{"id":81126,"date":"2014-04-11T21:44:44","date_gmt":"2014-04-12T00:44:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=81126"},"modified":"2014-04-11T21:44:44","modified_gmt":"2014-04-12T00:44:44","slug":"morte-e-ressurreicao-uma-mesma-realidade-e-uma-mesma-esperanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2014\/04\/11\/morte-e-ressurreicao-uma-mesma-realidade-e-uma-mesma-esperanca\/","title":{"rendered":"Morte e ressurrei\u00e7\u00e3o: uma mesma realidade e uma mesma esperan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: 14px; line-height: 1.5em;\">Uma coisa \u00e9 certa: o que os primeiros crist\u00e3os compreenderam e interpretaram do acontecimento Jesus de Nazar\u00e9, ainda hoje nos alegra, porque a hist\u00f3ria nos ensina que quando nos comprometemos a restaurar a justi\u00e7a, a reconhecer a dignidade da pessoa, a restabelecer a igualdade entre os seres humanos e a libertas as pessoas de todos os fardos que pesam sobre elas, h\u00e1 uma forte possibilidade de que a hist\u00f3ria se repete e de que encontramos em nosso caminho a cruz. Mas, n\u00e3o devemos desesperar, porque ap\u00f3s a cruz da Sexta-Feira Santa, h\u00e1 a ressurrei\u00e7\u00e3o, a vida nova do domingo da P\u00e1scoa.<\/span><\/p>\n<p>A reflex\u00e3o \u00e9 de\u00a0<b>Raymond Gravel<\/b>, padre da Diocese de Joliette, Canad\u00e1, e publicada no s\u00edtio\u00a0<a href=\"http:\/\/www.lesreflexionsderaymondgravel.org\/%20\" target=\"_blank\"><b>R\u00e9flexions de Raymond Gravel<\/b><\/a>, comentando as leituras do\u00a0<b>Domingo de Ramos e da Paix\u00e3o do Senhor<\/b>\u00a0\u2013 Ciclo A do Ano Lit\u00fargico (13 de abril de 2014). A tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 de\u00a0<b>Andr\u00e9 Langer.<\/b><\/p>\n<p align=\"right\"><b>Refer\u00eancias b\u00edblicas:<\/b><br \/>\n<b>Evangelho dos Ramos: Mt 21,1-11<\/b><br \/>\n<b>Evangelho da Paix\u00e3o: Mt 26,14-27,66<\/b><\/p>\n<p><b>Eis o texto.<\/b><\/p>\n<p>A dupla festa de hoje diz tudo ao mesmo tempo: quem \u00e9 este homem que \u00e9 aclamado e depois rejeitado? Que \u00e9 este homem capaz de chegar at\u00e9 a\u00ed? Quem \u00e9 esse Rei que entra em\u00a0<b>Jerusal\u00e9m<\/b>\u00a0montado em um jumento? Que \u00e9 esse Messias que se deixa crucificar? Quem \u00e9 esse Deus que Jesus evoca? Os relatos dos Ramos e da Paix\u00e3o, segundo o evangelista\u00a0<b>Mateus<\/b>, s\u00e3o relatos de f\u00e9, como o resto do evangelho, compostos \u00e0 luz da P\u00e1scoa, para compreender um pouco melhor o Cristo ressuscitado e a Igreja que somos. Todos os evangelistas t\u00eam seus relatos dos Ramos e da Paix\u00e3o de Cristo, mas cada um tem seus acentos e particularidades. Quais s\u00e3o as caracter\u00edsticas de\u00a0<b>Mateus<\/b>?<\/p>\n<p><b>1. Evangelho dos Ramos: Mt 21,1-11<\/b><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><b>1)<\/b>\u00a0Para a entrada messi\u00e2nica de Jesus em\u00a0<b>Jerusal\u00e9m<\/b>,\u00a0<b>Mateus<\/b>\u00a0cita o Antigo Testamento, como costuma fazer em todo o seu evangelho, para mostrar que Jesus realiza plenamente os profetas: \u201cDance de alegria, cidade de\u00a0<b>Si\u00e3o<\/b>; grite de alegria, cidade de\u00a0<b>Jerusal\u00e9m<\/b>, pois agora o seu rei est\u00e1 chegando, justo e vitorioso. Ele \u00e9 pobre, vem montado num jumento, num jumentinho, filho de uma jumenta\u201d (Zc 9,9). N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que\u00a0<b>Mateus<\/b>, contrariamente aos outros evangelistas, n\u00e3o se preocupa com a inverossimilhan\u00e7a quando diz que Jesus se sentou sobre uma jumenta e um jumento ao mesmo tempo: \u201cTrouxeram a jumenta e o jumentinho e puseram sobre eles suas vestes, e Jesus montou\u201d (Mt 21,7). Mateus queria ser de tal maneira fiel \u00e0 profecia de\u00a0<b>Zacarias<\/b>\u00a0que esquece esse detalhe inveross\u00edmil.