{"id":80673,"date":"2014-03-28T18:35:46","date_gmt":"2014-03-28T21:35:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=80673"},"modified":"2014-03-28T18:35:46","modified_gmt":"2014-03-28T21:35:46","slug":"ceplac-uma-pequena-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2014\/03\/28\/ceplac-uma-pequena-historia\/","title":{"rendered":"CEPLAC: Uma pequena hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><b style=\"line-height: 1.5em;\">Caros amigos e colegas: Esta nota foi divulgada no R2CPRESS, em 2008.<\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><b><\/b><b>Vale a pena ver de novo. Um abra\u00e7o saudoso a todos.<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/zecarlos-r2cpress_reduzida.jpg\" width=\"300\" height=\"207\" \/>O nosso amigo Jos\u00e9 Rezende, no alto da sua sabedoria, vem nos alegrando com seus artigos intitulados \u201ceu sou do tempo\u201d, revirando o ba\u00fa da saudade e, em alguns momentos, nos levando a uma emo\u00e7\u00e3o. Uma emo\u00e7\u00e3o de lembran\u00e7a, de saudade e a certeza de que muitas coisas de um passado n\u00e3o muito distante, foram criadas, praticadas e n\u00e3o faziam mal a ningu\u00e9m. Parecendo at\u00e9 que eram feitas na mais pura inoc\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E porque n\u00e3o colocar a nossa CEPLAC, neste contexto do \u201ceu sou do tempo\u201d?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do tempo em que os agr\u00f4nomos, eram chamados nas comunidades de \u201cdoutor\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do tempo em que os agr\u00f4nomos recebiam orienta\u00e7\u00e3o da dire\u00e7\u00e3o da CEPLAC para evitarem se ausentar das cidades nos finais de semana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do tempo em que os agr\u00f4nomos eram considerados como os m\u00e9dicos de fam\u00edlia. Da fam\u00edlia que vivia da agricultura e n\u00e3o podia prescindir das orienta\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas do \u201cdoutor\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do tempo em que os agr\u00f4nomos eram procurados em sua pr\u00f3pria casa, principalmente nos finais de semana, pois a necessidade do agricultor era tanta, que n\u00e3o esperava a visita que j\u00e1 estava programada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do tempo em que os agr\u00f4nomos, depois do juiz, do prefeito, do m\u00e9dico, do delegado, era a pr\u00f3xima autoridade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do tempo em que os agr\u00f4nomos eram convidados para padrinhos, para as festas de anivers\u00e1rio, para os churrascos, para as reuni\u00f5es de igreja, para serem (os solteiros) apresentados \u00e0s filhas dos grandes agricultores, eram, enfim, obrigados a se envolverem em todos os acontecimentos da comunidade. Da menor cidade, \u00e0 de maior poder econ\u00f4mico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do tempo em que os agr\u00f4nomos, rec\u00e9m formados, tinham um s\u00f3 destino: pegar a primeira marinete e se mandar para a CEPLAC. E como chegavam carentes e esperan\u00e7osos por um futuro melhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do tempo em que os agr\u00f4nomos, ao chegarem \u00e0 CEPLAC, al\u00e9m de serem bem acolhidos, eram pegos de surpresa com a minha pergunta: tem carteira de motorista? Se a resposta fosse positiva, Imediatamente era lhe concedido um ve\u00edculo, que mesmo financiado, a presta\u00e7\u00e3o deixava de existir pelos cr\u00e9ditos indiretos que recebiam. E o carro era para trabalho, passeio, visitas \u00e0s suas fam\u00edlias, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do tempo em que os agr\u00f4nomos passavam por um treinamento, chamado de pr\u00e9-servi\u00e7o, onde recebiam orienta\u00e7\u00f5es dos colegas mais velhos na profiss\u00e3o e, principalmente, da relev\u00e2ncia do seu trabalho nas comunidades. E j\u00e1 chegavam nas comunidades dirigindo seus pr\u00f3prios carros e investidos de autoridade, do t\u00edtulo de \u201cdoutor\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do tempo que os escrit\u00f3rios locais funcionavam aos s\u00e1bados, por causa da feira da cidade. Era o dia em que os agricultores, principalmente os \u201cpequenos\u201d, iam \u00e0 cidade fazer suas compras e, necessariamente, passavam no escrit\u00f3rio da CEPLAC.