{"id":91780,"date":"2015-03-02T20:08:41","date_gmt":"2015-03-02T23:08:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=91780"},"modified":"2015-03-02T20:08:41","modified_gmt":"2015-03-02T23:08:41","slug":"origens-e-raizes-da-franco-maconaria-parte-ii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2015\/03\/02\/origens-e-raizes-da-franco-maconaria-parte-ii\/","title":{"rendered":"ORIGENS E RA\u00cdZES DA FRANCO-MA\u00c7ONARIA &#8211; PARTE II"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<div style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Irm%C3%A3o-Everaldo-paramentado.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"337\" \/><p class=\"wp-caption-text\"><em><strong>Ir.\u2019. Everaldo<\/strong><\/em><\/p><\/div>\n<h2><span style=\"color: #ff6600;\"><strong><em>Por Jos\u00e9 Everaldo Andrade Souza<\/em><\/strong><\/span><\/h2>\n<p><strong>Prezados seguidores do R2CPRESS, integrantes e interessados \u00a0na hist\u00f3ria da Franco-Ma\u00e7onaria.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Nessa segunda parte desse estudo, daremos sequ\u00eancia ao relato do monge Ranulf Higden, de Chester, relativo aos filhos de Lameque e as artes por eles fundadas e, concluiremos abordando o antigo fil\u00f3sofo e matem\u00e1tico grego, Pit\u00e1goras, fundador de uma academia, que muitos acreditam ser uma das fontes das quais nasceu a Ma\u00e7onaria\u2026<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>A HIST\u00d3RIA DE RANULF HIGDEN<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Higden continua descrevendo como o rei da Babil\u00f4nia transferiu o conhecimento contido nos Pilares aos 60 pedreiros, que ele enviou \u00e0 cidade de N\u00ednive. Dali, ele foi passado para o Egito onde, s\u00e9culo mais tarde, foi aprendido por Euclides, o matem\u00e1tico grego que viveu em Alexandria. Atendendo a um pedido do fara\u00f3, Euclides ofereceu-se para ensinar aos filhos da nobreza eg\u00edpcia a ci\u00eancia da Geometria: \u201cna pr\u00e1tica do trabalho de pedreiro e de todos os tipos de trabalhos dignos, que diziam respeito \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de castelos, pal\u00e1cios, templos, igrejas e todos os tipos de constru\u00e7\u00e3o\u201d. Ele n\u00e3o somente ensinou a sua ci\u00eancia aos eg\u00edpcios, mas tamb\u00e9m ensinou-os a serem leais ao fara\u00f3 e aos senhores que serviam. Ele tamb\u00e9m os instruiu a viverem junto, em harmonia, a serem leais uns aos outros. deviam chamar-se \u201ccompanheiro e n\u00e3o servo ou criado, e nem outros nomes baixos\u201d, e tamb\u00e9m deviam \u201cservir verdadeiramente o senhorio a quem servissem\u201d.<\/p>\n<p>Como poderemos ver, essas palavras foram repetidas 1.500 anos depois da \u00e9poca de Euclides, no Manuscrito R\u00e9gio (1390 d.C.), que evoca a organiza\u00e7\u00e3o dos pedreiros e dos cortadores de pedra na Inglaterra medieval, e no Estatuto de Ratisbona, que realizou o mesmo para os pedreiros alem\u00e3es, 70 anos mais tarde.<\/p>\n<p>O bom monge Ranulf Higden tamb\u00e9m registra a constru\u00e7\u00e3o do Templo de Jerusal\u00e9m. Ele escreve que muito tempo depois que os Filhos de Israel chegaram \u00e0 terra hoje conhecida como Israel, o rei Davi ordenou que um novo templo fosse constru\u00eddo na cidade de Jerusal\u00e9m. Quando Davi morreu, Salom\u00e3o, filho de Davi, incumbiu-se de completar a obra que seu pai come\u00e7ara.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Salom\u00e3o procurou ajuda no exterior para terminar o Templo. Entre os pa\u00edses que Salom\u00e3o pediu ajuda, estava Tiro, cujo governante, rei Hir\u00e3o, concordou em lhe fornecer madeira da floresta de cedros do L\u00edbano. Hir\u00e3o tamb\u00e9m concordou em enviar seus melhores arquitetos, que haviam aprendido o of\u00edcio de pedreiro dos herdeiros dos filhos de Lameque, para ajudarem na constru\u00e7\u00e3o do Templo.