{"id":80631,"date":"2014-03-28T10:45:33","date_gmt":"2014-03-28T13:45:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=80631"},"modified":"2014-03-29T12:31:44","modified_gmt":"2014-03-29T15:31:44","slug":"jorge-vieira-ceplac-em-30-artigos-xvii-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2014\/03\/28\/jorge-vieira-ceplac-em-30-artigos-xvii-2\/","title":{"rendered":"JORGE VIEIRA \/ CEPLAC EM 30 ARTIGOS (XVIII)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><b>Comemora\u00e7\u00e3o 50 Anos da CEPLAC<\/b><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><b><\/b><b style=\"line-height: 1.5em;\">1997- <\/b><b style=\"line-height: 1.5em;\">C E P L A C \u00a0H O J E<\/b><\/h2>\n<p style=\"text-align: center;\"><b>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a040 ANOS \u00a0PASSADOS.<\/b><\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0<img loading=\"lazy\" class=\"alignright\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/JORGE-VIEIRA.jpg\" width=\"200\" height=\"306\" \/>No inicio predominava a incerteza sobre o futuro.\u00a0 Depois, os trabalhos, a a\u00e7\u00e3o, a compreens\u00e3o e apoio da sociedade cacaueira garantiram uma vida prolongada e efetiva.<\/p>\n<p>Foram os anos felizes para todos &#8211; produtores, funcion\u00e1rios, pol\u00edticos e a popula\u00e7\u00e3o dependente da economia do cacau.<\/p>\n<p>Resistindo aos 40 anos (fevereiro\/57), a Ceplac, com uma sa\u00fade prec\u00e1ria, foi atingida por uma sequ\u00eancia de enfermidades, que a levou a uma situa\u00e7\u00e3o de \u201cfase terminal\u201d.<\/p>\n<p>Neste anivers\u00e1rio de quatro d\u00e9cadas, o diagn\u00f3stico parece n\u00e3o oferecer esperan\u00e7a de vida.\u00a0 O meio ambiente de sua ef\u00eamera exist\u00eancia, nestes \u00faltimos anos, est\u00e1 polu\u00eddo, carregado de tremores, incertezas e des\u00e2nimos. Uma bruxa invadiu seu territ\u00f3rio, dominou o campo, as \u00e1rvores e a anima\u00e7\u00e3o dos produtores.\u00a0 A incapacidade de reverter esta situa\u00e7\u00e3o, expulsar esta doen\u00e7a, ainda perdura em suas entranhas.<\/p>\n<p>T\u00e9cnicos, com a escassez de equipamentos, recursos e conhecimento, procuram, na \u00faltima esperan\u00e7a que resta, uma solu\u00e7\u00e3o para o problema biol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Os produtores, angustiados, desanimados despedem trabalhadores e abandonam as plantas dos frutos de ouro.\u00a0 Alguns buscam na transforma\u00e7\u00e3o em pousadas ou lojas de artesanato, suas resid\u00eancias citadinas, como meios de sobreviv\u00eancia. De plantio e renova\u00e7\u00e3o no passado \u00e0 erradica\u00e7\u00e3o de cacauais no presente. Chegou-se at\u00e9 a imaginar que a urina das vacas eliminaria as bruxas das \u00e1rvores do cacau.<\/p>\n<p>E as suas organiza\u00e7\u00f5es? Inoperantes, incapazes de lutar e demover a crise que paira em toda comunidade cacaueira. Os l\u00edderes que existiam no passado, faleceram ou abandonaram esta causa. N\u00e3o surgiram outros.<\/p>\n<p>A defesa do processo de comercializa\u00e7\u00e3o e industrializa\u00e7\u00e3o, a presen\u00e7a e luta internacional, tornaram-se apagadas.\u00a0 O prestigio, a lideran\u00e7a e a mostra de um programa nacional, t\u00e9cnico e coerente com a realidade, desapareceram. Aceitam-se pacificamente todas as resolu\u00e7\u00f5es e fixa\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os. Voltamos ao passado, ao inicio dos anos sessenta.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>As autoridades, insens\u00edveis com o problema, escasseiam os recursos financeiros, retardam as decis\u00f5es administrativas, que necessitam urg\u00eancia, como os financiamentos ao produtor e a manuten\u00e7\u00e3o de um Centro de Pesquisas, respons\u00e1vel por estudos e experimentos, na expectativa de salvar uma economia moribunda.<\/p>\n<p>E os pol\u00edticos? Ausentes, mais preocupados com o processo de continuidade de um Governo, que pouco ou nada fez pela agricultura brasileira.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o est\u00e1 triste, seca de \u00e1gua, de dinheiro, de entusiasmo, de realiza\u00e7\u00f5es.\u00a0 N\u00e3o h\u00e1 lideran\u00e7as capazes de soergu\u00ea-la.