{"id":92630,"date":"2015-03-31T20:37:48","date_gmt":"2015-03-31T23:37:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=92630"},"modified":"2015-03-31T20:37:48","modified_gmt":"2015-03-31T23:37:48","slug":"raizes-e-origens-da-franco-maconaria-parte-vi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2015\/03\/31\/raizes-e-origens-da-franco-maconaria-parte-vi\/","title":{"rendered":"RA\u00cdZES E ORIGENS DA FRANCO &#8211; MA\u00c7ONARIA &#8211; PARTE VI"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<h2 style=\"text-align: center;\">\u00a0<strong><em>Por Jos\u00e9 Everaldo Andrade Souza<\/em><\/strong><\/h2>\n<div style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Irm%C3%A3o-Everaldo-paramentado.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"337\" \/><p class=\"wp-caption-text\"><strong>Ir.\u2019. Everaldo<\/strong><\/p><\/div>\n<p><strong>Car\u00edssimos seguidores do R2CPRESS, Irm\u00e3os ma\u00e7ons e demais leitores interessados na hist\u00f3ria da Franco-Ma\u00e7onaria.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Conforme anunciado em nossa edi\u00e7\u00e3o anterior iremos transcrever, na \u00edntegra, os Deveres dos Pedreiros medievais:<\/strong><\/p>\n<p><strong><i>O PRE\u00c2MBULO DECLARA QUE O QUE SEGUE \u00c9 O DIGNO E SAGRADO JURAMENTO DOS PEDREIROS E QUE CADA HOMEM QUE \u00c9 UM PEDREIRO DEVE OBSERVAR CORRETAMENTE ESSES DEVERES\u2026<\/i><\/strong><\/p>\n<p><strong>O primeiro dever \u00e9 que voc\u00ea seja aut\u00eantico para com Deus e com a Santa Igreja e que n\u00e3o fa\u00e7a uso de qualquer heresia ou engano pela compreens\u00e3o ou pelo ensinamento de homens indiscretos.<\/strong><\/p>\n<p><strong>+<\/strong><\/p>\n<p><strong>Tamb\u00e9m que voc\u00ea seja um verdadeiro vassalo do Rei sem trai\u00e7\u00e3o ou falsidade e que desconhe\u00e7a qualquer trai\u00e7\u00e3o e, caso saiba de alguma, que a corrigir\u00e1 se lhe for poss\u00edvel ou que a levar\u00e1 ao conhecimento do Rei ou de seu Conselho. Tamb\u00e9m ser\u00e1 sincero com os outros, isto \u00e9, com cada membro e companheiro do Of\u00edcio da Alvenaria, que sejam pedreiros aceitos e que os tratar\u00e1 da mesma forma como eles o tratariam.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>+<\/p>\n<p>E tamb\u00e9m que cada pedreiro mantenha segredo da Loja e da c\u00e2mara e de todos os outros segredos que precisam ser mantidos \u00e0 maneira do Of\u00edcio.<\/p>\n<p>+<\/p>\n<p>E tamb\u00e9m que nenhum membro seja ladr\u00e3o na Companhia at\u00e9 onde voc\u00ea poder\u00e1 vir a saber.<\/p>\n<p>+<\/p>\n<p>E tamb\u00e9m que voc\u00ea seja sincero para com o seu senhorio e seu mestre a quem serve, buscando verdadeiramente seu lucro e vantagens.<\/p>\n<p>+<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o far\u00e1 nenhuma vilania na casa em que o Of\u00edcio possa ser caluniado.<\/p>\n<p>+<\/p>\n<p><i> \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Esses s\u00e3o os Deveres Gerais que todo pedreiro deve observar, tanto mestres quanto companheiros.<\/i><\/p>\n<p><i> \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Seguem agora outros Deveres, particularmente para mestres e companheiros.<\/i><\/p>\n<p>Primeiro, que nenhum mestre assuma trabalho de qualquer senhorio, tampouco outro trabalho sen\u00e3o aquele que sabe poder realizar, de maneira que o Of\u00edcio n\u00e3o sofra descr\u00e9dito e que o senhorio seja verdadeiramente servido.<\/p>\n<p><strong><\/strong><strong>\u00a0<\/strong><!--more--><\/p>\n<p>+<\/p>\n<p><strong><\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m, que nenhum mestre assuma um trabalho que n\u00e3o seja razo\u00e1vel, para que o senhorio seja verdadeiramente servido com seus pr\u00f3prios bens, e que o mestre viva honestamente e remunere seus companheiros corretamente, na forma exigida pelo Of\u00edcio.<\/p>\n<p>+<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m, que nenhum mestre ou companheiro substitua algu\u00e9m em seu trabalho, isto \u00e9, que a pessoa assumida para um trabalho ou tenha a fun\u00e7\u00e3o de mestre na obra de um senhorio, voc\u00ea n\u00e3o o demitir\u00e1 a menos que seja incapaz de concluir o trabalho.<\/p>\n<p>+<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m, que nenhum mestre ou companheiro assuma um aprendiz para ser o seu aprendiz aceito, por n\u00e3o menos do que sete anos, e que o aprendiz seja apto de nascimento e de membros, tal como ele deve ser.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m, que nenhum mestre ou companheiro permita que algu\u00e9m seja feito pedreiro sem o consentimento de, no m\u00ednimo, cinco ou seis de seus companheiros.<\/p>\n<p>+<\/p>\n<p>E tamb\u00e9m, que aquele que ser\u00e1 feito pedreiro tenha nascido livre e de boa linhagem e n\u00e3o um vassalo, e que tenha seus membros direitos, tal qual um homem deve ser.<\/p>\n<p>+<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m, que nenhum mestre coloque em trabalho uma obra que costumava ser feita por jornada.<\/p>\n<p>+<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m, que cada pedreiro pague seus companheiros, conforme mere\u00e7am, para que n\u00e3o seja enganado por falsos trabalhadores.