{"id":87968,"date":"2014-11-04T12:36:22","date_gmt":"2014-11-04T15:36:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=87968"},"modified":"2014-11-04T12:36:22","modified_gmt":"2014-11-04T15:36:22","slug":"mamas-densas-risco-aumentado-para-cancer-de-mama","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2014\/11\/04\/mamas-densas-risco-aumentado-para-cancer-de-mama\/","title":{"rendered":"Mamas densas: risco aumentado para c\u00e2ncer de mama"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\">Estudo publicado no <i>Breast Cancer Research<\/i> demonstrou a import\u00e2ncia de n\u00e3o incluir apenas as mulheres com hist\u00f3rico de c\u00e2ncer de mama na fam\u00edlia, mas tamb\u00e9m aquelas que t\u00eam mamas densas no grupo de risco. Afinal, esse \u00e9 considerado um fator de risco significativo que deveria ser acompanhado de perto como forma de preven\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No Reino Unido, o n\u00famero de pacientes diagnosticadas com c\u00e2ncer de mama est\u00e1 numa escalada e deve aumentar at\u00e9 2030 \u2013 em parte por causa do aumento da expectativa de vida das pacientes, em parte por causa do sedentarismo, da obesidade, do consumo elevado de \u00e1lcool e at\u00e9 mesmo pelo fato de as mulheres adiarem a maternidade para depois dos 40 anos.\u00a0 Acrescentar informa\u00e7\u00f5es sobre a densidade mam\u00e1ria resulta em melhor modelo de preven\u00e7\u00e3o. Afinal, mulheres com mamas densas t\u00eam at\u00e9 cinco vezes mais chances de desenvolver c\u00e2ncer de mama em rela\u00e7\u00e3o \u00e0quelas com baixa densidade mam\u00e1ria<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\">De acordo com a radiologista <b>Vivian Schivartche<\/b>, especialista em diagn\u00f3stico da mama do <span lang=\"FR\"><a href=\"http:\/\/www.cdb.com.br\/\" target=\"_blank\"><span lang=\"PT-BR\">Centro de Diagn\u00f3sticos Brasil (CDB)<\/span><\/a><\/span>, em S\u00e3o Paulo, mamas densas \u2013 principalmente nos n\u00edveis tr\u00eas e quatro \u2013 podem dificultar a interpreta\u00e7\u00e3o das imagens. \u201cNa imagem mamogr\u00e1fica, o tecido denso aparece em branco, enquanto a gordura \u00e9 caracterizada pelas \u00e1reas escuras. Como os tumores tamb\u00e9m aparecem em branco nessas imagens, \u00e9 mais dif\u00edcil diferenciar o que \u00e9 tecido altamente denso de um tumor. Os avan\u00e7os da mamografia nos \u00faltimos anos, quando passou de um simples exame em filme para um exame digital e, mais recentemente, para um exame em tr\u00eas dimens\u00f5es (tomoss\u00edntese), caminham na dire\u00e7\u00e3o de aumentar a detec\u00e7\u00e3o de tumores cada vez menores. Ao lado disso, a ultrassonografia tamb\u00e9m auxilia a encontrar altera\u00e7\u00f5es no meio do tecido denso\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\"><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\">\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\">Outro ponto que gera d\u00favidas de interpreta\u00e7\u00e3o s\u00e3o as calcifica\u00e7\u00f5es. Elas fazem parte de muitos processos da mama. Algumas s\u00e3o malignas, outras n\u00e3o. Por isso, muitas vezes \u00e9 necess\u00e1rio realizar imagens adicionais na mamografia ou ainda uma bi\u00f3psia para chegar a um diagn\u00f3stico definitivo. \u201cA mamografia tomogr\u00e1fica, tamb\u00e9m chamada de mamografia 3D ou tomoss\u00edntese, costuma aumentar em at\u00e9 30% a detec\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer de mama, j\u00e1 que permite enxergar o tumor numa fase muito precoce e em mamas densas e heterog\u00eaneas. Por\u00e9m, em situa\u00e7\u00f5es especiais, em pacientes de alto risco, ou quando persistirem d\u00favidas, esses