{"id":92799,"date":"2015-04-07T12:36:34","date_gmt":"2015-04-07T15:36:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=92799"},"modified":"2015-04-07T12:36:34","modified_gmt":"2015-04-07T15:36:34","slug":"raizes-e-origens-da-franco-maconaria-parte-vii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2015\/04\/07\/raizes-e-origens-da-franco-maconaria-parte-vii\/","title":{"rendered":"RA\u00cdZES E ORIGENS DA FRANCO-MA\u00c7ONARIA &#8211; PARTE VII"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\">\u00a0<strong><em>Por Jos\u00e9 Everaldo Andrade Souza<\/em><\/strong><\/h2>\n<div style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Irm%C3%A3o-Everaldo-paramentado.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"337\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Ir.\u2019. Everaldo<\/p><\/div>\n<blockquote><p><strong>Car\u00edssimos seguidores do nosso R2CPRESS, poderosos Irm\u00e3os estudiosos da Arte Real e honrados simpatizantes e interessados na milenar hist\u00f3ria da Franco-Ma\u00e7onaria.<\/strong><\/p>\n<p><strong>At\u00e9 o s\u00e9culo XIV, h\u00e1 raras evid\u00eancias de que os pedreiros brit\u00e2nicos fossem de alguma forma organizados ou de que mantivessem qualquer comunica\u00e7\u00e3o entre os de uma e outra parte do pa\u00eds. Contudo, cada novo estilo de constru\u00e7\u00e3o se expandia em poucos anos depois de sua introdu\u00e7\u00e3o. Cerca de 30 anos depois da Conquista Normanda, em 1066, foram constru\u00eddas mais de 5 mil novas igrejas, sendo as do norte semelhantes em tamanho, propor\u00e7\u00e3o e disposi\u00e7\u00e3o \u00e0s do sul, com uma dist\u00e2ncia de 500 ou 600 quil\u00f4metros entre os dois polos. Para n\u00f3s que vivemos atualmente no mundo da informa\u00e7\u00e3o instant\u00e2nea, essa n\u00e3o representa uma grande dist\u00e2ncia, mas h\u00e1 mil anos, o caso era bem diferente. A uniformidade da mudan\u00e7a na arquitetura das igrejas foi devida, provavelmente, aos construtores que viajavam de uma obra para outra levando consigo as novas ideias.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Os pedreiros operativos (homens que trabalhavam em igrejas e outras constru\u00e7\u00f5es), ao contr\u00e1rio dos pedreiros eletivos (os que n\u00e3o constru\u00edam e que, mais tarde, foram aceitos nas Lojas), eram um grupo itinerante, que viajava de um lugar a outro em busca de trabalho.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0De Winchester, ao sul, at\u00e9 Durham, ao norte da Inglaterra, gera\u00e7\u00f5es de artes\u00e3os trabalharam nas gloriosas constru\u00e7\u00f5es que s\u00e3o, provavelmente, um dos grandes legados da Igreja Cat\u00f3lica Romana medieval para as futuras gera\u00e7\u00f5es de ingleses.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Viajando pelo pa\u00eds, o pedreiro esperava ser aceito na comunidade de artes\u00e3os j\u00e1 empregados, em qualquer lugar que parasse. Era de se esperar que ele tivesse de comprovar suas credenciais. Isso n\u00e3o era somente para garantir suas habilidades mas, era muito mais a sua necessidade de satisfazer seu empregador e seus colegas de que ele havia, de fato, empenhado a sua fidelidade ao Of\u00edcio, aos seus costumes e ao seu c\u00f3digo de pr\u00e1tica. Um sistema de sinais secretos, conhecidos unicamente pelos membros do of\u00edcio de pedreiro, era uma forma de estabelecer a boa f\u00e9. Esses sinais secretos tamb\u00e9m est\u00e3o presentes na Franco-Ma\u00e7onaria, permitindo aos membros da Arte Real se identificarem junto a outros do movimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>GUILDAS DE OF\u00cdCIO<\/strong><\/p>\n<p>Os pedreiros n\u00e3o eram os \u00fanicos a guardar zelosamente os seus segredos. Outros artes\u00e3os tamb\u00e9m se juntaram para formar guildas e assim assegurar altos padr\u00f5es uniformes de habilidades t\u00e9cnicas em sua profiss\u00e3o, sem se importar onde fosse praticada e para estabelecer regras para uma melhor administra\u00e7\u00e3o de seus membros. Essas guildas tamb\u00e9m tinham \u00a0seus segredos profissionais e, enquanto os pedreiros viajavam pelo pa\u00eds os membros da guilda tendiam a ficar onde estavam seguindo suas carreiras no mesmo lugar a vida inteira.