{"id":92027,"date":"2015-03-10T18:04:53","date_gmt":"2015-03-10T21:04:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=92027"},"modified":"2015-03-10T18:04:53","modified_gmt":"2015-03-10T21:04:53","slug":"origens-e-raizes-da-franco-maconaria-parte-iii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2015\/03\/10\/origens-e-raizes-da-franco-maconaria-parte-iii\/","title":{"rendered":"ORIGENS E RA\u00cdZES DA FRANCO &#8211; MA\u00c7ONARIA &#8211; PARTE III"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<div style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Irm%C3%A3o-Everaldo-paramentado.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"337\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Ir.\u2019. Everaldo<\/p><\/div>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong><em>Por Jos\u00e9 Everaldo Andrade Souza<\/em><\/strong><\/h2>\n<p><em><strong>Prezados seguidores do nosso conceituad\u00edssimo R2CPRESS, Irm\u00e3os ma\u00e7ons e interessados na hist\u00f3ria da Franco-Ma\u00e7onaria.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>Nessa parte do nosso atual enfoque, estudaremos algumas teorias a respeito da origem da Ma\u00e7onaria&#8230;.<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><\/strong><strong><br \/>\n<\/strong><strong>RA\u00cdZES TRIBAIS?<\/strong><strong><\/strong><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Nessa teoria acredita-se que a Ma\u00e7onaria tenha suas ra\u00edzes em tribos, que prosperaram no Per\u00edodo Megal\u00edtico, ao redor de 7000 a 2500 a.C. Havendo descoberto a Ci\u00eancia e a Astronomia, os homens daquela \u00e9poca constru\u00edram observat\u00f3rios astron\u00f4micos, que incluem Stonehenge da Inglaterra, \u00e0s margens da plan\u00edcie de Salisbury, obras impressionantes \u00e0quela \u00e9poca. Esses observat\u00f3rios permitiram \u00e0s tribos que os constru\u00edram calcular as esta\u00e7\u00f5es e os anos pela \u00a0observa\u00e7\u00e3o do Sol e de V\u00eanus, o planeta mais brilhante do c\u00e9u noturno. De fato, isso lhes permitiu ter uma no\u00e7\u00e3o do tempo. Sem essas no\u00e7\u00f5es, as primeiras civiliza\u00e7\u00f5es n\u00e3o teriam condi\u00e7\u00f5es de planejar o futuro ou de progredir eficientemente.<\/p><\/blockquote>\n<p>Um dos Manuscritos do Mar Morto, descobertos em cavernas no Oriente M\u00e9dio, perto do mar do mesmo nome, entre 1947 e 1958, e que se acredita terem sido escritos entre os anos 100 a.C. e 68 d.C., \u00e9 o <i>Livro de Enoch<\/i>. Ele explica os princ\u00edpios cient\u00edficos pelos quais esses primeiros observat\u00f3rios operavam. Esses princ\u00edpios foram compartilhados com outras tribos antes do dil\u00favio que devastou o mundo ao redor do ano 150 a.C.<\/p>\n<p>Os sobreviventes mantiveram as tradi\u00e7\u00f5es e quando os romanos expulsaram seus sacerdotes de Jerusal\u00e9m, em 70 d.C., esconderam os manuscritos, nos quais haviam escrito seus conhecimentos de constru\u00e7\u00e3o nas ru\u00ednas do Templo de Salom\u00e3o. Ali ficaram at\u00e9 que foram recuperados por seus descendentes, os homens que fundaram os Cavaleiros Templ\u00e1rios. Em 1140, liderados por Hugues de Payens, um grupo de Templ\u00e1rios recuperou os manuscritos, levando-os para a Europa. Ali, as habilidades secretas dos construtores da \u00e9poca do Velho Testamento foram passadas para os homens que as usaram para construir as grandes catedrais da Europa, os homens cujos rituais, organiza\u00e7\u00f5es, s\u00edmbolos e sinais s\u00e3o t\u00e3o evidentes na Franco-Ma\u00e7onaria Moderna.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>SOBRE MIST\u00c9RIOS E MESTRES<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><!