{"id":90150,"date":"2015-01-03T20:52:25","date_gmt":"2015-01-03T23:52:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=90150"},"modified":"2015-01-03T20:52:25","modified_gmt":"2015-01-03T23:52:25","slug":"os-franco-macons-parte-viii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2015\/01\/03\/os-franco-macons-parte-viii\/","title":{"rendered":"OS FRANCO &#8211; MA\u00c7ONS PARTE VIII"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<h3 style=\"text-align: right;\"><em>Por Jos\u00e9 Everaldo Andrade Souza<\/em><\/h3>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>CONTINUANDO NOSSA CAMINHADA AO REDOR MUNDO &#8211; CRUZANDO O ATL\u00c2NTICO.<\/strong><\/span><\/h2>\n<div style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Irm%C3%A3o-Everaldo-paramentado.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"337\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Ir.\u2019. Everaldo<\/p><\/div>\n<p>Car\u00edssimos leitores do <strong>R2CPRESS<\/strong>, integrantes e simpatizantes da sublime Arte Real.<\/p>\n<p>Apesar de n\u00e3o haver nenhum registro escrito sobre a Franco-Ma\u00e7aonaria na Am\u00e9rica do Norte, antes do estabelecimento da Grande Loja Inglesa, em 1717, \u00e9 bem poss\u00edvel que os homens que cruzaram o Atl\u00e2ntico para colonizar o Novo Mundo, no s\u00e9culo XVII, tenham levado consigo muitos de seus costumes e pr\u00e1ticas &#8211; entre eles a Franco-Ma\u00e7onaria\u2026<\/p>\n<p><strong>ANTES DA INDEPEND\u00caNCIA<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Dizem que o primeiro americano ma\u00e7om conhecido foi Jonathan Belcher, que se tornou Governador-Geral de Massachusetts e de New Hampshire, em 1730. Nascido em Boston e instru\u00eddo em Harvard, Belcher deixou a Inglaterra no in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII. Ao redor de 1704, ele teria sido iniciado em uma Loja de Londres. Ele voltou para a Am\u00e9rica em 1705, tornou-se um rico comerciante e, mais tarde, um l\u00edder na Ma\u00e7onaria.<\/p>\n<p>N\u00e3o se tem a precis\u00e3o dessas datas: elas derivam de uma carta que Belcher escreveu, em 1741, afirmando ter sido ma\u00e7om por 37 anos. Entretanto, sabe-se que quando os novos americanos souberam que a funda\u00e7\u00e3o da Grande Loja tornara-se moda na Inglaterra, entre os altos n\u00edveis da sociedade, eles quiseram imitar seus contempor\u00e2neos ingleses e fundaram Lojas pr\u00f3prias.<\/p>\n<p>De acordo com os historiadores da primeira Grande Loja (Inglesa), podemos ter absoluta certeza de que a Ma\u00e7onaria havia sido estabelecida nas col\u00f4nias americanas por volta de 1730, pois registros que datam desse ano informam que um cidad\u00e3o chamado Daniel Coxe foi nomeado Gr\u00e3o-Mestre da Nova Inglaterra e patenteou Lojas em Boston e em outras partes da col\u00f4nia.<\/p>\n<p>A mais antiga Loja americana conhecida por registros \u00e9 a de S\u00e3o Jo\u00e3o, na Filad\u00e9lfia, que havia sido patenteada em 1731, quando Benjamin Franklin foi iniciado na Ma\u00e7onaria. Franklin, o homem de estado e cientista americano, ativo participante nas discuss\u00f5es e reuni\u00f5es que resultaram na Declara\u00e7\u00e3o da Independ\u00eancia, de 1776, provavelmente se familiarizou com a Ma\u00e7onaria quando visitara a Inglaterra aos 18 anos, em 1724. Tr\u00eas anos depois, foi iniciado na Taverna Tun, na Filad\u00e9lfia, e tornou-se Mestre da Loja.