{"id":79737,"date":"2014-03-07T16:32:28","date_gmt":"2014-03-07T19:32:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=79737"},"modified":"2014-03-07T16:35:27","modified_gmt":"2014-03-07T19:35:27","slug":"jorge-vieira-ceplac-em-30-artigos-iv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2014\/03\/07\/jorge-vieira-ceplac-em-30-artigos-iv\/","title":{"rendered":"JORGE VIEIRA \/ CEPLAC EM 30 ARTIGOS (IV)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><b>REALIZA\u00c7\u00d5ES E HIST\u00d3RIA DA CEPLAC \u2013 1957 \u2013 2014<\/b><\/p>\n<h1 style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><b><\/b><b style=\"font-size: 14px; line-height: 1.5em;\">\u00a0<\/b><b style=\"font-size: 14px; line-height: 1.5em;\">1982 &#8211;\u00a0 <\/b><b style=\"font-size: 14px; line-height: 1.5em;\">C E P L A C &#8211; 25\u00a0 A N O S<\/b><\/h1>\n<p style=\"text-align: center;\"><b>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0&#8211; <\/b><b>O FIM OU\u00a0 UMA\u00a0 NOVA\u00a0\u00a0 INSTITUI\u00c7\u00c3O &#8211;<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <img loading=\"lazy\" class=\"alignright\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/JORGE-VIEIRA.jpg\" width=\"200\" height=\"306\" \/><\/b>Quando recebi o convite para trabalhar na CEPLAC, surgiu a grande decis\u00e3o, da ent\u00e3o vida profissional, cheia de idealismo e trabalho.<\/p>\n<p>CEPLAC para uns, era um novo \u00f3rg\u00e3o do Governo, tirando dinheiro dos produtores, com predomin\u00e2ncia em empreguismo e aplica\u00e7\u00e3o indevida dos vultosos recursos.\u00a0 Para outros, era a decis\u00e3o certa, a solu\u00e7\u00e3o para uma economia forte, mas desgastada, de uma regi\u00e3o promissora.<\/p>\n<p>Quem conversava, naquele tempo, com Carlos Brand\u00e3o, Paulo Alvim, Jos\u00e9 Haroldo e outros tantos idealistas pioneiros, tinha que aderir \u00e0 segunda ideia.\u00a0 Mas, em todos eles, agricultores, l\u00edderes e funcion\u00e1rios da ent\u00e3o CEPLAC, havia a incerteza, a d\u00favida, quanto ao futuro da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Planos, ideias, esquemas de trabalho, vontade e idealismo, conhecimento crescente das coisas da regi\u00e3o e da economia cacaueira, eram predominantes nas mentes dos primeiros dirigentes.<\/p>\n<p>Lembro-me da decis\u00e3o que devia tomar.\u00a0 Abandonar dez anos de vida profissional em uma institui\u00e7\u00e3o, para ingressar em outra, que tinha de concreto, apenas os problemas e a vontade de solucion\u00e1-los da melhor maneira poss\u00edvel.\u00a0 E quando, interroguei a alguns amigos conselheiros sobre a CEPLAC, ouvi: <b>\u201cPode ser uma grande institui\u00e7\u00e3o ou pode acabar amanh\u00e3.\u201d<\/b><\/p>\n<p>Mas, mesmo neste clima de indecis\u00f5es, confiei nos dirigentes, na capacidade de trabalho e na rea\u00e7\u00e3o positiva que poderia vir destes produtores de cacau, que sempre conseguiram, com seu pr\u00f3prio esfor\u00e7o, vencer dificuldades. Assim, perdi uma estabilidade funcional, para meter-me numa aventura institucional tentadora.<\/p>\n<p>Nos anos que se seguiram foram \u00e0s avalanches de realiza\u00e7\u00f5es, de explica\u00e7\u00f5es, de feitos, que atra\u00edram os agricultores, os l\u00edderes, as autoridades regionais e estaduais.\u00a0 Sempre questionada pelos grupos ou institui\u00e7\u00f5es que viam amea\u00e7ada sua situa\u00e7\u00e3o dominante, buscou esta CEPLAC, na imparcialidade dos seus atos, na racionalidade dos seus feitos e no conhecimento t\u00e9cnico, solucionar alguns problemas e desenvolver um equil\u00edbrio entre as for\u00e7as que dominavam a economia e a vida sociocultural da regi\u00e3o cacaueira.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Mas, os conflitos de natureza pol\u00edtica logo apareceram.