{"id":88432,"date":"2014-11-16T11:11:54","date_gmt":"2014-11-16T14:11:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=88432"},"modified":"2014-11-16T11:11:54","modified_gmt":"2014-11-16T14:11:54","slug":"se-correr-o-bicho-pega-se-ficar-o-bicho-come","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2014\/11\/16\/se-correr-o-bicho-pega-se-ficar-o-bicho-come\/","title":{"rendered":"SE CORRER O BICHO PEGA, SE FICAR O BICHO COME&#8230;"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>por Guilherme Albagli de Almeida<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Mariazinha ia muito mal naquela escola p\u00fablica, numa cidade do Norte Mineiro. Estava na s\u00e9tima s\u00e9rie e, aos treze anos, ainda n\u00e3o aprendera quantos dias havia na semana ou no m\u00eas&#8230; A pr\u00f3 chamou os pais para uma conversa s\u00e9ria: estava desatenta, andando com meninas que matavam aulas para namorar, estando uma delas, aos treze anos, embarrigada&#8230; O Pai da Mariazinha enloqueceu. Deu-lhe uma surra e a p\u00f4s de castigo sem ir \u00e0 escola por uma semana. Vetou-lhe, tamb\u00e9m, o acesso ao computador. Foi a\u00ed que o Padrinho da fam\u00edlia resolveu os levar a um antigo e conceituado convento de freiras italianas para que a Mariazinha estudasse num ambiente mais respeitoso e saud\u00e1vel.<br \/>\nNo dia da reserva da vaga, o Padrinho pediu \u00e0s freirinhas para dar uma volta nos amplos p\u00e1teos onde estiveram, como alunos, a sua av\u00f3, a sua m\u00e3e, uma tia, duas irm\u00e3s, um irm\u00e3o e uma filha.<br \/>\nForam at\u00e9 a banda leste do p\u00e1teo para olhar a longa cadeia de montanhas azuis que recortavam o horizonte. Ali chegando, ao longe, viram num canto uma imagem que, em princ\u00edpio,  pareceu ao Padrinho algo como um grande prato de macarr\u00e3o miojo; mas n\u00e3o era, era um grupo de pessoas, quatro adultos, por volta dos quarenta, e umas quatro jovens alunas&#8230;  Um dos adultos refastelava-se num batente atracando firme uma jovem aluna pela sua cintura. Ela, carinhosa, repousava a sua cabe\u00e7a no ombro dele&#8230;<\/p>\n<p>O Padrinho, tamb\u00e9m um professor, se aproximou do grupo e perguntou ao adulto ali sentado:<br \/>\n&#8211; Desculpe, o Senhor \u00e9 professor?<br \/>\nAntes dele responder, a jovem adolescente respondeu:<br \/>\n&#8211; E dos bons!!!<br \/>\nOs outros adultos que ali estavam se afastaram um  pouco do amoroso casal, assim como as demais jovens.<br \/>\nFalou-lhes o Padrinho:<br \/>\n-Pois na escola onde trabalho, o docente que chegar a um metro de uma aluna, \u00e9 demiss\u00e3o por justa causa&#8230;<br \/>\nO professor refastelado respondeu:<br \/>\n-Pois aqui \u00e9 assim&#8230; e foi retirando o bra\u00e7o enla\u00e7ado na cintura da menina.<\/p>\n<p>Adiante, saindo da cena, meio ofegante, falou o Pai da Mariazinha:<br \/>\n-A sem-vergonhice  est\u00e1 por toda parte&#8230; Cabe a cada menina saber o que faz&#8230; Se correr, o bicho pega, se ficar o bicho come&#8230;<br \/>\nPonderou certo, desta vez, o Pai da Mariazinha&#8230;<\/p>\n<p><strong>(Este \u00e9 um conto ficcional; qualquer semelhan\u00e7a com fatos ver\u00eddicos, presentes ou passados, em qualquer lugar, seria uma mera coincid\u00eancia)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Guilherme Albagli de Almeida Mariazinha ia muito mal naquela escola p\u00fablica, numa cidade do Norte Mineiro. 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