\u00a0 Neste clima, n\u00e3o existem inaugura\u00e7\u00f5es e assim, est\u00e3o distantes os pol\u00edticos regionais.<\/p>\n<p>Mas, resistir\u00e1 esta institui\u00e7\u00e3o a chegada do novo mil\u00eanio?<\/p>\n<p>Escrevi sobre os 15, 25 e 30 anos de sua exist\u00eancia. Naqueles artigos imaginei o crescimento, o apogeu e a tend\u00eancia ao desaparecimento.<\/p>\n<p>Desaparecer\u00e1 esta organiza\u00e7\u00e3o que tanto fez, no passado, para a economia cacaueira e regional?<\/p>\n<p>Uma an\u00e1lise t\u00e9cnica isenta de sentimentalismo e de protecionismo pol\u00edtico, me diz que n\u00e3o.\u00a0\u00a0\u00a0 E da\u00ed, o que acontecer\u00e1 ou poder\u00e1 acontecer, nestes pr\u00f3ximos anos que antecipam o ingresso no novo mil\u00eanio, se seu estado \u00e9 prec\u00e1rio, dentro de uma debilidade organizacional?<\/p>\n<p>Voltar ao passado \u00e9 imposs\u00edvel. Existe outra realidade socioecon\u00f4mica e pol\u00edtica e n\u00e3o comporta mais aquele modelo institucional.<\/p>\n<p>Mant\u00ea-la no atual esquema organizacional &#8211; simples unidade do Minist\u00e9rio da Agricultura &#8211; sobrecarregada de burocracias, de desest\u00edmulo funcional e car\u00eancia de recursos financeiros e humanos, representa a continuidade de decep\u00e7\u00f5es, iludindo os produtores e a sociedade com esperan\u00e7as para o \u201cnada\u201d.<\/p>\n<p>Associado a este elenco de a\u00e7\u00f5es para a inoper\u00e2ncia, est\u00e1\u00a0 o Governo, que estimula a sa\u00edda de profissionais capazes, esvaziando os setores b\u00e1sicos e especializados de estudos e pesquisas agr\u00edcolas.<\/p>\n<p>A sua amplitude de a\u00e7\u00e3o nacional tem trazido mais problemas que vantagens.\u00a0 N\u00e3o existe um Plano Nacional para a produ\u00e7\u00e3o brasileira de Cacau &#8211; um \u201cPROCACAU\u201d- do passado.\u00a0 Falta sensibilidade institucional, reflexo da aus\u00eancia de uma pol\u00edtica agr\u00edcola neste pa\u00eds.<\/p>\n<p>Deixemos, portanto, Rond\u00f4nia e o Par\u00e1 com seus problemas, suas solu\u00e7\u00f5es e suas decis\u00f5es administrativas independentes.\u00a0 Busque o Estado da Bahia seu pr\u00f3prio modelo institucional, ajustado \u00e0 sua realidade e livre para desenvolver econ\u00f4mica e socialmente sua regi\u00e3o cacaueira.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 pol\u00edtica brasileira de produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o do cacau e seus derivados, todos os Estados dever\u00e3o estar unidos, sob a \u00e9gide do Minist\u00e9rio, na formula\u00e7\u00e3o de diretrizes e planos adequados \u00e0 situa\u00e7\u00e3o mundial.\u00a0 Neste momento, a Bahia estar\u00e1 presente, como l\u00edder da produ\u00e7\u00e3o e do conhecimento tecnol\u00f3gico e econ\u00f4mico, contribuindo para uma pol\u00edtica nacional.<\/p>\n<p>Mas, qual o modelo organizacional sugerido para o futuro?<\/p>\n<p>Em fevereiro de 90 escrevi sobre isto.\u00a0 Sugeri uma ideia que me ocorreu, mas que foi esquecida ou contestada pelos med\u00edocres e de vis\u00e3o estreita.<\/p>\n<p>Uma proposta existe na mente de alguns preocupados com a institui\u00e7\u00e3o: representa uma retalia\u00e7\u00e3o das atividades, a distribui\u00e7\u00e3o de recursos, patrim\u00f4nio e pessoal a organiza\u00e7\u00f5es, que imaginam, saberiam soerguer seus objetivos e a\u00e7\u00f5es. E quem ficaria com a maior parcela? A Embrapa, absorvendo o Centro de Pesquisas, as esta\u00e7\u00f5es experimentais, o acervo biol\u00f3gico, etc.. O resto seria distribu\u00eddo a quem quisesse; aos organismos estaduais, federais e mesmo municipais. Uma mutila\u00e7\u00e3o, eliminando a regi\u00e3o de sua lideran\u00e7a na condu\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es dos seus pr\u00f3prios problemas.<\/p>\n<p>\u00c9 uma alternativa.\u00a0 Dos males, o menor.\u00a0 A experi\u00eancia e conhecimento, a n\u00edvel nacional e internacional da Embrapa, por certo, seriam a grande vantagem para a continuidade e evolu\u00e7\u00e3o dos estudos e pesquisas.