--more--><\/p>\n<p>Fato ou fic\u00e7\u00e3o? A verdade \u00e9 que nunca saberemos. Mas, o que se pode afirmar com seguran\u00e7a \u00e9 que as ra\u00edzes da Franco-Ma\u00e7onaria s\u00e3o t\u00e3o antigas quanto \u00e9 a pr\u00f3pria constru\u00e7\u00e3o organizada. Pois foi quando homens e mulheres aprenderam a cortar a pedra pela primeira vez, quando os governantes decidiram usar essa pedra para erigir templos para seus deuses e altares \u00e0 sua vaidade, quando homens aprenderam o of\u00edcio de pedreiro, \u00e9 que as sementes da Franco-Ma\u00e7onaria foram plantadas.<strong><\/strong><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>Milhares de anos depois, durante a Idade Medieval e a grande era da constru\u00e7\u00e3o de catedrais crist\u00e3s, os pedreiros e outros artes\u00e3os ressurgiram das sombras da Hist\u00f3ria para trabalhar em York, Chartres, Col\u00f4nia, Paris e outras cidades famosas pela apresenta\u00e7\u00e3o de suas obras-primas da arquitetura eclesi\u00e1stica medieval.<\/p>\n<p>Como \u00e9 da organiza\u00e7\u00e3o, dos costumes e das pr\u00e1ticas desses pedreiros medievais que a Franco-Ma\u00e7onaria Moderna reivindica a sua heran\u00e7a, muitos historiadores perguntaram se havia algu\u00e9m para quem os antigos pedreiros haviam confiado seus segredos at\u00e9 que suas habilidades viessem a ser necess\u00e1rias novamente. Existe, perguntaram, um ancestral direto da Franco-Ma\u00e7onaria atual? A lista, que vem a seguir, serve para dar uma id\u00e9ia simples de quantos e de qu\u00e3o variados eles s\u00e3o, pois, em verdade, nunca saberemos.<\/p>\n<p><strong><\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>OS ANTIGOS MIST\u00c9RIOS<\/strong><\/p>\n<p>Os antigos da Gr\u00e9cia e do Egito e os persas que adoravam Mitra, o deus da luz do pante\u00e3o persa, usavam o simbolismo para ensinar sobre mortalidade e para engendrar rituais elaborados que alguns enxergam como uma liga\u00e7\u00e3o direta com a Ma\u00e7onaria. Mas, pelo que se sabe, as diferen\u00e7as s\u00e3o mais evidentes do que quaisquer semelhan\u00e7as, cujas exist\u00eancias poderiam muito bem ter sido desenvolvidas em \u00e9pocas e lugares diferentes de maneira independente umas das outras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>CLUBE DE CAIXA BENEFICENTE<\/strong><\/p>\n<p>Uma teoria recente alega que a Franco-Ma\u00e7onaria Moderna evoluiu de in\u00edcios beneficentes em vez dos pedreiros do per\u00edodo medieval. Durante o in\u00edcio do s\u00e9culo XVII, muitos mercados operavam, o que veio a ser conhecido como <i>box clubs<\/i> (clube de caixa). Os membros desses clubes separavam uma pequena parte de seus proventos para ser usada pelo grupo em \u00e9pocas dif\u00edceis ou por membros individuais que se encontrassem em dificuldade financeira. H\u00e1 evid\u00eancia de que esses clubes come\u00e7aram a admitir membros fora de suas profiss\u00f5es e adquiriram as caracter\u00edsticas das primeiras Lojas Ma\u00e7\u00f4nicas. Algumas pessoas acreditam que a Franco-Ma\u00e7onaria surgiu das redes desses clubes que, posteriormente e no mesmo s\u00e9culo,foi assumida por intelectuais.<\/p>\n<p><strong><\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>COLLEGIA<\/strong><\/p>\n<p>Collegia \u00e9 uma das corpora\u00e7\u00f5es de arquitetos ou construtores que poderia ter transmitido os ensinamentos morais e o simbolismo que chegaram \u00e0s m\u00e3os dos construtores medievais e que, finalmente, evolu\u00edram para a Ma\u00e7onaria. Alguns estudiosos da Ma\u00e7onaria acreditam \u00a0que membros dos Collegia foram principalmente construtores que acompanharam o ex\u00e9rcito romano na invas\u00e3o das Ilhas Brit\u00e2nicas.