<\/p>\n<p>De acordo com alguns relatos, Hir\u00e3o enviou seu filho Aynon, que era h\u00e1bil na ci\u00eancia da Geometria, para Jerusal\u00e9m, onde Salom\u00e3o tornou-o mestre de todos os outros construtores. Entretanto, acredita-se , de modo geral, que foi o filho de um especialista em lat\u00e3o, Hiram Abiff, que Hir\u00e3o enviou junto com os materiais que Salom\u00e3o pedira. O fato de Abiff significar \u201cfilho de\u201d e o rei e o especialista em lat\u00e3o terem o mesmo nome, contribuiu para a confus\u00e3o sobre quem teria sido enviado para ajudar Salom\u00e3o.<\/p>\n<p>Independentemente de quem tenha sido, a lenda diz que, devido ao fato de o mestre pedreiro de Tiro falar uma linguagem diferente com seus trabalhadores, ele desenvolveu um sistema de palavras, sinais e toques especiais para ajud\u00e1-lo a comunicar-se com os artes\u00e3os e os companheiros pedreiros.<\/p>\n<p>Acredita-se que alguns desses sinais e s\u00edmbolos sejam os mesmos empregados nas cerim\u00f4nias da Ma\u00e7onaria Moderna.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>UM HOMEM DE MUITOS TALENTOS<\/strong><\/p>\n<p>Alguns historiadores acreditam que outro homem possa ter uma liga\u00e7\u00e3o com as origens da Franco-Ma\u00e7onaria e seus rituais. Esse homem \u00e9 o grande fil\u00f3sofo grego Pit\u00e1goras, que nasceu em Samos, no s\u00e9culo VI a.C. Ap\u00f3s aprofundar-se na cultura grega desde pequeno, a partir da qual lhe foi ensinado que a Terra era o centro do Universo com o Sol e os planetas girando \u00e0 sua volta, ele viajou para M\u00eanfis, no Egito. Ali permaneceu por muitos anos e conheceu os n\u00fameros, os s\u00edmbolos, a Geometria, a Astronomia e os mist\u00e9rios da religi\u00e3o eg\u00edpcia. Em M\u00eanfis, veio a acreditar na reencarna\u00e7\u00e3o da alma, sendo ela uma parte da grande alma universal para a qual retornamos quando morremos.<\/p>\n<p>Logo ap\u00f3s completar o seu treinamento em M\u00eanfis, o Egito foi invadido pelos persas. Pit\u00e1goras, com outros eruditos e sacerdotes, foi levado \u00e0 Babil\u00f4nia, onde foi mantido prisioneiro durante 12 anos. Apesar de sua condi\u00e7\u00e3o, ele tinha liberdade para unir-se a eruditos de diferentes religi\u00f5es e cren\u00e7as. Havia homens que ensinavam o monote\u00edsmo ou a cren\u00e7a em um s\u00f3 Deus, e outros que pregavam a cren\u00e7a persa no dualismo, pela qual a realidade consiste em dois tipos b\u00e1sicos de subst\u00e2ncia: mente e mat\u00e9ria, ou dois tipos b\u00e1sicos de entidade: mental e f\u00edsica. Pit\u00e1goras encontrou-se com fil\u00f3sofos hindus e zoroastrianos, que acreditavam que Ormuzd, o Criador e Anjo do Bem que triunfaria sobre o mau Arim\u00e3, fosse o cerne de seu ocultismo. \u00c9 por isso que Pit\u00e1goras \u00e9 considerado um homem de profundo conhecimento de misticismo.<\/p>\n<p>Quando finalmente foi libertado, Pit\u00e1goras estabeleceu-se em Delfos, na Gr\u00e9cia, e posteriormente em Crotona, na costa italiana, onde fundou uma escola de filosofia esot\u00e9rica.<\/p>\n<p>Uma est\u00e1tua de Hermes, o guardi\u00e3o do conhecimento esot\u00e9rico de acordo com a filosofia grega, era mantida no port\u00e3o da escola avisando ao leigo a recuar. Os candidatos eram submetidos a um curto per\u00edodo de tr\u00eas meses de testes, antes de se tornarem novi\u00e7os. Ao final desse per\u00edodo, o aspirante era submetido a um teste f\u00edsico e moral.