<\/p>\n<p>Em 1734, Franklin, tip\u00f3grafo de profiss\u00e3o, publicou uma edi\u00e7\u00e3o americana das Constitui\u00e7\u00f5es , de James Anderson, de 1723. A Ma\u00e7onaria foi r\u00e1pida em estabelecer-se nas col\u00f4nias norte-americanas, atraindo muitos homens para as v\u00e1rias Lojas que estavam sendo patenteadas na \u00e9poca.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>A rapidez com que a Ma\u00e7onaria se estabeleceu na Am\u00e9rica do Norte foi provavelmente devido a forma\u00e7\u00e3o de Lojas militares, criadas por soldados do Ex\u00e9rcito Brit\u00e2nico que haviam sido enviados para as col\u00f4nias. O primeiro registro de Lojas militares datam de 1641, quando sir Robert Moray, Intendente-Geral de um Regimento Escoc\u00eas, que havia ocupado Newcastle-upon-Tyne, foi iniciado na Ma\u00e7onaria por alguns Irm\u00e3os soldados, cuja Loja M\u00e3e era em Edimburgo.<\/p>\n<p>Depois de sua cria\u00e7\u00e3o, em 1713, a Grande Loja havia aprovado o estabelecimento de Lojas militares que se deslocavam para v\u00e1rios lugares com os regimentos que as haviam fundado. Antes que fosse estabelecida, o consentimento do Comandante tinha de ser solicitado e aprovado. Ele tamb\u00e9m tinha o poder de fech\u00e1-la, se assim o quisesse. Mas, como o Comandante era frequentemente um membro, era raro que isso ocorresse.<\/p>\n<p>Todas as Lojas militares, inclusive as do exterior, eram patenteadas pela Grande Loja de Londres, que exercia controle sobre elas por meio dos Gr\u00e3os-Mestres Provinciais. Era pol\u00edtica da Grande Grande Loja, que essas Lojas fossem exclusivamente para soldados, mas os Gr\u00e3o-Mestres Provinciais muitas vezes desconsideravam essa regra, permitindo que civis fossem iniciados nas Lojas militares. Quando o regimento era deslocado para outro lugar, os membros civis deixados para tr\u00e1s continuavam participando das sess\u00f5es das Lojas, muitas vezes solicitando \u00e0 Grande Loja (sempre por interm\u00e9dio do Gr\u00e3o-Mestre Provincial) para constitu\u00ed-los como uma nova Loja afiliada a Londres.<\/p>\n<p>Os regimentos brit\u00e2nicos eram posicionados em toda a Costa do Atl\u00e2ntico, deslocando-se constantemente de um lugar a outro. Portanto, o n\u00famero de Lojas civis cresceu rapidamente na col\u00f4nia. E como os membros civis das Lojas tendiam a ser cavalheiros fazendeiros ou comerciantes ricos, eles tendiam a atrair novos membros do mesmo n\u00edvel.<\/p>\n<p>Tal como na Inglaterra, havia ma\u00e7ons para quem as sess\u00f5es de Loja eram eventos, durante os quais discuss\u00f5es filos\u00f3ficas e intelectuais podiam ser apreciadas e opini\u00f5es expressas e argumentadas, enquanto haviam outros para quem a Ma\u00e7onaria era um ve\u00edculo para reuni\u00f5es sociais agrad\u00e1veis, boa alimenta\u00e7\u00e3o, bom vinho e bom companheirismo. Benjamin Franklin pertenceu \u00e0 primeira categoria. Outro americano famoso pertenceu \u00e0 segunda.