<\/p>\n<p>Aproximadamente 300 ou 400 anos mais tarde, quando os romanos recuaram para o continente europeu, alguns membros dos Collegia permaneceram na Inglaterra a fim de assegurar que suas habilidades n\u00e3o somente sobreviveriam, mas tamb\u00e9m que seriam passadas adiante. Elas foram divulgadas e transmitidas \u00e0s gera\u00e7\u00f5es de artes\u00e3os anglo-sax\u00f4nicos, cujas aptid\u00f5es foram aproveitadas durante a Idade M\u00e9dia.<\/p>\n<p><strong><\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u00a0OS MESTRES COMACINOS<\/strong><\/p>\n<p>Derivando seu nome do Lago de Como, ao norte da It\u00e1lia, onde tinham sua sede original, os Mestres Comacinos foram um \u00f3rg\u00e3o influente de construtores lombardos que desenvolveram e expandiram a Arquitetura Romanesca. Esse estilo foi amplamente adotado na It\u00e1lia Ocidental e Meridional, do s\u00e9culo IX ao XII, e era caracterizado pelos arcos redondos e pela constru\u00e7\u00e3o de paredes maci\u00e7as. Os Comacinos eram muito requisitados na Europa Ocidental, mas \u00e9 pouco prov\u00e1vel que chegaram a se organizar em um \u00f3rg\u00e3o unificado. E mesmo que o tivessem feito, nada sugere que tivessem usado os s\u00edmbolos, os sinais secretos e as palavras, que poderiam indicar algum tipo de liga\u00e7\u00e3o direta com os franco-ma\u00e7ons.<\/p>\n<p><strong><\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Em breve retornaremos com mais uma rela\u00e7\u00e3o de prov\u00e1veis ancestrais da Franco-Ma\u00e7onaria, dentre os quais destacaremos:<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">CORPORA\u00c7\u00c3O OPER\u00c1RIA<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">OS DRUIDAS<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">OS ESS\u00caNIOS<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">OS CAVALEIROS TEMPL\u00c1RIOS<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">OS ROSA-CRUZES<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">ARQUITETOS ITINERANTES<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><\/strong><strong><\/p>\n<p><\/strong>JOS\u00c9 EVERALDO ANDRADE SOUZA\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>MESTRE MA\u00c7OM DA LOJA ELIAS OCK\u00c9 &#8211; N\u00b0 1841<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>FEDERADA AO GRANDE ORIENTE DO BRASIL \u00a0&#8211; \u00a0RITO BRASILEIRO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>ORIENTE DE ILH\u00c9US \u00a0&#8211; \u00a0BAHIA<\/strong><\/p>\n<p><strong><\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS:<strong><\/strong><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>Johnstone, Michael<\/p>\n<p>Os Franco-Ma\u00e7ons &#8211; trad F\u00falvio Lubisco \u00a0&#8211; \u00a0S\u00e3o Paulo: Madras, 2010.<\/p>\n<p><strong>T\u00edtulo original: The Freemasons.<\/strong><\/p>\n<p><strong>&#8212;<br \/>\n<span style=\"color: #0000ff;\">PARA LER A PARTE I CLIQUE<\/span><\/strong> <a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2015\/02\/25\/origens-e-raizes-da-franco-maconaria-parte-i\/\" target=\"_NEWS\"><b>AQUI.<\/b><\/a><br \/>\n<strong>&#8212;<br \/>\n<span style=\"color: #0000ff;\">PARA LER A PARTE  II  CLIQUE<\/span><\/strong> <a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2015\/03\/02\/origens-e-raizes-da-franco-maconaria-parte-ii\/\" target=\"_NEWS\"><b>AQUI.<\/b><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jos\u00e9 Everaldo Andrade Souza Prezados seguidores do nosso conceituad\u00edssimo R2CPRESS, Irm\u00e3os ma\u00e7ons e interessados na hist\u00f3ria da Franco-Ma\u00e7onaria. Nessa parte do nosso atual enfoque, estudaremos algumas teorias a respeito da origem da Ma\u00e7onaria&#8230;. 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