outros exames devem ser realizados, como a ultrassonografia e a resson\u00e2ncia magn\u00e9tica\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\" align=\"center\">A especialista diz que as nuances que deixam d\u00favidas nos resultados da mamografia fazem com que as pacientes algumas vezes sejam chamadas para repetir o exame. Mas n\u00e3o \u00e9 preciso sofrer por antecipa\u00e7\u00e3o. Entre 5% e 15% das pacientes costumam receber uma chamada para imagens adicionais. N\u00e3o significa que t\u00eam c\u00e2ncer de mama, mas que por algum motivo as imagens n\u00e3o est\u00e3o bem claras. Estudos apontam que pacientes entre 40 e 49 anos t\u00eam 30% de chance de ter um resultado falso-positivo num per\u00edodo de dez anos \u2013 ou seja, serem chamadas para fazer imagens adicionais sem ter c\u00e2ncer. Vivian Schivartche revela <b>cinco boas dicas<\/b> para quem vai fazer mamografia:<\/p>\n<p>1.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u201cSe a paciente puder optar pela mamografia digital em detrimento da convencional, \u00e9 melhor. Mas vale ressaltar que hoje em dia j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel realizar a tomoss\u00edntese \u2013 ou mamografia 3D \u2013 em muitas cidades do Brasil, aumentando ainda mais o percentual de diagn\u00f3stico precoce\u201d.<\/p>\n<p>2.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u201cObserve a rea\u00e7\u00e3o do seu corpo durante o ciclo menstrual, evitando agendar a mamografia naqueles dias em que as mamas est\u00e3o mais sens\u00edveis e doloridas\u201d.<\/p>\n<p>3.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u201cSe puder escolher a cl\u00ednica onde ser\u00e1 realizada a mamografia, d\u00ea prefer\u00eancia \u00e0quelas que investem em novas tecnologias, j\u00e1 que os mam\u00f3grafos v\u00eam sendo modificados para tornar o exame mais r\u00e1pido e menos inc\u00f4modo \u00e0s pacientes. Outro ponto importante \u00e9 a cl\u00ednica contar com um radiologista especializado em imagem da mama para orientar a realiza\u00e7\u00e3o do exame\u201d.<\/p>\n<p>4.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u201cDurante o exame, procure seguir a orienta\u00e7\u00e3o do profissional que est\u00e1 no comando, evitando movimentos que possam comprometer o resultado final. Tenha em mente de que se trata de um exame r\u00e1pido, realizado somente uma vez ao ano, e que pode salvar a sua vida\u201d.<\/p>\n<p>5.\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u201cN\u00e3o se apavore se for chamada para uma repeti\u00e7\u00e3o. Ao contr\u00e1rio, procure agendar o quanto antes esse novo exame e procure relaxar, permitindo a compress\u00e3o necess\u00e1ria para a melhor imagem poss\u00edvel. Oito em cada dez n\u00f3dulos encontrados n\u00e3o t\u00eam nada a ver com c\u00e2ncer\u201d.<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p>Fontes: <b><i>Dra. Vivian Schivartche<\/i><\/b>, m\u00e9dica radiologista, especialista no diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer de mama do <b>CDB Premium<\/b>, em S\u00e3o Paulo \u2013 <span lang=\"FR\"><a href=\"http:\/\/www.cdb.com.br\/\" target=\"_blank\"><span lang=\"PT-BR\">www.cdb.com.br<\/span><\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo publicado no Breast Cancer Research demonstrou a import\u00e2ncia de n\u00e3o incluir apenas as mulheres com hist\u00f3rico de c\u00e2ncer de mama na fam\u00edlia, mas tamb\u00e9m aquelas que t\u00eam mamas densas no grupo de risco. Afinal, esse \u00e9 considerado um fator de risco significativo que deveria ser acompanhado de perto como forma de preven\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. 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