<\/p>\n<p>Esse jovem alto, dono de escravos e bem trajado, foi iniciado na Ma\u00e7onaria em Fredericksburg, na Virg\u00ednia, em 1752, e exaltado a Mestre Ma\u00e7om no in\u00edcio do ano seguinte. O seu interesse em relevo topogr\u00e1fico levou-o a ser nomeado pelo governo da Virg\u00ednia para inspecionar a extens\u00e3o de terra na fronteira da Virg\u00ednia e do vizinho Ohio, o in\u00edcio do Oeste. Quando eclodiu a guerra entre a Gr\u00e3-Bretanha e a Fran\u00e7a, que tinham vastos territ\u00f3rios na Am\u00e9rica, foi-lhe concedida uma patente no Ex\u00e9rcito Brit\u00e2nico, em 1756, , e foi finalmente nomeado chefe das For\u00e7as da Virg\u00ednia. N\u00e3o sabemos se, nessa \u00e9poca, seu nome j\u00e1 havia chegado aos ouvidos do ent\u00e3o monarca brit\u00e2nico, Jorge II, mas foi certamente conhecido por Jorge III. O leal colonial era ningu\u00e9m menos que George Washinton.<\/p>\n<p>Nossa pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o ser\u00e1 dedicada ao in\u00edcio da Guerra da Independ\u00eancia Americana, na qual a Ma\u00e7onaria exerceu uma influente participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">JOS\u00c9 EVERALDO ANDRADE SOUZA<br \/>\nMESTRE MA\u00c7OM DA LOJA ELIAS OCK\u00c9 N\u00b0 1841<br \/>\nFEDERADA AO GRANDE ORIENTE DO BRASIL &#8211; RITO BRASILEIRO<br \/>\nORIENTE DE ILH\u00c9US &#8211; BAHIA<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS LITER\u00c1RIAS:<br \/>\nJohnstone, Michael<br \/>\nOs Franco-Ma\u00e7ons &#8211; trad. F\u00falvio Lubisco &#8211; S\u00e3o Paulo; Madras, 2010.<br \/>\nT\u00edtulo Original: The Freemasons.<br \/>\nHarwood, Jeremy<br \/>\nMa\u00e7onaria: desvendando os mist\u00e9rios milenares da Fraternidade;<br \/>\nTrad. Alexandre Trigo &#8211; 1. ed. &#8211; S\u00e3o Paulo: Madras, 2014.<br \/>\nT\u00edtulo original: Freemasons.<\/p>\n<p>&#8212;<br \/>\n<strong><span style=\"color: #000080;\">PARA LER A PARTE I CLIQUE<\/span><\/strong> <a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2014\/11\/22\/os-franco-macons-parte-i\/\" target=\"_news\"><b>AQUI.<\/b><\/a><br \/>\n<strong><span style=\"color: #000080;\">PARA LER A PARTE II CLIQUE<\/span><\/strong> <a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2014\/11\/27\/88912\/\" target=\"_news\"><b>AQUI.<\/b><\/a><br \/>\n<strong><span style=\"color: #000080;\">PARA LER A PARTE III CLIQUE<\/span><\/strong> <a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2014\/12\/02\/os-franco-macons-parte-iii\/\" target=\"_news\"><b>AQUI.<\/b><\/a><br \/>\n<strong><span style=\"color: #000080;\">PARA LER A PARTE IV CLIQUE<\/span><\/strong> <a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2014\/12\/08\/os-franco-macons-parte-iv\/\" target=\"_news\"><b>AQUI.<\/b><\/a><br \/>\n<strong><span style=\"color: #000080;\">PARA LER A PARTE V CLIQUE<\/span><\/strong> <a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2014\/12\/16\/os-franco-macons-parte-v\/\" target=\"_news\"><b>AQUI.<\/b><\/a><br \/>\n<strong><span style=\"color: #000080;\">PARA LER A PARTE VI CLIQUE<\/span><\/strong> <a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2014\/12\/22\/os-francos-macons-parte-vi\/\" target=\"_news\"><b>AQUI.<\/b><\/a><br \/>\n<strong><span style=\"color: #000080;\">PARA LER A PARTE VII CLIQUE<\/span><\/strong> <a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2014\/12\/29\/os-franco-macons-parte-vii\/\" target=\"_news\"><b>AQUI.<\/b><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jos\u00e9 Everaldo Andrade Souza CONTINUANDO NOSSA CAMINHADA AO REDOR MUNDO &#8211; CRUZANDO O ATL\u00c2NTICO. 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