{"id":89317,"date":"2014-12-08T18:30:43","date_gmt":"2014-12-08T21:30:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=89317"},"modified":"2014-12-08T18:30:43","modified_gmt":"2014-12-08T21:30:43","slug":"os-franco-macons-parte-iv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2014\/12\/08\/os-franco-macons-parte-iv\/","title":{"rendered":"OS FRANCO &#8211; MA\u00c7ONS &#8211; PARTE IV"},"content":{"rendered":"<div style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Irm%C3%A3o-Everaldo-paramentado.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"337\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Ir.&#8217;. Everaldo<\/p><\/div>\n<blockquote><p><em><strong>Aos estimados leitores do nosso R2CPRESS, integrantes e interessados na hist\u00f3ria da Ma\u00e7onaria.<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong> Em nossa edi\u00e7\u00e3o anterior relativa \u00e0 hist\u00f3ria da Franco-Ma\u00e7onaria ao redor do mundo, iniciamos os nossos estudos sobre a sua chegada na Fran\u00e7a. Neste contexto, tomaremos conhecimento da hist\u00f3rica presen\u00e7a da Ma\u00e7onaria nos momentos mais importantes daquele pa\u00eds.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>Aproveito a oportunidade para desejar a TODOS um NATAL de muita LUZ e um ANO NOVO repleto de REALIZA\u00c7\u00d5ES, ALEGRIAS, SA\u00daDE e PAZ!<\/strong><\/em><\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>O ANTIGO RITO ESCOC\u00caS<\/strong><\/p>\n<p>Os v\u00e1rios Graus da Franco-Ma\u00e7onaria francesa da \u00e9poca estavam ligados ao respeito pelo L\u2019\u00c9cossais (os Graus Escoceses), que derivam do que \u00e9 conhecido como Discursos de Ramsay. Andr\u00e9 Ramsay, tamb\u00e9m conhecido como Cavaleiro de Ramsay, foi um ma\u00e7om de or\u00edgem escocesa e dizia que a Ma\u00e7onaria surgira na Terra Santa durante as Cruzadas como uma Ordem de Cavalaria.<\/p>\n<p>Em 1728, ele prop\u00f4s \u00e0 Grande Loja Inglesa que os tr\u00eas Graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre Ma\u00e7om fossem substitu\u00eddos por tr\u00eas Graus de sua pr\u00f3pria ideia &#8211; Ma\u00e7om Escoc\u00eas, Novi\u00e7o e Cavaleiro do Templo. Mas a Grande Loja rejeitou sua proposta.<\/p>\n<p>Na Fran\u00e7a, foi diferente. Ele levou para esse pa\u00eds os tr\u00eas Graus e eles se tornaram t\u00e3o populares que deram origem a um total de 33 ao todo, que foram desde ent\u00e3o conhecidos como o Antigo Rito Escoc\u00eas (ou L\u2019\u00c9cossais).<\/p>\n<p>Entre as Lojas que seguiram L\u2019\u00c9cossais havia o Cap\u00edtulo de Clermont, com sete Graus, fundado em 1750 pelo Cavaleiro de Bonneville; o Rito de Saint-Martin, fundado pelo Marqu\u00eas de Saint-Martin, em 1767; o Rito dos Iluminados de Avignon, que foi introduzido em Paris por um frade beneditino e um bar\u00e3o polon\u00eas, em 1760 e v\u00e1rios outros. Determinada em n\u00e3o excluir as mulheres, nos anos anteriores \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o Francesa de 1789, uma certa Madame de Choumont fundou em Paris a Ordem dos Cavaleiros e Ninfas da Rosa como uma Ordem de Ado\u00e7\u00e3o, na qual mulheres podiam ser iniciadas. Mas, em 1760, um organizado Antigo Rito Escoc\u00eas foi estabelecido sob o controle da Grande Loja da Fran\u00e7a, tamb\u00e9m conhecida como O Grande Oriente.