{"id":87190,"date":"2014-10-20T12:24:41","date_gmt":"2014-10-20T15:24:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=87190"},"modified":"2014-10-20T12:24:41","modified_gmt":"2014-10-20T15:24:41","slug":"o-cosmos-e-musica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2014\/10\/20\/o-cosmos-e-musica\/","title":{"rendered":"O cosmos \u00e9 m\u00fasica"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>por Paiva Netto<\/strong><\/p>\n<div style=\"width: 190px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Jos%C3%A9-de-Paiva-Netto-fevereiro-2011_.jpg\" alt=\"\" width=\"180\" height=\"229\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Paiva Netto<\/p><\/div>\n<p>Os meses de outubro e novembro s\u00e3o marcados por datas que nos fazem recordar a genialidade de dois dos mais famosos compositores de nosso pa\u00eds: <strong>Heitor Villa-Lobos<\/strong> e <strong>Claudio Santoro<\/strong>. Isso porque em 1<sup>o<\/sup> de outubro comemoramos o Dia Internacional da M\u00fasica. J\u00e1 no m\u00eas de novembro, no dia 17, do ano de 1959, partia para a Grande P\u00e1tria Espiritual o consagrado carioca Villa-Lobos. Na edi\u00e7\u00e3o 220 da revista\u00a0<em>Boa Vontade<\/em>, prestei-lhe tributo \u00e0 mem\u00f3ria. Ainda em novembro, 23, mas do ano de 1919, nascia o ilustre manauara, Claudio Santoro, cuja \u201cSinfonia da Paz\u201d \u2014 gravada sob sua reg\u00eancia, pela Orquestra Estadual e Coro Stepanov de Moscou, R\u00fassia \u2014 abre a minha prega\u00e7\u00e3o do Evangelho de <strong>Jesus<\/strong> na Super Rede Boa Vontade de Comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como admirador dos g\u00eanios da cultura planet\u00e1ria e reconhecendo na m\u00fasica um papel transcendente de eleva\u00e7\u00e3o do ser humano, sempre que posso utilizo-me do tesouro mel\u00f3dico para estabelecer analogia entre ele e os aug\u00farios divinos, de modo a facilitar o entendimento do povo a respeito do c\u00f3digo aparentemente indecifr\u00e1vel do Apocalipse de Jesus. O escritor e cr\u00edtico liter\u00e1rio <strong>Jos\u00e9 Geraldo Nogueira Moutinho<\/strong>, em \u201cMusic\u00e1lia\u201d, esclarece que <em>\u201ca m\u00fasica absorve o caos e o ordena\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>Em <em>Apocalipse sem Medo<\/em> (1999), no cap\u00edtulo \u201cApocalipse e universalismo\u201d, comento que <strong>Arturo Toscanini<\/strong> ensinava,\u00a0<em>mutatis mutandis<\/em>, que ouvir m\u00fasica n\u00e3o \u00e9 escutar notas. De fato, porquanto se deliciar com a grande arte de <strong>Verdi<\/strong>, <strong>Tchaikovisky<\/strong>, <strong>Wagner<\/strong>, <strong>Borodin<\/strong>, <strong>Schumann<\/strong>, <strong>Debussy<\/strong>, <strong>Ravel<\/strong>, <strong>Grieg<\/strong>, <strong>Sibelius<\/strong>, <strong>Irving Berlin<\/strong>, <strong>Gershwin<\/strong>, <strong>Grof\u00e9<\/strong>, <strong>Chiquinha Gonzaga<\/strong>, <strong>Noel<\/strong>, <strong>Cartola<\/strong>, <strong>Caymmi<\/strong>, <strong>Jobim<\/strong>, <strong>Jo\u00e3o Gilberto<\/strong>, <strong>Caetano<\/strong>, <strong>Gil<\/strong>, <strong>Chico Buarque<\/strong>, <strong>Toquinho<\/strong>, <strong>Guerra Peixe<\/strong>, <strong>Carlos Gomes<\/strong>, <strong>Padre Jos\u00e9 Maur\u00edcio<\/strong>, <strong>Francisco Braga<\/strong>, <strong>Lorenzo Fernandez<\/strong>, <strong>Augusto<\/strong> e <strong>Alberto Nepomuceno<\/strong>, <strong>Guerra Vicente<\/strong>, e tantos mais, \u00e9 integrar-se no sentimento da mensagem mel\u00f3dica que o compositor quis transmitir ao ouvinte.<\/p>\n<p>Assim \u00e9 com o Apocalipse, seu recado n\u00e3o est\u00e1 na letra, <em>\u201cque mata\u201d<\/em>, mas no esp\u00edrito de salva\u00e7\u00e3o que, por meio do amor de Quem fraternalmente adverte, desce do Criador \u00e0 criatura.<\/p>\n<p><strong>Para que existe a Mensagem Divina<\/strong><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>O que procuro destacar, na prega\u00e7\u00e3o ecum\u00eanica do Evangelho-Apocalipse, \u00e9 a parcela de Deus que habita todo ser humano, seja ele religioso ou ateu; amarelo, branco, negro ou mesti\u00e7o; civil ou militar; analfabeto ou letrado; da direita, esquerda ou centro ideol\u00f3gicos, ou mesmo apartid\u00e1rio.