{"id":81777,"date":"2014-05-05T13:44:40","date_gmt":"2014-05-05T16:44:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=81777"},"modified":"2014-05-05T13:44:40","modified_gmt":"2014-05-05T16:44:40","slug":"momento-de-tensao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2014\/05\/05\/momento-de-tensao\/","title":{"rendered":"Momento de tens\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos meses, vimos aumentar o n\u00famero de reportagens colocando em xeque a postura de ginecologistas e obstetras. Primeiro, foram as reportagens e den\u00fancias sobre viol\u00eancia obst\u00e9trica e depois, o conhecido caso ocorrido no Rio Grande do Sul. O Brasil todo discutiu o que se passou com a gestante que se recusou, com orienta\u00e7\u00e3o de sua doula, a ser submetida a uma ces\u00e1rea, a despeito de duas ces\u00e1reas anteriores e o feto estar em apresenta\u00e7\u00e3o p\u00e9lvica. Diante da negativa da gestante e seu marido, a obstetra que a atendia procurou ajuda judicial. A ju\u00edza consultada autorizou a interven\u00e7\u00e3o.  Finalmente, a gestante foi conduzida ao hospital para a realiza\u00e7\u00e3o da ces\u00e1rea, com indica\u00e7\u00f5es claras \u00e0 luz de qualquer tratado de obstetr\u00edcia. O caso ganhou repercuss\u00e3o nacional e internacional e todos sabem de seus desdobramentos.<\/p>\n<p>Mais recentemente, estamos vivenciando tamb\u00e9m o caso de Santos, no qual a Casa de Sa\u00fade, numa decis\u00e3o intempestiva, resolveu que a partir do dia 1\u00ba de maio, s\u00f3 atenderia partos e procedimentos obst\u00e9tricos no hor\u00e1rio das 8h \u00e0s 16h. Exige que todos os procedimentos sejam marcados e n\u00e3o mais atender\u00e1 urg\u00eancias e emerg\u00eancias obst\u00e9tricas. Estupefatos e incr\u00e9dulos, vimos que numa canetada se decretou que n\u00e3o mais existiria o determinismo de parto e que sangramentos e abortamentos s\u00f3 ocorreriam em hor\u00e1rios determinados. Um descalabro! Nosso valente Professor Delascio, se aqui estivesse, certamente ficaria injuriado, n\u00e3o? Diante disso, a nossa brava e forte Comiss\u00e3o de Valoriza\u00e7\u00e3o Profissional discutiu intensamente os fatos e, com apoio do nosso jur\u00eddico, decidiu por uma Minuta de Representa\u00e7\u00e3o ao Minist\u00e9rio Publico, solicitando provid\u00eancias que garantam assist\u00eancia integral \u00e0s gestantes de Santos e Baixada Santista, al\u00e9m de oferecer condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas para um bom atendimento obst\u00e9trico. Aguardaremos a evolu\u00e7\u00e3o e estaremos atentos, sempre na defesa do obstetra e da gestante.<\/p>\n<p>H\u00e1 quem diga que estas discuss\u00f5es receberam grande enfoque da m\u00eddia por se tratar de um movimento orquestrado para atacar os m\u00e9dicos de forma geral. Ser\u00e1 isso? N\u00e3o sei! Sinto que devemos nos debru\u00e7ar e discutir a fundo o que vem ocorrendo. Entretanto, n\u00e3o desejo aqui me aprofundar no tema e polemizar. O que realmente me causa estranheza \u00e9 o fato de den\u00fancias de viol\u00eancia obst\u00e9trica virem \u00e0 tona sem uma discuss\u00e3o ampla, sem a posi\u00e7\u00e3o dos especialistas e dos acad\u00eamicos mais experimentados de nosso pa\u00eds. A discuss\u00e3o se faz na m\u00eddia e nas redes sociais, todos se manifestam e o obstetra fica no centro do furac\u00e3o. Ningu\u00e9m quer ouvi-lo, ningu\u00e9m quer saber sua opini\u00e3o.<\/p>\n<p>A SOGESP n\u00e3o nega que existam maneiras inadequadas de conduzir um trabalho de parto ou indicar um procedimento cir\u00fargico em nosso meio. Contudo, n\u00e3o podemos aceitar que uma especialidade proba, dedicada ao correto exerc\u00edcio da profiss\u00e3o e a seus pacientes, seja maculada por generaliza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>* Jarbas Magalh\u00e3es, presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Obstetr\u00edcia e Ginecologia de S\u00e3o Paulo, SOGESP <\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos meses, vimos aumentar o n\u00famero de reportagens colocando em xeque a postura de ginecologistas e obstetras. Primeiro, foram as reportagens e den\u00fancias sobre viol\u00eancia obst\u00e9trica e depois, o conhecido caso ocorrido no Rio Grande do Sul. 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