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>REVOLU\u00c7\u00c3O E IMP\u00c9RIO<\/strong><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Com a morte de Lu\u00eds XV, em 1774, o seu neto, Lu\u00eds XVI, cujo pai falecera alguns anos antes, assumiu o trono. Considerado t\u00e3o fraco quanto o seu av\u00f4 havia sido forte, em 1788, Lu\u00eds foi obrigado a convocar uma reuni\u00e3o dos Estados Gerais, o \u201cparlamento\u201d franc\u00eas, que se reunira pela \u00faltima vez em 1614. A reuni\u00e3o inclu\u00eda representantes da Igreja (o Primeiro Estado), a Aristocracia (o Segundo Estado ) e os homens de posses da classe m\u00e9dia (o Terceiro Estado ).Desafiando o direito dos outros dois Estados a qualquer express\u00e3o no Governo da Fran\u00e7a, o Terceiro Estado proclamou-se a Assembl\u00e9ia Nacional, assumindo o Poder Legislativo.<\/p>\n<p>Lu\u00eds, cujo primo, o influente duque de Orl\u00e9ans, que havia sido Gr\u00e3o-Mestre da Grande Loja Francesa, viria a ser o l\u00edder da Assembl\u00e9ia, sem autoridade para promover qualquer influ\u00eancia, nada fez para impedir o que estava acontecendo. Espalhado um boato em Paris de que ele estava para dissolver a Assembl\u00e9ia e prender os seus l\u00edderes, o povo invadiu a Bastilha, um acontecimento considerado por muitos como o in\u00edcio da pr\u00f3pria Revolu\u00e7\u00e3o Francesa.<\/p>\n<p>Em 1793, cinco anos depois da tomada da Bastilha, Lu\u00eds foi posto em julgamento, acusado de conspirar com o ex\u00e9rcito austr\u00edaco e outros ex\u00e9rcitos que estavam invadindo a Fran\u00e7a. Ao ser declarado culpado, a Assembl\u00e9ia, ora intitulada Conven\u00e7\u00e3o, com uma maioria de 71, votou pela sua condena\u00e7\u00e3o \u00e0 morte. Entre os que votaram para que a senten\u00e7a fosse executada estava Orl\u00e9ans, que passara a se chamar Philippe \u00c9galit\u00e9 (\u201cFelipe Igualdade\u201d).<\/p>\n<p>Inimigos da Ma\u00e7onaria alegaram que os ma\u00e7ons foram respons\u00e1veis pela Revolu\u00e7\u00e3o, pois muitos membros da Assembl\u00e9ia e da Conven\u00e7\u00e3o eram membros de Lojas.<\/p>\n<p>A reputa\u00e7\u00e3o da Ma\u00e7onaria, que atraiu homens da aristocracia e da classe alta \u00e0s suas Lojas, foi respons\u00e1vel por seu decl\u00ednio na Fran\u00e7a durante a Revolu\u00e7\u00e3o. Depois de Lu\u00eds XV e seu primo Philippe \u00c9galit\u00e9 perderem suas cabe\u00e7as para a \u201cSenhora Guilhotina\u201d (Madame la Guilhotine &#8211; cujo inventor havia sido membro de uma Loja), a Ma\u00e7onaria sumiu relativamente. Ela reapareceu com a subida de Napole\u00e3o ao poder.<\/p>\n<p>Tal como muitos governantes absolutistas, Napole\u00e3o desconfiava de qualquer organiza\u00e7\u00e3o secreta que se reunisse com mais de 20 pessoas com objetivos religiosos, pol\u00edticos ou de outra ordem.<\/p>\n<p>Embora os ma\u00e7ons finalmente tivessem obtido o consentimento imperial para continuar com as sess\u00f5es das Lojas, o imperador ordenou ao seu Ministro do Interior que investigasse se os ma\u00e7ons estavam ou n\u00e3o envolvidos em quaisquer atividades pol\u00edticas. A \u00fanica regi\u00e3o do Imp\u00e9rio Franc\u00eas, na qual os prefeitos de Napole\u00e3o encontraram algumas evid\u00eancias de ma\u00e7ons desleais, foi em Genebra, na Su\u00ed\u00e7a, ocupada pelas tropas francesas em 1798. Todos os outros s\u00faditos ma\u00e7ons franceses foram julgados como cidad\u00e3os leais. Entre eles, embora n\u00e3o fosse ma\u00e7om per se, estava a primeira esposa de Napole\u00e3o, Josefina, que era a Gr\u00e3-Mestra da Loja de Ado\u00e7\u00e3o de Santa Carolina.