<\/p>\n<p>Se o homem n\u00e3o for ao encontro da solidariedade, na viv\u00eancia particular ou coletiva, onde iremos parar?<\/p>\n<p>O cosmos \u00e9 m\u00fasica, que, na defini\u00e7\u00e3o de <strong>Paul Claudel<\/strong> (1868-1955), <em>\u201c\u00e9 a alma da geometria\u201d<\/em>. Logo, temos de achar os sons que com abrang\u00eancia universal nos confraternizem. Para isto \u00e9 que existe a Mensagem de Deus, que frontalmente se contrap\u00f5e \u00e0 intoler\u00e2ncia indesculp\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>Trombetas e compositores<\/strong><\/p>\n<p>Ainda na citada obra, no cap\u00edtulo \u201cTrombetas e compositores\u201d, aponto que at\u00e9 hoje h\u00e1 quem exclame: <em>\u201cO Apocalipse \u00e9 o desamor de Deus para com a Humanidade!\u201d<\/em>. Estar\u00e3o certos? Veremos que n\u00e3o.<\/p>\n<p>Vamos por partes: o que diz a sabedoria antiga? <em>\u201cO pensamento \u00e9 o alfaiate do destino\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>Com as nossas ideias e atos, acabamos por desvendar a nossa intimidade. Jesus, o Cristo Ecum\u00eanico, isto \u00e9, Universal, o Divino Estadista, declara isto no Evangelho, segundo <strong>Lucas<\/strong>, 6:45: <em>\u201cO homem bom do bom tesouro do cora\u00e7\u00e3o tira o bem, e o mau, do mau tesouro tira o mal; porque fala a boca do que est\u00e1 cheio o cora\u00e7\u00e3o\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>Diante disso, os Anjos das Sete Trombetas, que, em simples an\u00e1lise, significam fatos pol\u00edticos e fatos pol\u00edtico-guerreiros, quando as tocam, n\u00e3o o fazem aleatoriamente. Est\u00e3o externando o que os Sete Selos (Apocalipse, cap\u00edtulos 6 e 8) revelaram acerca do nosso sentimento, expresso na partitura musical que, com as nossas atitudes, compusemos. N\u00f3s \u00e9 que produzimos a tr\u00e1gica, ou bela, melodia que os Anjos executar\u00e3o. O Apocalipse \u00e9, portanto, tra\u00e7ado por n\u00f3s, quando respeitamos ou infringimos as normas do Criador.<\/p>\n<p>Em <em>A Divina Com\u00e9dia<\/em> \u2014 Para\u00edso, Canto XXII \u2014, <strong>Dante Alighieri<\/strong> (1265-1321) poeticamente ilustra a justi\u00e7a de Deus: <em>\u201cNunca se apressa a espada celestial,\/ nem se atrasa, a n\u00e3o ser pela opini\u00e3o \/ de quem a invoca ou teme, por sinal\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>Por sua vez, <strong>Alziro Zarur<\/strong> (1914-1979) sentencia: <em>\u201cA Lei Divina, julgando o passado de homens, povos e na\u00e7\u00f5es, determina-lhes o futuro\u201d<\/em>.<\/p>\n<p><strong>Direitos, deveres e Apocalipse<\/strong><\/p>\n<p>Se pensarmos apenas em direitos e esquecermos os deveres, amanh\u00e3 seremos cobrados pelos deveres e esquecidos pelos direitos.<\/p>\n<p>N\u00e3o queiramos que o Pai Celestial nos trate como crian\u00e7as, quando fazemos quest\u00e3o de ser adultos. Cabe, aqui, feito uma luva, este pensamento do escritor franc\u00eas <strong>Martin Du Gard<\/strong> (1881-1958): <em>\u201cN\u00e3o h\u00e1 ordem verdadeira sem a Justi\u00e7a\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>Evidentemente, no tocante aos dignificadores atos que realizarmos, o Apocalipse apresentar\u00e1 composi\u00e7\u00f5es maravilhosas para aqueles que merecerem um mundo melhor nos mil\u00eanios que conheceremos adiante. Sempre viveremos, porque a eternidade \u00e9 real e a lei das vidas sucessivas \u00e9 ordena\u00e7\u00e3o divina. Zarur conceituava: <em>\u201cA reencarna\u00e7\u00e3o \u00e9 a chave da profecia\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso, pois, afinar os cora\u00e7\u00f5es dos povos no diapas\u00e3o de Deus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Jos\u00e9 de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"mailto:paivanetto@lbv.org.br\"><strong>paivanetto@lbv.org.br<\/strong><\/a><strong> \u2014 <\/strong><a href=\"http:\/\/www.boavontade.com\/\"><strong>www.boavontade.com<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Paiva Netto Os meses de outubro e novembro s\u00e3o marcados por datas que nos fazem recordar a genialidade de dois dos mais famosos compositores de nosso pa\u00eds: Heitor Villa-Lobos e Claudio Santoro. Isso porque em 1o de outubro comemoramos o Dia Internacional da M\u00fasica. 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