<\/p>\n<p><b>2)<\/b>\u00a0\u201cSe algu\u00e9m vos disser alguma coisa, direis: \u2018O Senhor precisa deles, mas logo os devolver\u00e1\u2019\u201d (Mt 21,3). Em\u00a0<b>Mateus<\/b>\u00e9 a \u00fanica vez em que Jesus se designa a si mesmo como Senhor. Podemos ver muito bem que j\u00e1 \u00e9 o Cristo da P\u00e1scoa que fala. Tamb\u00e9m, ao contr\u00e1rio de\u00a0<b>Marcos<\/b>, \u00e9 o propriet\u00e1rio que consentir\u00e1 \u00e0 pergunta de Jesus. Em\u00a0<b>Marcos<\/b>, s\u00e3o as pessoas que se encontram no local: \u201cAlgumas pessoas que a\u00ed estavam, disseram: \u2018O que voc\u00eas est\u00e3o fazendo, desamarrando o jumentinho\u201d (Mc 11,5).<\/p>\n<p><b>3)<\/b>\u00a0\u201cQuando Jesus entrou em\u00a0<b>Jerusal\u00e9m<\/b>\u00a0a cidade inteira se agitou, e diziam\u201d (Mt 21,10).\u00a0<i>Agitar<\/i>: o verbo utilizado para exprimir esta realidade traduz-se por:\u00a0<i>ficou abalada<\/i>, como para os tremores de terra. Quando Jesus entrou como Rei messi\u00e2nico em\u00a0<b>Jerusal\u00e9m<\/b>, a cidade tremeu, como aconteceu com o an\u00fancio do seu nascimento (Mt 2,3) e como ser\u00e1 na hora da sua morte (Mt 27,51).<\/p>\n<p><b>4)<\/b>\u00a0\u201cE as multid\u00f5es respondiam: \u2018Este \u00e9 o profeta Jesus, de\u00a0<b>Nazar\u00e9<\/b>\u00a0da\u00a0<b>Galileia<\/b>\u2019\u201d (Mt 21,11).\u00a0<b>Mateus<\/b>\u00a0\u00e9 o \u00fanico a relatar o que dizem as multid\u00f5es sobre Jesus. Tamb\u00e9m, como\u00a0<b>Mateus<\/b>\u00a0\u00e9 judeu, faz alus\u00e3o ao reconhecimento de Jesus como profeta, pela comunidade judaica de seu tempo.<\/p>\n<p>Por outro lado, independentemente do evangelista, pois os quatro nos relatam este acontecimento teol\u00f3gico, esse relato quer nos dizer que tipo de Rei e que tipo de Messias os primeiros crist\u00e3os reconheceram nesse Jesus de <b>Nazar\u00e9<\/b>, tornado Cristo e Senhor na P\u00e1scoa: um Rei humilde, o Messias anunciado pelos profetas, mas tamb\u00e9m um homem que questionou de tal maneira a sociedade civil e religiosa de seu tempo que ap\u00f3s t\u00ea-lo aclamado, as pessoas o rejeitaram, abandonaram e condenaram. Eis o que diz o te\u00f3logo franc\u00eas Hyacinthe Vulliez: \u201cOs ramos de oliveira se agitam. As ova\u00e7\u00f5es se elevam. A mar\u00e9 humana avan\u00e7a. E com ela, um rei, um pr\u00edncipe. Que zombaria foi este cortejo, quando se pensa em quem ser\u00e1 alguns dias mais tarde o her\u00f3i desta manifesta\u00e7\u00e3o popular! Quando se pensa naqueles e naquelas que o aclamam e que o abandonar\u00e3o penosamente nas m\u00e3os do poder; que entrar\u00e3o cada qual em sua casa com medo e vergonha! A trai\u00e7\u00e3o de um deles por 30 moedas de prata. A confus\u00e3o daqueles que pedem um bom lugar \u00e0 sua direita e \u00e0 sua esquerda. A nega\u00e7\u00e3o de Pedro, cujo ardor agora se acovardou. Aquele que quis fazer dos homens e mulheres um povo digno e respons\u00e1vel, aquele em quem se viu o messias da paz e da justi\u00e7a, foi abandonado por aqueles que o aclamavam. Senhor, n\u00f3s te celebramos em nossas igrejas, mas te damos as costas quando se trata de fazer existir um povo de homens e mulheres livres e solid\u00e1rios.\u201d<\/p>\n<p><b>2. Evangelho da Paix\u00e3o: Mt 26,14-27,66<\/b><\/p>\n<p>De acordo com o exegeta franc\u00eas\u00a0<b>\u00c9douard Cothenet<\/b>, a Paix\u00e3o segundo\u00a0<b>Mateus<\/b>\u00a0segue um relato antigo, inspirado em <b>Marcos<\/b>. Por outro lado,\u00a0<b>Mateus<\/b>\u00a0acrescenta sua marca pessoal apoiando-se nas cita\u00e7\u00f5es da Escritura, como sabe fazer t\u00e3o bem ao longo de todo o seu evangelho.