<\/p>\n<p>Um dos testes era sobreviver uma noite, sozinho, em uma caverna totalmente escura, que diziam ser assombrada pelos fantasmas de candidatos reprovados ou de homens que haviam tra\u00eddo os ideais da escola, aparecendo na forma de apavorantes vis\u00f5es. O candidato que passasse nesse teste era ent\u00e3o trancado em uma cela vazia durante uma semana, com apenas um peda\u00e7o de p\u00e3o e uma jarra de \u00e1gua para poder sobreviver. Tamb\u00e9m recebia uma t\u00e1bua sobre a qual deveria escrever os s\u00edmbolos pitag\u00f3ricos. Isso feito, o candidato era ent\u00e3o levado a uma grande sala na qual era admoestado, ridicularizado e fustigado com perguntas dif\u00edceis, cujas respostas esperavam que ele as tivesse na ponta da l\u00edngua. O fracasso representava a imediata expuls\u00e3o da escola; o sucesso significava a promo\u00e7\u00e3o a novi\u00e7o.<\/p>\n<p>Durante tr\u00eas anos, os novi\u00e7os eram imersos na Filosofia Pitag\u00f3rica, a qual se baseava nos princ\u00edpios do respeito, da toler\u00e2ncia e da uni\u00e3o das religi\u00f5es e do povo em geral. As manh\u00e3s eram dedicadas \u00e0s aulas; as tardes, \u00e0s atividades f\u00edsicas; e as noites, \u00e0 ora\u00e7\u00e3o, \u00e0s palestras e \u00e0s discuss\u00f5es.<\/p>\n<p>Aos novi\u00e7os era ensinado que os pais eram os representantes terrenos das divindades e que deviam ser respeitados com tais. O casamento era considerado uma institui\u00e7\u00e3o sagrada e as esposas deviam ser tratadas como iguais, o que era algo raro em tempos cl\u00e1ssicos. Um amigo era considerado um <i>\u00a0alter ego <\/i>e devia ser respeitado da mesma forma como os pais o eram. O sofrimento era considerado a bigorna sobre a qual \u00a0a alma \u00a0humana era forjada e, embora devesse ser suportado bravamente, nunca devia ser provocado deliberadamente.<\/p>\n<p>Terminado o noviciado, o disc\u00edpulo tinha permiss\u00e3o para entrar na Corte Interna, onde era iniciado na Palavra Sagrada, na ci\u00eancia pitag\u00f3rica dos n\u00fameros, que muitos consideram uma liga\u00e7\u00e3o direta com a Franco-Ma\u00e7onaria, com seus sinais e s\u00edmbolos.<\/p>\n<p>Adquirido o conhecimento da Palavra Sagrada, o disc\u00edpulo era ent\u00e3o imerso na Ci\u00eancia, que era tanto ensinada \u00e0 noite quanto na praia. E, quando esse Terceiro Grau de Inicia\u00e7\u00e3o estivesse cumprido, aguardava-se o Quarto, quando era esperado que o disc\u00edpulo demonstrasse habilidades clarividentes.<\/p>\n<p>Brevemente, em nossa terceira parte, discorreremos sobre outras teorias \u00e0 respeito da origem da Ma\u00e7onaria.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>JOS\u00c9 EVERALDO ANDRADE SOUZA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>MESTRE MA\u00c7OM DA LOJA ELIAS OCK\u00c9 N\u00b0 1841<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>FEDERADA AO GRANDE ORIENTE DO BRASIL &#8211; RITO BRASILEIRO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>ORIENTE DE ILH\u00c9US &#8211; BAHIA<\/strong><\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS:<\/p>\n<p>Johnstone, Michael<\/p>\n<p>Os Franco-Ma\u00e7ons &#8211; trad F\u00falvio Lubisco &#8211; S\u00e3o Paulo: Madras, 2010.<\/p>\n<p><strong>T\u00edtulo original: Thee Freemasons.<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8212;<br \/>\n<span style=\"color: #0000ff;\">PARA LER A PARTE 1 CLIQUE<\/span><\/strong> <a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2015\/02\/25\/origens-e-raizes-da-franco-maconaria-parte-i\/\" target=\"_NEWS\"><b>AQUI.<\/b><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jos\u00e9 Everaldo Andrade Souza Prezados seguidores do R2CPRESS, integrantes e interessados \u00a0na hist\u00f3ria da Franco-Ma\u00e7onaria. 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