{"id":92569,"date":"2015-03-29T18:39:07","date_gmt":"2015-03-29T21:39:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=92569"},"modified":"2015-03-29T18:39:07","modified_gmt":"2015-03-29T21:39:07","slug":"mais-baixarias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2015\/03\/29\/mais-baixarias\/","title":{"rendered":"Mais Baixarias"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: x-large;\">Ns \u00faltimos dias daquele desgovernante inomin\u00e1vel, inventaram uma obra misteriosa no\u00a0&#8220;Posto de Sa\u00fade do Pontal&#8221;. Trouxeram uns pintores e pedreiros amadores de Bom Jesus da Lapa que, sem a assist\u00eancia de qualquer mestre-de-obras ou engenheiro diplomado, passaram meses enrolando o servi\u00e7o \u00e0 espera dos pagamentos que nunca chegavam. Passaram fome\u00a0e fizeram ali dentro festas-de-arromba, pegaram as macas e os arm\u00e1rios de a\u00e7o para improvisar andaimes por dentro e por fora\u00a0do pr\u00e9dio e, algumas vezes, os esqueciam \u00e0 noite na cal\u00e7ada do beco adjacente. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-large;\">E o entulho da obra? O espalharam no jardim da frente do Posto &#8211; tanto entulho que nenhum matinho ali nasceu at\u00e9 hoje -. Num dos lados do jardim, todavia, algum vegetal insistente decidiu crescer assim mesmo e, como a &#8220;Secretaria de Sa\u00fade&#8221; nunca resolveu mandar a Secretaria de Parques e Jardins o limpar, Seu Miguel, o zelador daquele pr\u00e9dio, tirou do seu bolso algum trocado e pediu a um pobre homem vizinho, embriagado, que o limpasse, pela sua conta. Esse homem, como sempre faz depois de limpar as sarjetas dos vizinhos da nossa redondeza, p\u00f4s todo o mato em sacos de lixo e o colocou no cl\u00e1ssico lix\u00e3o do peda\u00e7o\u00a0&#8211; o p\u00e9 do poste da esquina da Castro Alves com a Afonso de Carvalho -. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-large;\">Horas depois, novos moradores vizinhos recome\u00e7aram a ali dejetar<\/span><span style=\"font-size: x-large;\">\u00a0o\u00a0\u00a0entulho de suas obras. <\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: x-large;\">\u00a0<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: x-large;\">Primeiro, foi o meu vizinho &#8230;; depois, os pedreiros da Igreja Maranata que faziam consertos no seu telhado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-large;\">Reclamei e a\u00ed come\u00e7ou a baixaria:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-large;\"><em>&#8220;Voc\u00ea parece um mendigo&#8221;, <\/em><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-large;\">me disseram, entre outros xingamentos. Prometi pagar uma carro\u00e7a para levar embora o santo entulho e eles disseram n\u00e3o querer nada da minha ajuda.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-large;\">Da \u00faltima vez que aquele lix\u00e3o ali cresceu, foi o mesmo vizinho &#8230; que primeiro jogou\u00a0 uma outra capinagem na sua sarjeta. Depois, foi a Igreja Batista Mission\u00e1ria que ali dejetou todo o forro de gesso de uma reforma. Depois,\u00a0foi &#8220;<em>a empresa<\/em>&#8221; contratada pela Capitania dos Portos, por mim contactada, que me prometeu provid\u00eancias para a retirada do entulho da reforma num banheiro, mas nada&#8230;\u00a0apenas \u00a0uma falsa promessa com um pomposo sotaque sulista. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-large;\">Virando a esquina, na dire\u00e7\u00e3o da Pra\u00e7a S\u00e3o Jo\u00e3o, outro vizinho contratou outro deficiente b\u00eabado, com uma galeota, para ali jogar todo o concreto removido da renova\u00e7\u00e3o do seu passeio. Depois foi outro vizinho, de tradicional familia pontalense, que continuou a aumentar aquele monumento \u00e0 improbidade administrativa municipal pois os in\u00fameros fiscais municipais contratados n\u00e3o fiscalizam nada, ficando em grandes grupos batendo papo pelas esquinas da Paranagu\u00e1.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size: x-large;\">Sem rivotril, muita gente, hoje, n\u00e3o consegue mesmo viver em Ilh\u00e9us.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Guilherme Albagli de Almeida<\/strong><\/span><\/h2>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ns \u00faltimos dias daquele desgovernante inomin\u00e1vel, inventaram uma obra misteriosa no\u00a0&#8220;Posto de Sa\u00fade do Pontal&#8221;. 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