<\/p>\n<p><b>1)<\/b>\u00a0<b>Mateus<\/b>\u00a0\u00e9 o \u00fanico a falar de\u00a0<i>trinta moedas de prata<\/i>\u00a0pagas por\u00a0<b>Judas<\/b>\u00a0(Mt 26,15). Era o pre\u00e7o legal de um escravo e \u00e9 tamb\u00e9m, na profecia de\u00a0<b>Zacarias<\/b>, o pagamento pelo qual\u00a0<b>Israel<\/b>\u00a0despede o misterioso pastor que Deus lhe havia mandado: \u201cEnt\u00e3o eu disse: \u2018Se est\u00e3o de acordo, fa\u00e7am o meu pagamento; se n\u00e3o, deixem\u2019. Ent\u00e3o, eles pesaram o dinheiro do meu pagamento: trinta moedas de prata\u201d (Zc 11,12). As trinta moedas de prata aparecem novamente no epis\u00f3dio final de Judas (Mt 27,3-10), que declara o comparecimento de Jesus diante de\u00a0<b>Pilatos<\/b>.\u00a0<b>Judas<\/b>\u00a0reconheceu ter <i>entregue \u00e0 morte sangue inocente<\/i>\u00a0(Mt 27,4). Aqui,\u00a0<b>Mateus<\/b>\u00a0ecoa a acusa\u00e7\u00e3o repetida do profeta\u00a0<b>Jeremias<\/b>\u00a0contra os not\u00e1veis de\u00a0<b>Jerusal\u00e9m<\/b>. Ent\u00e3o os sacerdotes profetizam \u00e0s suas costas: eles imitam a cena de\u00a0<b>Zacarias<\/b>\u00a011,11-13: proclamam que as trinta moedas de prata representam o valor ou o pre\u00e7o do sangue (Mt 27,7). O que significa para <b>Mateus<\/b>\u00a0que o sangue de Jesus torna-se simbolicamente o pre\u00e7o da salva\u00e7\u00e3o dos mortos.<\/p>\n<p><b>2)<\/b>\u00a0\u201cEnquanto\u00a0<b>Pilatos<\/b>\u00a0estava sentado no tribunal, sua mulher mandou dizer a ele: \u2018N\u00e3o te envolvas com esse justo! Porque esta noite, em sonho, sofri muito por causa dele\u2019\u201d (Mt 27,19).\u00a0<b>Mateus<\/b>\u00a0\u00e9 o \u00fanico evangelista a evocar o sonho da mulher de\u00a0<b>Pilatos<\/b>, uma pag\u00e3, que reconheceu em Jesus um justo, um inocente perseguido, um amigo de Deus. De sorte que\u00a0<b>Pilatos<\/b>\u00a0pode se livrar da sua responsabilidade: \u201c<b>Pilatos<\/b>\u00a0viu que nada conseguia e que poderia haver uma revolta. Ent\u00e3o mandou trazer \u00e1gua, lavou as m\u00e3os diante da multid\u00e3o, e disse: \u2018Eu n\u00e3o sou respons\u00e1vel pelo sangue deste homem. Este \u00e9 um problema vosso!\u2019\u201d (Mt 27,24); o que permite a\u00a0<b>Mateus<\/b>, um judeu convertido que est\u00e1 em conflito aberto com a comunidade judaica de seu tempo, fazer cair a condena\u00e7\u00e3o de Jesus sobre todo o povo judeu: \u201cO povo todo respondeu: \u2018Que o sangue dele caia sobre n\u00f3s e sobre os nossos filhos\u2019\u201d (Mt 27,25).<\/p>\n<p><b>N. B.:<\/b>\u00a0N\u00e3o se deve ver aqui uma maldi\u00e7\u00e3o dos judeus que compromete o seu futuro. Infelizmente, \u00e9 o que alguns fizeram na hist\u00f3ria. \u00c9 simplesmente uma quest\u00e3o que\u00a0<b>Mateus<\/b>\u00a0coloca aos judeus do seu tempo: por que rejeitar o valor desse sangue derramado, o pre\u00e7o pago por Deus para nos dar o perd\u00e3o e a vida? De qualquer maneira, podemos dizer que a responsabilidade pela paix\u00e3o e morte de Jesus incumbe todo o mundo:\u00a0<b>Pedro<\/b>, o primeiro dos disc\u00edpulos, o renegou, os outros o abandonaram. Apenas algumas mulheres fi\u00e9is permaneceram \u00e0 dist\u00e2ncia para olhar (Mt 27,55).<\/p>\n<p><b>3)<\/b>\u00a0Com a morte de Jesus,\u00a0<b>Mateus<\/b>\u00a0precisa que a Antiga Alian\u00e7a \u00e9 agora cumprida: \u201cE eis que a cortina do santu\u00e1rio rasgou-se de alto a baixo, em duas partes\u201d (Mt 27,51a), permitindo agora o acesso dos pag\u00e3os \u00e0 presen\u00e7a de Deus, uma vez que a cortina que separava o lugar Santo do sant\u00edssimo j\u00e1 n\u00e3o existe mais. Tamb\u00e9m a ressurrei\u00e7\u00e3o dos mortos, segundo\u00a0<b>Mateus<\/b>, j\u00e1 come\u00e7ou: \u201cOs t\u00famulos se abriram e muitos corpos dos santos falecidos ressuscitaram!