{"id":89090,"date":"2014-12-02T14:32:33","date_gmt":"2014-12-02T17:32:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=89090"},"modified":"2014-12-02T14:32:33","modified_gmt":"2014-12-02T17:32:33","slug":"os-franco-macons-parte-iii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2014\/12\/02\/os-franco-macons-parte-iii\/","title":{"rendered":"OS FRANCO &#8211; MA\u00c7ONS &#8211; PARTE III"},"content":{"rendered":"<div style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Irm%C3%A3o-Everaldo-paramentado.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"337\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Ir.&#8217;. Everaldo.<\/p><\/div>\n<blockquote><p><strong>Caros leitores do R2CPRESS,<\/strong><\/p>\n<p><strong>Dando prosseguimento aos nossos estudos sobre a Franco-Ma\u00e7onaria ao redor do mundo,conforme anunciamos anteriormente, falaremos da sua presen\u00e7a nos estados alem\u00e3es, bem como do in\u00edcio das suas atividades na Fran\u00e7a.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">FRANCO &#8211; MA\u00c7ONARIA FLOREAT<\/span><\/strong><strong><br \/>\n<\/strong><\/h2>\n<p>Nos estados alem\u00e3es (que eram muitos &#8211; reinos, principados, gr\u00e3o-ducados, ducados, condados-palatinos, eleitorados e margraviatos), a Ma\u00e7onaria prosperou. Provavelmente, isso resultou pela exist\u00eancia de tantos estados de mentalidade independente e cidad\u00e3os de igual mentalidade. Havia muitas pessoas que se opunham firmemente, entre os quais Frederico Guilherme, o primeiro rei da Pr\u00fassia.<strong><\/strong><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>Frederico Guilherme pode ter sido politicamente astuto o suficiente para converter o Ducado de Brandenburgo, que ele herdara em 1713, no Reino da Pr\u00fassia, que se tornou o estado alem\u00e3o dominante e todo-poderoso sob o seu pr\u00f3prio governo e o de seu filho (Frederico, o Grande). Entretanto, o filho de Frederico Guilherme foi um tirano mentalmente desequilibrado. Tanto assim que, quando jovem, ele tentou fugir da Pr\u00fassia durante manobras militares com o seu favorito, um jovem Oficial do Ex\u00e9rcito, chamado Katte. Frederico Guilherme mandou prend\u00ea-los e foram julgados por deser\u00e7\u00e3o por uma corte marcial. Ambos foram sentenciados com pena de morte. A senten\u00e7a de Frederico foi comultada \u00e0 pris\u00e3o perp\u00e9tua, mas o seu parceiro de crime foi decapitado no p\u00e1tio \u00e0 frente da janela de sua cela. Ap\u00f3s a decapita\u00e7\u00e3o, a cabe\u00e7a de Katte foi erguida para que o jovem pr\u00edncipe a visse. Ao v\u00ea-la, ele desmaiou.<\/p>\n<p>Alguns anos mais tarde, em 1738, oficialmente perdoado e restaurado ao rancoroso favor paterno, Frederico e seu pai viajaram para a Holanda onde, durante uma ceia na cidade de Haia, a conversa\u00e7\u00e3o voltou-se para a Ma\u00e7onaria. O rei prussiano foi t\u00e3o violento em sua rea\u00e7\u00e3o contra ela, que o apoio de Frederico a seu favor foi humildemente expresso em algumas poucas palavras. Entretanto,mais tarde, ele confessou ao seu h\u00f3spede, o Conde van der Lippe-Bukengurg, que queria ser aceito na Irmandade, mas que, por causa do \u00f3dio violento de seu pai pela Ma\u00e7onaria, isso teria de ser feito sem que ele nada soubesse \u00e0 respeito.<\/p>\n<p>O conde fez com que Frederico fosse iniciado em Brunswick, durante o regresso real para Berlim.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Frederico Guilherme morreu dois anos mais tarde e foi sucedido por seu filho, que se tornaria um dos mais poderosos governantes da Europa e um franco-ma\u00e7om. Frederico tinha muitas qualidades. Foi um brilhante estrategista e comandante militar, que gostava de m\u00fasica e de filosofia; em pol\u00edtica e em religi\u00e3o, era um homem de opini\u00e3o liberal. Tamb\u00e9m foi um amante devotado de tudo que fosse franc\u00eas, permanecendo fiel aos ideais ma\u00e7ons at\u00e9 a sua morte,em 1786.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">A MA\u00c7ONARIA NA FRAN\u00c7A<\/span><\/strong><strong><br \/>\n<\/strong><\/h2>\n<p>Aparentemente, as primeiras Lojas Ma\u00e7\u00f4nicas francesas foram patenteadas na Fran\u00e7a, a partir de 1725, quando o rei Lu\u00eds XV, um governante absolutista como seus antecessores Bourbons, estava no trono.<strong><\/strong><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>Embora houvesse um sistema nominal de governo devoluto no pa\u00eds, cada distrito governado por um <i>Intendente<\/i>, cuja autoridade na regi\u00e3o era absoluta, e cada <i>Intendente <\/i>subordinado a um <i>Superintendente <\/i>e os <i>Superintendentes<\/i> ao Conselho do rei que era, de fato, o Conselho Real, o rei podia acatar ou rejeitar qualquer sugest\u00e3o que lhe fosse submetida.