{"id":82135,"date":"2014-05-15T10:36:06","date_gmt":"2014-05-15T13:36:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=82135"},"modified":"2014-05-15T10:36:06","modified_gmt":"2014-05-15T13:36:06","slug":"heckel-januario-em-umas-e-outras-inusitadas-da-cidade-xii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2014\/05\/15\/heckel-januario-em-umas-e-outras-inusitadas-da-cidade-xii\/","title":{"rendered":"Heckel Janu\u00e1rio em: UMAS E OUTRAS INUSITADAS DA CIDADE ( XII)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>(NOTAS DE BELMONTE &#8211; \u2018BEBEL\u2019 PARA OS MAIS CHEGADOS)<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/HECKEL-NOVA.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"129\" \/>Nesta d\u00e9cima segunda parte do Umas e Outras&#8230; abordaremos o Guaiamum Gigante e a Maior Moqueca do Mundo, pe\u00e7as que de prima e de cara mostram o grau de originalidades.<\/p>\n<p>Obra de arte em fibra de vidro de Miguel Angel Bustus, um argentino de C\u00f3rdoba de muito radicado em Bebel, logo, pela impon\u00eancia, o crust\u00e1ceo chama a aten\u00e7\u00e3o de quem chega \u00e0 Pra\u00e7a do Mar Moreno. E a perfei\u00e7\u00e3o \u00e9 tamanha que at\u00e9 os nativos <strong>\u2013<\/strong>acostumados com sua forma desde quando havia abund\u00e2ncia<strong>\u2013<\/strong>, se impressionam com o artificial crust\u00e1ceo a expor, copias fieis, seus enormes pares de patas (5), notadamente o mais desenvolvido e mais possantedas pu\u00e3s, que lhe servem de defesa, para a condu\u00e7\u00e3o de alimento e, como atra\u00e7\u00e3o da f\u00eamea.<\/p>\n<p>Para se ter a ideia do quanto simboliza o caranguejo de carapa\u00e7a azul para o belmontense, na cidade costuma-se dele fazer a ceva em viveiros e aliment\u00e1-lo de maneira especial para <strong>\u2013<\/strong>engordado \u00a0e consequentemente mais saboroso<strong>\u2013<\/strong> ser consumido em bares e restaurantes, constituindo numa de suas t\u00edpicas iguarias.<\/p>\n<p>A \u2018moqueca de peixes\u2019 tida como a maior do mundo, tem origem nos primeiros festivais de gastronomia de cunho tur\u00edstico da Costa do Descobrimento em Bebel. Sob orienta\u00e7\u00e3o de um chef e n\u00e3o sei quantos cozinheiros o tamanh\u00e3o do prato \u00e9 mesmo fant\u00e1stico, sendo livre ao participante do evento, desejando, degust\u00e1-lo \u00e0 vontade. E \u00e9 t\u00e3o monumental a quantidade que seu corpo organizacional costuma destinar farta por\u00e7\u00e3o do comest\u00edvel a alunos da rede p\u00fablica de ensino. A inven\u00e7\u00e3o deste petisco \u2018gigantesco\u2019 possivelmente se finque na tradi\u00e7\u00e3o de que a cidade \u00e9 prodiga em prepar\u00e1-lo saborosamente, claro, no modo normal e com os cl\u00e1ssicos \u2018leite de coco\u2019 e \u2018dend\u00ea\u2019, ingredientes b\u00e1sicos da moqueca baiana. Refor\u00e7ando o conceito, o advogado aqui da Capitania dos Ilh\u00e9us, Ivan Gomes, que tamb\u00e9m \u00e9 versado em culin\u00e1ria, n\u00e3o hesita afirmar que em Bebel se \u00e9 poss\u00edvel \u201ccomer a melhor e mais apimentada moqueca de robalo do mundo\u201d.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>A import\u00e2ncia da Maior Moqueca do Mundo se alarga com a panela onde \u00e9 preparada. De barro, medindo de boca perto de um metro e meio de di\u00e2metro e cinquenta cent\u00edmetros de altura, ela fora confeccionada pela artes\u00e3 Dagmar Muniz Ferreira, centro-avante da <strong>\u2013<\/strong>no bairro da Visgueira<strong>\u2013<\/strong> \u201c<strong>Cer\u00e2mica 14 Irm\u00e3os\u201d, nomea\u00e7\u00e3o esta ligada aos filhos vingados dos 19 que tivera. C\u00e9lebre \u2013pela qualidade e tipo sui-generis dos produtos produzidos\u2013 no peda\u00e7o e, mais al\u00e9m, Dona Guiomar, como \u00e9 conhecida, \u00e9 craque no feitio de <\/strong>potes, bichos entre v\u00e1rias outras esculturas e artefatos, tudinho na m\u00e3o <strong>\u2013<\/strong>e no tamanho<strong>\u2013<\/strong> grande, e ainda de tijolos, telha, piso etc., com a mat\u00e9ria-prima retirada das margens do Jequitinhonha, arte que aprendera sozinha, \u201csozinha e Deus\u201d, como ela costuma repetir. Celebridades, especialmente do mundo art\u00edstico televisivo, j\u00e1 o visitaram, inclusive algumas deixando promessas (n\u00e3o sabemos se foram cumpridas) de lhe ajudar num sonho<strong>:<\/strong> o de construir uma escola para ensinar aos novos a habilidade de trabalhar a argila cozida.<\/p>\n<p>Not\u00edcias, entretanto um tanto descaracterizadoras, apontam que por motivos t\u00e9cnicos, ou seja, em raz\u00e3o do excesso de calor, a \u2018panela de barro\u2019 perdera o duelo para a \u2018panela de ferro\u2019, ou melhor, para uma \u2018farinheira\u2019 que, embora represente um conhecido instrumento da cultura alimentar da Bahia, jamais combinar\u00e1 com a tradicional peixada nossa do dia a dia.<\/p>\n<p>Por ouro lado, outras, desta feita, promissoras, d\u00e3o conta que o m\u00e9rito do t\u00edtulo \u2018Maior Moqueca do Mundo\u2019 est\u00e1 sendo examinado pelo Guiness Book. A nosso ver, tal como a \u2018Moqueca\u2019, o \u2018Guaiamum\u2019 e a \u2018Panela Gigante\u2019 da dona Guiomar, poderiam estar igualmente sujeitas \u00e0 banca examinadora do livro. No \u2018Umas e Outras&#8230;\u2019, pelas suas not\u00f3rias, not\u00e1veis e irrefut\u00e1veis excentricidades, entraram desde antigamente, e l\u00f3gico, sem necessitar de testes burocr\u00e1ticos.<\/p>\n<p>Heckel Janu\u00e1rio<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(NOTAS DE BELMONTE &#8211; \u2018BEBEL\u2019 PARA OS MAIS CHEGADOS) Nesta d\u00e9cima segunda parte do Umas e Outras&#8230; abordaremos o Guaiamum Gigante e a Maior Moqueca do Mundo, pe\u00e7as que de prima e de cara mostram o grau de originalidades. 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