\u201d (Mt 27,52). Enfim, os pag\u00e3os s\u00e3o os primeiros a professarem a sua f\u00e9: \u201cO oficial e os soldados que estavam com ele guardando Jesus, ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido, ficaram com muito medo e disseram: \u2018Ele era mesmo Filho de Deus!\u2019\u201d (Mt 27,54).<\/p>\n<p><b>4) A guarda do t\u00famulo<\/b>. Os vers\u00edculos 62-66, pr\u00f3prios de\u00a0<b>Mateus<\/b>, s\u00e3o o eco de uma pol\u00eamica entre judeus e crist\u00e3os, da \u00e9poca do evangelista. N\u00e3o se trata de provar a ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus, mas de responder \u00e0 obje\u00e7\u00e3o judaica que afirmava que seu corpo foi roubado. Temos a\u00ed a prova de que esses relatos evang\u00e9licos foram compostos depois da P\u00e1scoa, n\u00e3o tanto para descrever, com exatid\u00e3o, os acontecimentos materiais e hist\u00f3ricos do que alegadamente ocorreu e que nos foi contado, mas para responder \u00e0s quest\u00f5es levantadas pelas comunidades \u00e0s quais esses relatos eram dirigidos.<\/p>\n<p>Concluindo, podemos, portanto, dizer que os fatos em torno da paix\u00e3o e morte de Jesus de\u00a0<b>Nazar\u00e9<\/b>\u00a0permanecem desconhecidos. Dispomos apenas do que a f\u00e9 dos primeiros crist\u00e3os nos diz. Mas, de fato, temos necessidade de saber mais? Pois \u00e9 na f\u00e9 que n\u00f3s relemos hoje esses relatos que fazem refer\u00eancia aos acontecimentos e que nos reenviam ao fundamento da f\u00e9 crist\u00e3: a morte e a ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus. Uma coisa \u00e9 certa: o que os primeiros crist\u00e3os compreenderam e interpretaram do acontecimento Jesus de\u00a0<b>Nazar\u00e9<\/b>, ainda hoje nos alegra, porque a hist\u00f3ria nos ensina que quando nos comprometemos a restaurar a justi\u00e7a, a reconhecer a dignidade da pessoa, a restabelecer a igualdade entre os seres humanos e a libertar as pessoas de todos os fardos que pesam sobre elas, h\u00e1 uma forte possibilidade de que a hist\u00f3ria se repete e de que encontramos em nosso caminho a cruz. Mas, n\u00e3o devemos desesperar, porque ap\u00f3s a cruz da Sexta-Feira Santa, h\u00e1 a ressurrei\u00e7\u00e3o, a vida nova do domingo da P\u00e1scoa.<\/p>\n<p>Boa Semana Santa para todas e todos. \u00c9 preciso viver esse domingo de Ramos e da Paix\u00e3o com um cora\u00e7\u00e3o aberto.<\/p>\n<p>(Publicado em NOT\u00cdCIAS, ihu Sexta, 11 de abril de 2014<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma coisa \u00e9 certa: o que os primeiros crist\u00e3os compreenderam e interpretaram do acontecimento Jesus de Nazar\u00e9, ainda hoje nos alegra, porque a hist\u00f3ria nos ensina que quando nos comprometemos a restaurar a justi\u00e7a, a reconhecer a dignidade da pessoa, a restabelecer a igualdade entre os seres humanos e a libertas as pessoas de todos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[17],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81126"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=81126"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81126\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":81127,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81126\/revisions\/81127"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=81126"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=81126"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=81126"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}