<\/p>\n<p>+<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m, que nenhum companheiro calunie outro falsamente, pelas costas, para que perca o seu bom nome ou seus bens materiais.<\/p>\n<p><strong><\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>+<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m, que nenhum companheiro, dentro ou fora da Loja, responda a outro de forma impiedosa sem uma causa razo\u00e1vel.<\/p>\n<p>+<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m, que todo pedreiro d\u00ea prefer\u00eancia ao anci\u00e3o e o respeite.<\/p>\n<p>+<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m, que nenhum pedreiro jogue cartas, jogos de azar ou qualquer outro jogo ilegal, pelos quais possa ser caluniado..<\/p>\n<p>+<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m, que nenhum pedreiro cometa libertinagem ou deprava\u00e7\u00e3o para que o Of\u00edcio n\u00e3o seja caluniado, e que nenhum companheiro se dirija a uma cidade onde exista uma Loja de pedreiros sem um companheiro, que possa testemunhar que estava em companhia honesta.<\/p>\n<p>+<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m, que todo mestre e companheiro esteja presente \u00e0 assembl\u00e9ia se estiver dentro de 50 milhas de dist\u00e2ncia e foi notificado, e esteja \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos mestres e companheiros.<\/p>\n<p>+<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m, que todo mestre e companheiro, caso tenha cometido uma ofensa, permane\u00e7a \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos mestres e dos companheiros, para que possam chegar a um acordo e, caso n\u00e3o possam, dever\u00e1 submeter-se \u00e0 Lei Civil.<\/p>\n<p>+<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m, que nenhum pedreiro fa\u00e7a uso de falsos moldes e r\u00e9guas ao assentar qualquer camada r\u00fastica.<\/p>\n<p>+<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m, que nenhum pedreiro aplique camadas dentro ou fora da Loja, cujas pedras foram moldadas em moldes de sua pr\u00f3pria fabrica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>+<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m, que todo pedreiro acolha e aprecie os pedreiros estrangeiros, quando passarem pelo pa\u00eds e lhes providenciem trabalho, como \u00e9 de costume, ou seja, se houver pedras moldadas na obra, eles ser\u00e3o colocados ao trabalho durante 15 dias, no m\u00ednimo, pagando-os de acordo. E, caso n\u00e3o haja pedras para serem assentadas, devem ser assistidos com algum dinheiro, para que possam chegar \u00e0 Loja seguinte e, tamb\u00e9m, que todo pedreiro servir\u00e1 corretamente os trabalhos e corretamente os terminar\u00e1, sejam eles para pagamento por empreitada ou por jornada (di\u00e1ria), como eles devem ser pagos.<\/p>\n<p>Esses Deveres, que est\u00e3o aqui relacionados e todos os outros que pertencem ao Of\u00edcio, voc\u00ea os observar\u00e1 ao m\u00e1ximo de seu conhecimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><i>QUE DEUS O<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><i>AJUDE ASSIM COMO O<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><i>CONTE\u00daDO DESTE LIVRO.<\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>JOS\u00c9 EVERALDO ANDRADE SOUZA<\/strong><\/p>\n<p><strong>MESTRE MA\u00c7OM DA LOJA ELIAS OCK\u00c9 &#8211; N\u00b0 1841<\/strong><\/p>\n<p><strong>FEDERADA AO GRANDE ORIENTE DO BRASIL &#8211; RITO BRASILEIRO<\/strong><\/p>\n<p><strong>ORIENTE DE ILH\u00c9US &#8211; BAHIA.<\/strong><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS:<\/p>\n<p>Johnstone, Michael<\/p>\n<p>Os Franco-Ma\u00e7ons &#8211; trad. F\u00falvio Lubisco &#8211; S\u00e3o Paulo; Madras, 2010.<\/p>\n<p>T\u00edtulo Original &#8211; The Freemasons.<\/p>\n<p><strong>&#8212;<br \/>\n<span style=\"color: #0000ff;\">PARA LER A PARTE I CLIQUE<\/span><\/strong> <a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2015\/02\/25\/origens-e-raizes-da-franco-maconaria-parte-i\/\" target=\"_NEWS\"><b>AQUI.<\/b><\/a><br \/>\n<strong><span style=\"color: #0000ff;\">PARA LER A PARTE II CLIQUE<\/span><\/strong> <a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2015\/03\/02\/origens-e-raizes-da-franco-maconaria-parte-ii\/\" target=\"_NEWS\"><b>AQUI.<\/b><\/a><br \/>\n<strong><span style=\"color: #0000ff;\">PARA LER A PARTE III CLIQUE<\/span><\/strong> <a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2015\/03\/10\/origens-e-raizes-da-franco-maconaria-parte-iii\/\" target=\"_NEWS\"><b>AQUI.<\/b><\/a><br \/>\n<strong><span style=\"color: #0000ff;\">PARA LER A PARTE IV CLIQUE<\/span><\/strong> <a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2015\/03\/17\/92221\/\" target=\"_NEWS\"><b>AQUI.<\/b><\/a><br \/>\n<strong><span style=\"color: #0000ff;\">PARA LER A PARTE V CLIQUE<\/span><\/strong> <a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2015\/03\/23\/origens-e-raizes-da-franco-maconaria-parte-v\/\" target=\"_NEWS\"><b>AQUI.<\/b><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0Por Jos\u00e9 Everaldo Andrade Souza Car\u00edssimos seguidores do R2CPRESS, Irm\u00e3os ma\u00e7ons e demais leitores interessados na hist\u00f3ria da Franco-Ma\u00e7onaria. 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