<\/p>\n<p>At\u00e9 mesmo as bulas papais tinham pouca ou nenhuma autoridade na Fran\u00e7a. Apesar de Lu\u00eds proclamar-se o mais crist\u00e3o dos reis, ele n\u00e3o permitiu que a Igreja na Fran\u00e7a se tornasse muito subserviente a Roma. Ela poderia ter sido a Igreja Cat\u00f3lica <i>Romana<\/i>, mas Lu\u00eds fez quest\u00e3o que ela servisse ao estado da <i>Fran\u00e7a<\/i>.<\/p>\n<p>Por conta do seu estilo ambivalente no relacionamento com os membros da nobreza francesa e, em troca de sua lealdade, Lu\u00eds deu continuidade \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o pela qual a aristocracia era isenta de impostos.<\/p>\n<p>No decorrer do s\u00e9culo XVIII, um n\u00famero cada vez maior de franceses, inclusive membros da aristocracia, muitos dos quais haviam se afiliados \u00e0s Lojas Ma\u00e7\u00f4nicas, come\u00e7ou a questionar esse previl\u00e9gio e \u00e9 muito prov\u00e1vel que esse tenha sido um assunto muito discutido nas reuni\u00f5es das Lojas.<\/p>\n<p>Lu\u00eds n\u00e3o fazia obje\u00e7\u00e3o a que a nobreza se tornasse ma\u00e7\u00f4nica. Mas, e as classes m\u00e9dias? Receoso de que come\u00e7assem a questionar o <i>status quo<\/i>, em 1737, Lu\u00eds baniu a Franco-Ma\u00e7onaria da Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Apesar do banimento e do fato de que Lu\u00eds havia decretado que, qualquer homem da nobreza que se afiliasse a uma Loja n\u00e3o seria recebido na corte e, por conseguinte, n\u00e3o seria eleg\u00edvel para qualquer dos pr\u00e9-requisitos que a vida na corte podia proporcionar, a Ma\u00e7onaria continuou prosperar na Fran\u00e7a, onde a Grande Loja era conhecida como <i>Grande Loja Inglesa<\/i>.<\/p>\n<p>Na Fran\u00e7a, a Franco-Ma\u00e7onaria era diferente da Irmandade inglesa.Havia diversas Grandes Lojas e in\u00fameros Conselhos, Ritos e Cap\u00edtulos. Em certo momento, as 34 Ordens Ma\u00e7\u00f4nicas tinham entre 1.400 e 1.500 Graus. Algumas dessas \u00a0ordens diziam respeito a sess\u00f5es de <i>Lojas de Ado\u00e7\u00e3o<\/i> dirigida por uma Loja regular, na qual mulheres eram admitidas.<\/p>\n<p>Na Inglaterra, os tr\u00eas Graus &#8211; <i>Aprendiz, Companheiro e Mestre Ma\u00e7om<\/i> &#8211; eram inviol\u00e1veis e a Franco-Ma\u00e7onaria era um baluarte varonil.<\/p>\n<p>A maioria dos outros Graus que existiam na Ma\u00e7onaria francesa (e alem\u00e3) era ligada, na \u00e9poca, a lendas cavalheirescas e a organiza\u00e7\u00f5es como os <i>Cavaleiros Templ\u00e1rios<\/i>, e os rituais envolvidos eram muito mais elaborados do que os simples rituais ingleses. Talvez fosse o fato de que a maioria, sen\u00e3o todos, dos ma\u00e7ons franceses eram cat\u00f3licos e, consequentemente, imbu\u00eddos de um apre\u00e7o pela pompa colorida das igrejas, o que resultou nos grandiosos Rituais Ma\u00e7\u00f4nicos. Ou talvez fosse o amor pelos grandiosos t\u00edtulos que atra\u00edam os aristocratas franceses para os in\u00fameros Graus. Em uma \u00e9poca em que marqueses e condes eram \u201cdez por um tost\u00e3o\u201d na Fran\u00e7a, os t\u00edtulos de <i>Pr\u00edncipe de Jerusal\u00e9m <\/i>ou <i>Grande Inspetor Geral <\/i>\u00a0tinham certa distin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na nossa pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o continuaremos falando sobre a Ma\u00e7onaria na Fran\u00e7a, abordando a cria\u00e7\u00e3o do <i>Antigo Rito Escoc\u00eas<\/i> (ou <i>L<\/i>\u2019<i>\u00c9cossais<\/i>) bem como os per\u00edodos da Revolu\u00e7\u00e3o e Imp\u00e9rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>JOS\u00c9 EVERALDO ANDRADE SOUZA<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>MESTRE MA\u00c7OM DA LOJA ELIAS OCK\u00c9 N\u00b0 1841<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>FEDERADA AO GRANDE ORIENTE DO BRASIL &#8211; RITO BRASILEIRO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>ORIENTE DE ILH\u00c9US &#8211; BAHIA<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8212;<br \/>\n<\/strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS:<strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>Johnstone, Michael<\/p>\n<p>Os Franco-Ma\u00e7ons &#8211; trad. F\u00falvio Lubisco &#8211; S\u00e3o Paulo: Madras, 2010.<\/p>\n<p>T\u00edtulo original: The Freemasons.<\/p>\n<p>&#8212;<br \/>\n<strong><span style=\"color: #000080;\">PARA LER A PARTE I CLIQUE<\/span><\/strong> <a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2014\/11\/22\/os-franco-macons-parte-i\/\" target=\"_news\"><b>AQUI.<\/b><\/a><br \/>\n<strong><span style=\"color: #000080;\">PARA LER A PARTE II CLIQUE<\/span><\/strong> <a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2014\/11\/27\/88912\/\" target=\"_news\"><b>AQUI.<\/b><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caros leitores do R2CPRESS, Dando prosseguimento aos nossos estudos sobre a Franco-Ma\u00e7onaria ao redor do mundo,conforme anunciamos anteriormente, falaremos da sua presen\u00e7a nos estados alem\u00e3es, bem como do in\u00edcio das suas atividades na Fran\u00e7a. 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