<\/p>\n<p>Outro procedimento poderia ser mais inovador, mais cooperativo, mantenedor dos ideais de uma regi\u00e3o inteligente e capaz de ultrapassar toda esta fase dif\u00edcil e marchar para um futuro promissor. Seria nada mais, nada menos, que a fus\u00e3o da Ceplac-Bahia com a Universidade de Santa Cruz,\u00a0 criando uma nova institui\u00e7\u00e3o &#8211; a <b>Universidade da Terra<\/b> ou mesmo a Universidade de Santa Cruz, dentro de novo conceito organizacional: o ensino, a pesquisa, a extens\u00e3o e o apoio ao desenvolvimento regional.<\/p>\n<p>\u00c9 uma ideia inovadora. Requer compreens\u00e3o e desprendimento de todos.\u00a0 Pensar mais nas gera\u00e7\u00f5es futuras que nos interesses pessoais e do momento presente.<\/p>\n<p>Representa conceitos novos para as Universidades, no seu papel transformador da sociedade, com a forma\u00e7\u00e3o de profissionais, a gera\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es para os problemas e a atua\u00e7\u00e3o educativa dedicada \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Esta uni\u00e3o traria grandes benef\u00edcios. Da Ceplac, viria o acervo t\u00e9cnico, a experi\u00eancia investigadora e executora, o relacionamento nacional e internacional, o patrim\u00f4nio gerado com recursos dos produtores de cacau. Um passado brilhante, onde alguns princ\u00edpios poderiam ressurgir e aperfei\u00e7oar este enlace institucional.<\/p>\n<p>Da atual Universidade de Santa Cruz, o entusiasmo, o anseio de construir uma grande institui\u00e7\u00e3o.\u00a0 A abertura, a universalidade do conhecimento, a difus\u00e3o das ideias e dos princ\u00edpios para todas as classes sociais.<\/p>\n<p>A nova Universidade, fortalecida por todos estes meios, conceitos, princ\u00edpios e experi\u00eancias seria, de fato, a grande institui\u00e7\u00e3o transformadora\u00a0 socioecon\u00f4mica\u00a0 e pol\u00edtica da regi\u00e3o.\u00a0 Mentes abertas, m\u00e3os trabalhadoras e vis\u00e3o do futuro dever\u00e3o ser os alicerces para a sua constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como materializar esta ideia, que para alguns pode parecer estapaf\u00fardia, mas que representa a tend\u00eancia futura? O enlace entre os diferentes n\u00edveis de governo e sociedade regional levar\u00e1 \u00e0 concretiza\u00e7\u00e3o deste modelo.\u00a0 Governos aliados ao empresariado &#8211; industrial, agr\u00edcola, comercial &#8211; e \u00e0s lideran\u00e7as regionais compreender\u00e3o a necessidade de desenvolver este novo modelo.<\/p>\n<p>Quando esta ideia tomar corpo, quando especialistas e l\u00edderes discutirem este assunto, certamente surgir\u00e1 a f\u00f3rmula e o esquema de tornar real este pensamento. Uma nova onda de entusiasmo circular\u00e1 pelas veias dos t\u00e9cnicos e dos homens que fazem esta regi\u00e3o feliz e saud\u00e1vel.<\/p>\n<p>O futuro confirmar\u00e1 estas vis\u00f5es idealistas, de apoio e amor \u00e0 regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u00a0<strong>Jorge Raymundo Vieira, Eng. Agr\u00f4nomo, MS aposentado Ceplac.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u00a0Bras\u00edlia- fevereiro 97<\/strong><\/p>\n<p>&#8212;<br \/>\n<strong>PARA LER O ARTIGO N\u00ba 17 CLIQUE<\/strong> <a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2014\/03\/26\/jorge-vieira-ceplac-em-30-artigos-xvii\/\"><b>AQUI.<\/b><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comemora\u00e7\u00e3o 50 Anos da CEPLAC 1997- C E P L A C \u00a0H O J E \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a040 ANOS \u00a0PASSADOS. \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0No inicio predominava a incerteza sobre o futuro.\u00a0 Depois, os trabalhos, a a\u00e7\u00e3o, a compreens\u00e3o e apoio da sociedade cacaueira garantiram uma [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[10],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80631"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=80631"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80631\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":80702,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80631\/revisions\/80702"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=80631"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=80631"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=80631"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}