{"id":892,"date":"2010-10-28T08:54:35","date_gmt":"2010-10-28T11:54:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=892"},"modified":"2010-10-28T08:54:35","modified_gmt":"2010-10-28T11:54:35","slug":"ao-fundo-do-poco-pelo-crack","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2010\/10\/28\/ao-fundo-do-poco-pelo-crack\/","title":{"rendered":"Ao fundo do po\u00e7o pelo crack"},"content":{"rendered":"<p><img align = \"right\" src = \"http:\/\/lh4.ggpht.com\/_PQy7A06gDto\/S_Qu6JnLCzI\/AAAAAAAAiOc\/VYRy3oyMQvw\/arquimedes%20azul.jpg\"\/>N\u00e3o h\u00e1 outra droga que produza um decl\u00ednio f\u00edsico e mental maior para o seu usu\u00e1rio quanto o crack. O poder sobrenatural do crack \u00e9 simplesmente horripilante e avassalador. Crack e desgra\u00e7a s\u00e3o indissoci\u00e1veis e quase palavras sin\u00f4nimas. Relatos dos seus usu\u00e1rios e familiares, fatos policias di\u00e1rios e opini\u00f5es de especialistas sobre os efeitos e as conseq\u00fc\u00eancias nefastas da droga podem ser resumidos em tr\u00eas palavras t\u00e3o b\u00e1sicas quanto contundentes: sofrimento, degrada\u00e7\u00e3o e morte.<\/p>\n<p>As ocorr\u00eancias no terreno familiar, social e criminal v\u00e3o caminhando sempre em largas vertentes para dias piores. A vida vivida pelos envolvidos com o v\u00edcio do crack parece sempre transpor os inimagin\u00e1veis pesadelos.<br \/>\n<!--more--><br \/>\nLan\u00e7ando um olhar no passado, o viciado, v\u00ea o rumo errado que tomou, mas dificilmente tem for\u00e7a de voltar atr\u00e1s. Olhando ao futuro somente se lhe afigura a tumba, no entanto continua caminhando em sua dire\u00e7\u00e3o. O seu presente \u00e9 s\u00f3 o crack e, esse mal passa a ser o senhor do seu viver, o seu real transformador do bem para o mal, o destruidor da sua fam\u00edlia, o aniquilador do seu bem maior. <\/p>\n<p>O crack tr\u00e1s a morte em vida do seu usu\u00e1rio, arru\u00edna a vida dos seus familiares e vai deixando rastros de l\u00e1grimas, sangue e crimes de toda esp\u00e9cie na sua trajet\u00f3ria maligna. <\/p>\n<p>O Brasil assistiu recentemente com imensa tristeza e pesar uma reportagem televisiva em que crian\u00e7as rec\u00e9m nascidas de m\u00e3es viciadas em crack, s\u00e3o tamb\u00e9m barbaramente atingidas pelos efeitos nefastos da droga. Nascem como se viciadas fossem, com crises de abstin\u00eancias, com compuls\u00e3o \u00e0 droga, tremores, calafrios e com problemas f\u00edsicos diversos, principalmente com les\u00f5es no c\u00e9rebro que provavelmente os levar\u00e3o \u00e0s dem\u00eancias ou a outros tipos de problemas inerentes, ou seja, uma nova gera\u00e7\u00e3o de v\u00edtimas do crack sem sequer ter consumido a droga por vontade pr\u00f3pria. A maioria das m\u00e3es drogadas tamb\u00e9m perde o instinto materno e termina doando os seus filhos debilitados.<\/p>\n<p>A dimens\u00e3o da trag\u00e9dia do crack \u00e9 difundida nos diversos Estados da Na\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de reportagens jornal\u00edsticas que comprovam o retrato devastador em todos os lugares poss\u00edveis e imagin\u00e1veis aonde chegou o filho mortal da coca\u00edna. O crack invadiu grandes e pequenas cidades, periferias e lugares de baixa a alta classe social, munic\u00edpios, povoados, zona rural&#8230;<\/p>\n<p>N\u00e3o bastassem os tristes casos sociais, casos de sa\u00fade e os casos criminais diversos envolvendo essa droga avassaladora vividos por uma grande parcela da popula\u00e7\u00e3o brasileira, agora apareceu mais um melanc\u00f3lico caso. Um deprimente e desolador caso em que a m\u00e3e trocou a virgindade da sua pr\u00f3pria filha de pouco mais de 10 anos de idade por algumas pedras de crack. Entregou a sua filhinha para uma monstruosidade sem preced\u00eancia. Entregou a inoc\u00eancia de uma crian\u00e7a para um estuprador macabro, desalmado e cruel que tamb\u00e9m era um traficante de crack. O s\u00edmbolo do amor puro que est\u00e1 no amor de m\u00e3e se rendeu ao poderoso crack. <\/p>\n<p>Uma m\u00e3e viciada, na hist\u00f3rica cidade de S\u00e3o Cristov\u00e3o, primeira capital do pequeno, mas bonito e apraz\u00edvel Estado de Sergipe acabou por ceder a inoc\u00eancia da sua pr\u00f3pria filha, uma garotinha que migrava dos 10 para os 11 anos de idade para um desumano estuprador-traficante de drogas no sentido de que o mesmo saciasse a sua frieza sexual animalesca, em troca de algumas pedras de crack.<\/p>\n<p>O crack agora \u00e9 capaz tamb\u00e9m de transpor, de matar o amor de m\u00e3e, que \u00e9 o mais precioso, o mais profundo, o mais verdadeiro, o mais ardoroso, o mais fervoroso amor que pode existir.<\/p>\n<p>Este impulso sentimental que \u00e9 o mais sublime dos amores  foi superado pela for\u00e7a sobrenatural do crack e, ao inv\u00e9s de confortar, destruiu, degradou, sobretudo desvirtuou o sentido real do amor que aquela m\u00e3e tinha pela sua filha. O amor de m\u00e3e que n\u00e3o tem gan\u00e2ncia, n\u00e3o tem ego\u00edsmo, n\u00e3o tem orgulho, n\u00e3o tem o sentido de posse, n\u00e3o tem o princ\u00edpio de fomentar a maldade e a ignor\u00e2ncia do bem, que busca a simplicidade, a humildade e abnega\u00e7\u00e3o acima de todas as coisas da mat\u00e9ria foi de tudo ultrajado pelo crack.<\/p>\n<p>\u00c9 realmente uma triste, tr\u00e1gica e inconceb\u00edvel realidade ocorrida naquele munic\u00edpio que contrasta com o seu povo pacato e ordeiro. \u00c9 o fundo do po\u00e7o pelo crack&#8230;<\/p>\n<p>&#8212;<br \/>\n(Delegado de Pol\u00edcia no Estado de Sergipe. P\u00f3s-Graduado em Gest\u00e3o Estrat\u00e9gica de Seguran\u00e7a P\u00fablica).  archimedes-marques@bol.com.br <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o h\u00e1 outra droga que produza um decl\u00ednio f\u00edsico e mental maior para o seu usu\u00e1rio quanto o crack. O poder sobrenatural do crack \u00e9 simplesmente horripilante e avassalador. Crack e desgra\u00e7a s\u00e3o indissoci\u00e1veis e quase palavras sin\u00f4nimas. Relatos dos seus usu\u00e1rios e familiares, fatos policias di\u00e1rios e opini\u00f5es de especialistas sobre os efeitos e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[10],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/892"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=892"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/892\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":894,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/892\/revisions\/894"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=892"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=892"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=892"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}