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vamos agora nos reportar aos \u201cc\u00famplices\u201d, aos \u201cparceiros\u201d, aos \u201cauxiliares diretos\u201d dos doutores agr\u00f4nomos. Os valorosos t\u00e9cnicos e pr\u00e1ticos agr\u00edcolas. Os verdadeiros tatus das fazendas, os jovens que queriam dar a volta ao mundo com seu precioso instrumento de trabalho, o trado. Os jovens, na sua imensa maioria, formados na gloriosa EMARC, e que foram, tamb\u00e9m, desbravadores dessa imensa regi\u00e3o cacaueira, montados em seus jeep p\u00e9 duro. Lembro-me de um t\u00e9cnico agr\u00edcola de Ubaitaba, por sua fam\u00edlia ter alguma condi\u00e7\u00e3o, mandou trocar os bancos e as molas do jeep, para que proporcionasse um pouco de conforto nas suas viagens. Tamb\u00e9m ele era um pouco gordinho, mas era um excelente profissional. E quantas hist\u00f3rias ter\u00edamos para contar vividas pelos t\u00e9cnicos e pr\u00e1ticos agr\u00edcolas. Mais a hist\u00f3ria maior foi a que eles deixaram com seu trabalho de levar novos conhecimentos ao homem do campo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para dar suporte aos agr\u00f4nomos e aos t\u00e9cnicos e pr\u00e1ticos, tinha a CEPLAC uma retaguarda montada no CEPEC, na EMARC, composta de profissionais que desenvolviam seus trabalhos cient\u00edficos e metodol\u00f3gicos, que eram transmitidos ao pessoal de campo, atrav\u00e9s de treinamentos e aperfei\u00e7oamentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E a CEPLAC, deslanchava de poder, prest\u00edgio, confian\u00e7a, respeitabilidade, credibilidade, investimentos em toda a regi\u00e3o e seu nome come\u00e7ou a ser visto e respeitado no mundo da agricultura e, infelizmente, tamb\u00e9m no mundo da cobi\u00e7a econ\u00f4mica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como tudo na vida tem suas surpresas, a cobi\u00e7a do governo federal foi t\u00e3o exarcebada, que resolveu em apenas uma canetada, tornar uma empresa privada, de alta compet\u00eancia t\u00e9cnica e administrativa comprovada, em uma empresa p\u00fablica. Da\u00ed em diante, todos sabemos da nova hist\u00f3ria e dos caminhos que a empresa come\u00e7ou a trilhar e, consequentemente, toda uma regi\u00e3o. Mas n\u00e3o vamos entrar nessa quest\u00e3o, fica para os t\u00e9cnicos entendidos no assunto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na frente do batalh\u00e3o, os agr\u00f4nomos, os t\u00e9cnicos e pr\u00e1ticos agr\u00edcolas. Na retaguarda a compet\u00eancia cient\u00edfica do pessoal da pesquisa e a dedica\u00e7\u00e3o dos professores na \u00e1rea do ensino. No apoio a tudo isso vinha a turma da administra\u00e7\u00e3o, dirigida pelo idealismo dos chefes do Banco do Brasil. Esta turma tinha a incumb\u00eancia de dar toda condi\u00e7\u00e3o de trabalho, que resultaria na transforma\u00e7\u00e3o de uma regi\u00e3o, e acredito que fizemos bem o nosso papel, principalmente, nas \u00e1reas de cr\u00e9dito rural, revenda de materiais agr\u00edcolas e administrar um patrim\u00f4nio gigantesco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quantos colegas j\u00e1 se foram, agr\u00f4nomos, t\u00e9cnicos, pr\u00e1ticos, professores, escritur\u00e1rios, motoristas, auxiliares t\u00e9cnico\/administrativos, mas deixaram seus nomes inscritos na t\u00e1bua, onde se l\u00ea ainda hoje \u201cAQUI SE FAZ SENTIR A FOR\u00c7A DE UMA LAVOURA\u201d. E n\u00e3o receberam nenhuma homenagem dessa regi\u00e3o que eles ajudaram a desbravar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta \u00e9 uma pequena hist\u00f3ria, dentro da HIST\u00d3RIA MAIOR, que a CEPLAC tem e que est\u00e1 entranhada nas regi\u00f5es da Bahia, Esp\u00edrito Santo e Amazonas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta pequena hist\u00f3ria n\u00e3o tem, por parte de quem escreveu, NENHUMA DISCRIMINA\u00c7\u00c3O PESSOAL OU INSTITUCIONAL, apenas s\u00e3o lembran\u00e7as de um tempo passado e que \u00e9 demasiadamente conhecido de toda a regi\u00e3o e dos verdadeiros ceplaqueanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda hoje, tenho imenso carinho por todos que continuam trabalhando, para que a chama do idealismo, do progresso, da pesquisa, da extens\u00e3o e do ensino, n\u00e3o se apague.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria da CEPLAC, \u00e9 extremamente grandiosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<b>Z\u00c9CARLOS JUNIOR<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caros amigos e colegas: Esta nota foi divulgada no R2CPRESS, em 2008. 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