1tica e passou a ser um internauta, ele dizia que os amigos tinham quase todos ido embora e que agora ele estava a fazer amizade com a juventude.<\/p>\n<p>Gostava tanto de viver, mas o fato de ter levado uma vida sedent\u00e1ria e ter tido problemas de sa\u00fade ainda jovem, comprometeu um pouco a sua velhice, e ent\u00e3o ele dizia aos 77 que estava j\u00e1 na prorroga\u00e7\u00e3o. Esse \u00e9 o av\u00f4 que guardo no meu cora\u00e7\u00e3o um homem de bom humor, de bem com a vida, a servi\u00e7o da comunidade em que viveu por 79 anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Raymundo S\u00e1 Barretto Neto 21 de fevereiro de 1924, Ilh\u00e9us, Bahia. Nasce nesse dia um menino, batizado com o nome de Raymundo, esse menino cresce atento ao movimento de sua cidade. 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