{"id":83196,"date":"2014-06-22T18:29:55","date_gmt":"2014-06-22T21:29:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=83196"},"modified":"2014-06-22T18:29:55","modified_gmt":"2014-06-22T21:29:55","slug":"casais-em-nova-uniao-outra-chance-ou-condenacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2014\/06\/22\/casais-em-nova-uniao-outra-chance-ou-condenacao\/","title":{"rendered":"Casais em nova uni\u00e3o: outra chance ou condena\u00e7\u00e3o?*"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Maria-Regina-Canhos.jpg\" width=\"300\" height=\"482\" class=\"alignleft\" \/>Vivemos tempos em que proliferam as separa\u00e7\u00f5es conjugais. In\u00fameras s\u00e3o as causas. Resultam em justificativas mais ou menos aceit\u00e1veis socialmente: imaturidade, inconsequ\u00eancia, intoler\u00e2ncia, v\u00edcios, viol\u00eancia, adult\u00e9rio, descaso, falta de amor&#8230; A lista segue infind\u00e1vel, pois cada qual tem a sua pr\u00f3pria desculpa para a separa\u00e7\u00e3o. Normalmente, os familiares e conhecidos elegem a v\u00edtima e o culpado, nem sempre cientes do que se passou durante a uni\u00e3o conjugal. Algumas condutas auxiliam os julgadores de plant\u00e3o a emitir opini\u00f5es acerca de quem teve raz\u00e3o e merece ser acolhido, e quem deu causa a separa\u00e7\u00e3o e deve ser punido. Mas, ser\u00e1 que precisa ser assim?<\/p>\n<p>No vers\u00edculo 21b de Salmos 44 est\u00e1 escrito que Deus sabe os segredos do nosso cora\u00e7\u00e3o. Ele sabe quem pecou e quem n\u00e3o pecou. Sabe quem se arrependeu e quem n\u00e3o se arrependeu. Sabe quem merece ser salvo e quem deve ser condenado. V\u00ea aquilo que n\u00e3o enxergamos, conforme se pode ler no cap\u00edtulo 16 da primeira carta de Samuel, em seu vers\u00edculo 7b \u201c&#8230; o Senhor n\u00e3o v\u00ea como v\u00ea o homem, pois o homem v\u00ea o que est\u00e1 diante dos olhos, por\u00e9m o Senhor olha para o cora\u00e7\u00e3o.\u201d <\/p>\n<p>Ainda assim, muitos de n\u00f3s consideram justo e adequado julgar aos irm\u00e3os, independente de conhecer o que realmente se passa em seu cora\u00e7\u00e3o. Algumas pessoas se avaliam acima de qualquer suspeita e, portanto, em condi\u00e7\u00f5es de censurar, advertir e condenar aqueles a quem consideram pecadores, sem levar em conta que podem estar destruindo vidas que o Senhor deseja resgatar.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Foi assim com a mulher ad\u00faltera apresentada no cap\u00edtulo 8 de Jo\u00e3o, vers\u00edculos 3 a 11. N\u00e3o havia escape para ela, pois apanhada em flagrante adult\u00e9rio, pela inflex\u00edvel lei mosaica, deveria ser condenada \u00e0 morte por apedrejamento. Os escribas e fariseus n\u00e3o estavam interessados na salva\u00e7\u00e3o de sua alma, no entanto, mas em colocar Jesus \u00e0 prova, expondo-o em contradi\u00e7\u00e3o dos seus leg\u00edtimos ensinamentos perante a multid\u00e3o. <\/p>\n<p>Sabiamente, o Mestre instituiu ent\u00e3o um j\u00fari primitivo. De um lado os acusadores, escribas e fariseus; de outro lado a r\u00e9, mulher ad\u00faltera. Inicialmente, ele deu a palavra \u00e0 acusa\u00e7\u00e3o, e fez quest\u00e3o de advertir que deveria lan\u00e7ar a primeira pedra aquele que estivesse sem pecado. Obviamente, Jesus tem conhecimento de que todos os homens erram, variando apenas o tipo de erro, o qu\u00ea, certamente, deveria servir como reflex\u00e3o e exame de consci\u00eancia antes de apontarmos falhas alheias.<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o, os acusadores confrontados com as palavras do Mestre e avaliando o seu \u00edntimo, reconheceram-se t\u00e3o pecadores quanto a mulher, e foram se afastando um a um, a come\u00e7ar pelos mais velhos, restando apenas Jesus e a mulher. Nesse momento, o justo juiz indaga a r\u00e9: \u201cMulher, onde est\u00e3o os teus acusadores?\u201d \u201cNingu\u00e9m te condenou?\u201d E ela responde: \u201cNingu\u00e9m, Senhor!\u201d Pois bem, quando n\u00e3o existe acusa\u00e7\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 que se falar em senten\u00e7a de condena\u00e7\u00e3o. Nesse momento, o j\u00fari estava desfeito, e apesar do justo juiz reconhecer o pecado da r\u00e9, n\u00e3o a condenou, despedindo-a com estas palavras: \u201cNem eu tampouco te condeno; v\u00e1 e n\u00e3o peques mais\u201d. Ora, Jesus foi misericordioso, apesar de reconhecer o erro.<\/p>\n<p>Religiosamente, no entanto, quase nunca \u00e9 assim. Agimos mais como escribas e fariseus, excluindo e exigindo a condena\u00e7\u00e3o, do que exercitando a miseric\u00f3rdia com os que erram. Casais em nova uni\u00e3o podem estar adulterando ou n\u00e3o, e tamb\u00e9m contar com o julgamento do justo juiz, que n\u00e3o v\u00ea como v\u00ea o homem, mas olha para o cora\u00e7\u00e3o das pessoas. Outra chance \u00e9 poss\u00edvel sim. Pensemos nisto quando nos arvorarmos ju\u00edzes alheios e, a despeito de nossos pecados, sentirmo-nos tentados a atirar a primeira pedra.<\/p>\n<p>* Texto escrito com o aux\u00edlio de meu atual esposo: Mission\u00e1rio Andr\u00e9 Luiz Aparecido dos Santos.<\/p>\n<p><strong>Maria Regina Canhos (e.mail: mariaregina.canhos@gmail.com) \u00e9 escritora.<br \/>\n<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vivemos tempos em que proliferam as separa\u00e7\u00f5es conjugais. In\u00fameras s\u00e3o as causas. Resultam em justificativas mais ou menos aceit\u00e1veis socialmente: imaturidade, inconsequ\u00eancia, intoler\u00e2ncia, v\u00edcios, viol\u00eancia, adult\u00e9rio, descaso, falta de amor&#8230; A lista segue infind\u00e1vel, pois cada qual tem a sua pr\u00f3pria desculpa para a separa\u00e7\u00e3o. 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