\u00a0 O sucesso inicial do trabalho, a crescente receptividade da popula\u00e7\u00e3o, levaram os \u201chomens\u201d da arte pol\u00edtica, a querer intervir, tentando mesmo, modificar o quadro legal da organiza\u00e7\u00e3o dos produtores.<\/p>\n<p>E entre um projeto de institucionaliza\u00e7\u00e3o e outro, predominou a continuidade do status legal reinante.\u00a0 Institui\u00e7\u00e3o criada por decreto presidencial, fr\u00e1gil ou inexistente para alguns advogados ortodoxos, ela vingou por todos esses anos, desafiando os excessos de legaliza\u00e7\u00e3o.\u00a0 E por que isto aconteceu?\u00a0 Simplesmente, por ser uma institui\u00e7\u00e3o de objetivos concretos, definidos e dirigida por idealistas, que a modelaram sob outra forma, at\u00e9 ent\u00e3o, desconhecida no Brasil.<\/p>\n<p>Nela, a predomin\u00e2ncia de um programa realista, participativo com os agricultores; nela, a contribui\u00e7\u00e3o financeira dos produtores de cacau;\u00a0 nela, o di\u00e1logo permanente entre todos, para gerar um sistema produtivo de bem estar coletivo.<\/p>\n<p>Apesar de alguns \u201csen\u00f5es\u201d, as v\u00e1rias etapas de seu processo institucional evolutivo, levaram a ganhos comuns, diretos aos produtores e indiretos \u00e0 toda coletividade.<\/p>\n<p>Os \u201csen\u00f5es\u201d, frutos de inexperi\u00eancia da juventude trabalhadora, do escasso conhecimento da realidade regional, mas que, em nada encobriram o brilho dos sucessos, j\u00e1 extravasados na regi\u00e3o, e por que n\u00e3o, no pa\u00eds.\u00a0 L\u00e1 fora, o constante interesse nesta institui\u00e7\u00e3o, a curiosidade sobre as a\u00e7\u00f5es, a imita\u00e7\u00e3o talvez, de uma metodologia administrativa, ajustada no dia a dia do trabalho.<\/p>\n<p>E os frutos?\u00a0 Quantos s\u00e3o? E a qualidade? Retratar isto, n\u00e3o se pode fazer unicamente em n\u00fameros frios e estat\u00edsticos.\u00a0 H\u00e1 que falar com o povo, falar com os agricultores, sentir seu \u00e2nimo e entusiasmo pelo progresso.\u00a0 As medidas de apura\u00e7\u00e3o devem refletir uma mudan\u00e7a econ\u00f4mica, social e cultural de uma regi\u00e3o, que estava no desespero, de uma crise financeira e de lideran\u00e7a.<\/p>\n<p>Na primeira etapa de vida, 25 anos, a CEPLAC supera, as considera\u00e7\u00f5es e suspeitas, que as institui\u00e7\u00f5es s\u00e3o ef\u00eameras;\u00a0 nascem, crescem e ap\u00f3s uma gera\u00e7\u00e3o, sucumbem pelo tradicionalismo e acomoda\u00e7\u00e3o do seu funcionalismo.<\/p>\n<p>Ao completar este per\u00edodo, ela desafia estes preconceitos, inovando a cada dia, a\u00e7\u00f5es ben\u00e9ficas \u00e0 popula\u00e7\u00e3o sob sua influ\u00eancia, racionalizando seu sistema operativo e a criatividade para novos programas.<\/p>\n<p>E quais os fatos concretos, para esta veemente firmeza da CEPLAC, quanto aos seus prop\u00f3sitos e autodefesa?]<\/p>\n<p>Ilh\u00e9us, Bahia &#8211; fevereiro\/1982.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Jorge Raymundo Vieira, Eng. Agr\u00f4nomo, MS\u00a0 &#8211; aposentado da CEPLAC.<\/strong><\/p>\n<p>&#8212;<br \/>\n<strong>PARA LER O ARTIGO N\u00ba 03 CLIQUE<\/strong> <a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2014\/03\/04\/jorge-vieira-ceplac-em-30-artigos-iii\/\" target=\"_news\"><b>AQUI.<\/b><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>REALIZA\u00c7\u00d5ES E HIST\u00d3RIA DA CEPLAC \u2013 1957 \u2013 2014 \u00a01982 &#8211;\u00a0 C E P L A C &#8211; 25\u00a0 A N O S \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0&#8211; O FIM OU\u00a0 UMA\u00a0 NOVA\u00a0\u00a0 INSTITUI\u00c7\u00c3O &#8211; \u00a0 \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Quando recebi o convite para trabalhar na CEPLAC, surgiu a grande decis\u00e3o, da ent\u00e3o vida profissional, cheia de idealismo e trabalho. 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