{"id":8265,"date":"2011-02-08T07:47:08","date_gmt":"2011-02-08T10:47:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=8265"},"modified":"2011-02-08T07:47:08","modified_gmt":"2011-02-08T10:47:08","slug":"alfredo-amorim-em-%e2%80%9c10taques%e2%80%9d","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2011\/02\/08\/alfredo-amorim-em-%e2%80%9c10taques%e2%80%9d\/","title":{"rendered":"Alfredo Amorim em \u201c10TAQUES\u201d"},"content":{"rendered":"<p><center><strong>Transcrito do Jornal \u201cDi\u00e1rio da Tarde  de 30 de junho de 1931<\/p>\n<p>A Capitania de Ilh\u00e9us<\/p>\n<p>Quanto valiam as terras de Jorge de Figueiredo nos s\u00e9culos 16 e 17<\/strong><\/center><\/p>\n<p><img align = \"left\" src = \"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/alfredo-amorim-nova.jpg\"\/>A doa\u00e7\u00e3o. \u2013 A venda da capitania. \u2013 Uma quest\u00e3o movimentada. \u2013 Ilh\u00e9us em hasta p\u00fablica. \u2013 O mais antigo dos caxixes. \u2013 A cria\u00e7\u00e3o da Comarca.<\/p>\n<p>Interessante documento hist\u00f3rico \u00e9 o que se refere \u00e0 doa\u00e7\u00e3o da Capitania de Ilh\u00e9us, neg\u00f3cios e quest\u00f5es que sucessivamente a fizeram mudar de propriet\u00e1rios, at\u00e9 que a Corte de Lisboa resolveu incorpora-la ao patrim\u00f4nio Real. A prop\u00f3sito do cinq\u00fcenten\u00e1rio de cidade quando meditamos no valor e desenvolvimento desta formosa cidade e da opulenta regi\u00e3o a que ela presta o seu concurso civilizador, vale a pena \u00e0 transcri\u00e7\u00e3o do seguinte trecho da Hist\u00f3ria Territorial do Brasil, de Felisbello Freire, que diz o valor destas terras naquele remoto per\u00edodo da nossa hist\u00f3ria:<\/p>\n<p>\u201cA doa\u00e7\u00e3o da capitania de Ilh\u00e9us a Jorge de Figueiredo Correia, foi feita em \u00c9vora em 27 de junho de 1534.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Em declara\u00e7\u00e3o de 12 de junho de 1552, o donat\u00e1rio deixou-a a seu filho Jer\u00f4nymo de Figueiredo e Ruy de Figueiredo, seu irm\u00e3o, que dela desistiu, tornando-se efetiva a desist\u00eancia por despacho de 22 de novembro de 1552.<\/p>\n<p>Confirmada a Jer\u00f4nymo de Figueiredo em 14 de maio de 1560, este vendeu-a a Lucas Giraldes, por escritura p\u00fablica de 4 de junho de 1561.<\/p>\n<p>O pre\u00e7o da venda importou em 4.825 cruzados, isto \u00e9, 1:930$000.<\/p>\n<p>Falecendo Lucas, passou, ela a Francisco, segundo o alvar\u00e1 de 19 de agosto de 1566.<\/p>\n<p>D. Jo\u00e3o de Castro, em nome de sua mulher D. Juliana de Souza e sua filha D. Helena de Souza, promoveu uma a\u00e7\u00e3o judici\u00e1ria contra Francisco de S\u00e1 de Mendes e sua mulher, D. Maria Giraldes, pela quantia de 3:895$900, que lhe ficou devendo Nicolau Giraldes, pai de Juliana. Em conseq\u00fc\u00eancia do pleito, fez-se penhora na Capitania, que foi a pra\u00e7a, sem haver quem lan\u00e7asse.<\/p>\n<p>No dia 10 de junho de 1615 e a requerimento de Andr\u00e9 Dias, procurador de D. Jo\u00e3o de Castro e Juliana de Souza e na pra\u00e7a do \u201cPelourinho Velho\u201d, Francisco Monteiro, Procurador do Conselho, dizia em altas vozes: &#8211; \u201cNove mil e setenta cruzados d\u00e1 pela Vila de S\u00e3o Jorge de Ilh\u00e9us e por todas as terras, rios e \u00e1guas. \u2013 3:628$400\u201d.<\/p>\n<p>A arremata\u00e7\u00e3o foi feita por 9.370 cruzados \u2013 3:768$400<\/p>\n<p>Os r\u00e9us ofereceram embargos alegando, entre outros motivos, o fato de ser a arremata\u00e7\u00e3o feita no lugar em que n\u00e3o estavam os bens, porque ent\u00e3o lan\u00e7ariam 26 a 30 mil cruzados e 30 era o pre\u00e7o que valia. O autor alegava que a Capitania tinha sido devastada pelos Aymor\u00e9s, n\u00e3o valendo mais de 10 a 12 mil cruzados. Foram desprezados os embargos, por senten\u00e7a de 18 de janeiro de 1646 e na Superior Rela\u00e7\u00e3o foram julgados provados e nula a arremata\u00e7\u00e3o, por ac\u00f3rd\u00e3o de 4 de junho de 1619. Teve lugar nova arremata\u00e7\u00e3o, sendo o mesmo Jo\u00e3o de Castro (Conde Almirante) o arrematante, pela quantia de 17 mil cruzados, isto \u00e9, 6:800$000 (4 de junho de 1626).<\/p>\n<p>Houve, pois, no segundo lan\u00e7o, o acr\u00e9scimo de 3:052$000, isto \u00e9, quase duplo, o que demonstra les\u00e3o enorme, segundo fora alegado pelos r\u00e9us no processo, e corrup\u00e7\u00e3o da autoridade judici\u00e1ria que presidiu o ato da arremata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>D. Helena de Castro requereu confirma\u00e7\u00e3o da carta de arremata\u00e7\u00e3o que lhe foi concedida por alvar\u00e1 de 17 de outubro de 1645.<\/p>\n<p>Passou a sucess\u00e3o aos descendentes do Conde, sendo deles o \u00faltimo Donat\u00e1rio, D. Ant\u00f4nio Jos\u00e9 de Castro.<\/p>\n<p>Por provis\u00e3o de 4 de mar\u00e7o de 1761, ordenou a Coroa que o Ouvidor da C\u00e2mara da Bahia tomasse posse da Capitania. Efetuou-se ela a 27 de junho de 1762, pelo Ouvidor Luiz Faria de Veras, constituindo-se em Comarca a velha Capitania, separada da Bahia, sendo seu primeiro Ouvidor o Dr. Miguel Ayres Lobo de Carvalho, que tomou posse em 1762\u201d.<\/p>\n<p>&#8212;<br \/>\nPesquisa de Alfredo Amorim da Silveira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Transcrito do Jornal \u201cDi\u00e1rio da Tarde de 30 de junho de 1931 A Capitania de Ilh\u00e9us Quanto valiam as terras de Jorge de Figueiredo nos s\u00e9culos 16 e 17 A doa\u00e7\u00e3o. \u2013 A venda da capitania. \u2013 Uma quest\u00e3o movimentada. \u2013 Ilh\u00e9us em hasta p\u00fablica. \u2013 O mais antigo dos caxixes. \u2013 A cria\u00e7\u00e3o da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[10],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8265"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8265"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8265\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8268,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8265\/revisions\/8268"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8265"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8265"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8265"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}