<\/p>\n<p>Durante a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa e depois, a Ma\u00e7onaria passou por diversas situa\u00e7\u00f5es. Em pa\u00edses onde os monarcas cat\u00f3licos temiam a expans\u00e3o dos princ\u00edpios revolucion\u00e1rios de Liberdade, Fraternidade e Igualdade, ela foi suprimida e banida. Em outros pa\u00edses, os homens tiveram a liberdade de se associar a uma Loja sem medo de serem perseguidos.<\/p>\n<p>Napole\u00e3o III, sobrinho de Napole\u00e3o que, em 1851, assumiu o t\u00edtulo de Imperador, estava muito interessado na Ma\u00e7onaria, mais por raz\u00f5es pol\u00edticas do que raz\u00f5es altru\u00edsticas ou filos\u00f3ficas. Ele at\u00e9 chegou a impor o seu pr\u00f3prio candidato para a posi\u00e7\u00e3o de Gr\u00e3o-Mestre do Grande Oriente da Fran\u00e7a, apesar de , subsequentemente, restaurar aos membros o direito de eleger seu pr\u00f3prio Gr\u00e3o-Mestre.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio Napole\u00e3o foi deposto, depois de ter sido aprisionado pelo ex\u00e9rcito prussiano durante a batalha de Sedan, em 1870. Os ma\u00e7ons tiveram um papel not\u00e1vel na subsequente revolu\u00e7\u00e3o, na Comuna de Paris e na Guerra Civil entre o governo e a Comuna.<\/p>\n<p>Nesta etapa das nossas pesquisas conclu\u00edmos a atua\u00e7\u00e3o da Ma\u00e7onaria nos diversos acontecimentos da hist\u00f3ria da Fran\u00e7a. Nossa pr\u00f3xima abordagem ser\u00e1 dedicada \u00e0 Ma\u00e7onaria ao redor do mundo no S\u00e9culo XX.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>JOS\u00c9 EVERALDO ANDRADE SOUZA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>MESTRE MA\u00c7OM DA LOJA ELIAS OCK\u00c9 &#8211; N\u00b0 1841<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>FEDERADA AO GRANDE ORIENTE DO BRASIL &#8211; RITO BRASILEIRO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>ORIENTE DE ILH\u00c9US &#8211; BAHIA<\/strong><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIA BIBLIOGR\u00c1FICA:<br \/>\nJohnstone, Michael<br \/>\nOs Franco-Ma\u00e7ons &#8211; trad. F\u00falvio Lubisco &#8211; S\u00e3o Paulo: Masdra, 2010.<br \/>\nT\u00edtulo original: The Freemasons.<\/p>\n<p> &#8212;<br \/>\n<strong><span style=\"color: #000080;\">PARA LER A PARTE I CLIQUE<\/span><\/strong> <a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2014\/11\/22\/os-franco-macons-parte-i\/\" target=\"_news\"><b>AQUI.<\/b><\/a><br \/>\n<strong><span style=\"color: #000080;\">PARA LER A PARTE II CLIQUE<\/span><\/strong> <a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2014\/11\/27\/88912\/\" target=\"_news\"><b>AQUI.<\/b><\/a><br \/>\n<strong><span style=\"color: #000080;\">PARA LER A PARTE III CLIQUE<\/span><\/strong> <a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2014\/12\/02\/os-franco-macons-parte-iii\/\" target=\"_news\"><b>AQUI.<\/b><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aos estimados leitores do nosso R2CPRESS, integrantes e interessados na hist\u00f3ria da Ma\u00e7onaria. Em nossa edi\u00e7\u00e3o anterior relativa \u00e0 hist\u00f3ria da Franco-Ma\u00e7onaria ao redor do mundo, iniciamos os nossos estudos sobre a sua chegada na Fran\u00e7a. Neste contexto, tomaremos conhecimento da hist\u00f3rica presen\u00e7a da Ma\u00e7onaria nos momentos mais importantes daquele pa\u00eds. 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