<\/p>\n<p>Todos os membros das guildas se conheciam. Eles faziam contribui\u00e7\u00f5es para o caixa comum a fim de assegurar que membros adoentados e sem condi\u00e7\u00e3o de trabalhar n\u00e3o passassem fome, para pagar as despesas com funerais de membros falecidos, cujas fam\u00edlias n\u00e3o pudessem arcar com os gastos de um enterro decente e para uma variedade de outros prop\u00f3sitos. Os membros das guildas frequentavam a igreja, na qual mantinham um altar dedicado ao santo padroeiro, em cujo dia santo a presen\u00e7a \u00e0 missa era obrigat\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>AS LOJAS BRIT\u00c2NICAS<\/strong><\/p>\n<p>Tal como na Europa Continental, a Loja era originalmente o lugar onde os pedreiros trabalhavam. A refer\u00eancia mais antiga de que na Inglaterra eles comiam e dormiam nas Lojas consta de relatos datados de 1277, a respeito da constru\u00e7\u00e3o d Abadia do Vale Real, desaparecida h\u00e1 muito tempo. Aparentemente, as Lojas e as mans\u00f5es eram constru\u00eddas para que os trabalhadores pudessem viver e trabalhar no lugar da constru\u00e7\u00e3o, evitando que voltassem diariamente para o vilarejo mais pr\u00f3ximo que, geralmente, era um pouco afastado.<\/p>\n<p>N\u00e3o se sabe quando o termo <i>\u00a0Loja<\/i> veio a ser usado para descrever a comunidade em vez da constru\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, nas minutas da Loja de Aitchinson, na Esc\u00f3cia, datada de 1598 e dos estatutos da mesma, estabelecidos no ano seguinte, h\u00e1 refer\u00eancias \u00e0s Lojas de Edimburgo, de Kilwinning e de Stirling.<\/p>\n<p>Os nomes empregados para cada n\u00edvel na r\u00edgida hierarquia que existia nas Lojas medievais s\u00e3o familiares aos ma\u00e7ons modernos.<\/p>\n<p>Brevemente retornaremos com a nossa parte VIII, quando descreveremos os diversos Graus por que passavam os pedreiros medievais.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>JOS\u00c9 EVERALDO ANDRADE SOUZA\n<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>MESTRE MA\u00c7OM DA LOJA ELIAS OCK\u00c9 &#8211; N\u00b0 1841<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>FEDERADA AO GRANDE ORIENTE DO BRASIL &#8211; RITO BRASILEIRO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>ORIENTE DE ILH\u00c9US &#8211; BAHIA<\/strong><\/p>\n<p><strong><\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS:<strong><\/strong><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>Johnstone, Michael<\/p>\n<p>Os Franco-Ma\u00e7ons &#8211; trad F\u00falvio Lubisco \u00a0&#8211; \u00a0S\u00e3o Paulo; Masdras, 2010.<\/p>\n<p>T\u00edtulo original: The Freemasons.<\/p>\n<p><strong>&#8212;<br \/>\n<span style=\"color: #0000ff;\">PARA LER A PARTE I CLIQUE<\/span><\/strong> <a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2015\/02\/25\/origens-e-raizes-da-franco-maconaria-parte-i\/\" target=\"_NEWS\"><b>AQUI.<\/b><\/a><br \/>\n<strong><span style=\"color: #0000ff;\">PARA LER A PARTE II CLIQUE<\/span><\/strong> <a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2015\/03\/02\/origens-e-raizes-da-franco-maconaria-parte-ii\/\" target=\"_NEWS\"><b>AQUI.<\/b><\/a><br \/>\n<strong><span style=\"color: #0000ff;\">PARA LER A PARTE III CLIQUE<\/span><\/strong> <a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2015\/03\/10\/origens-e-raizes-da-franco-maconaria-parte-iii\/\" target=\"_NEWS\"><b>AQUI.<\/b><\/a><br \/>\n<strong><span style=\"color: #0000ff;\">PARA LER A PARTE IV CLIQUE<\/span><\/strong> <a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2015\/03\/17\/92221\/\" target=\"_NEWS\"><b>AQUI.<\/b><\/a><br \/>\n<strong><span style=\"color: #0000ff;\">PARA LER A PARTE V CLIQUE<\/span><\/strong> <a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2015\/03\/23\/origens-e-raizes-da-franco-maconaria-parte-v\/\" target=\"_NEWS\"><b>AQUI.<\/b><\/a><br \/>\n<strong><span style=\"color: #0000ff;\">PARA LER A PARTE VI CLIQUE<\/span><\/strong> <a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2015\/03\/31\/raizes-e-origens-da-franco-maconaria-parte-vi\/\" target=\"_NEWS\"><b>AQUI.<\/b><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0Por Jos\u00e9 Everaldo Andrade Souza Car\u00edssimos seguidores do nosso R2CPRESS, poderosos Irm\u00e3os estudiosos da Arte Real e honrados simpatizantes e interessados na milenar hist\u00f3ria da Franco-Ma\u00e7onaria. 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