{"id":92965,"date":"2015-04-13T17:14:43","date_gmt":"2015-04-13T20:14:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=92965"},"modified":"2015-04-13T17:14:43","modified_gmt":"2015-04-13T20:14:43","slug":"origens-e-raizes-da-franco-maconaria-parte-viii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2015\/04\/13\/origens-e-raizes-da-franco-maconaria-parte-viii\/","title":{"rendered":"ORIGENS E RA\u00cdZES DA FRANCO-MA\u00c7ONARIA &#8211; PARTE VIII"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\">\u00a0<strong><em>Por Jos\u00e9 Everaldo Andrade Souza<\/em><\/strong><\/h2>\n<div style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Irm%C3%A3o-Everaldo-paramentado.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"337\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Ir.&#8217;. Everaldo<\/p><\/div>\n<blockquote><p><em><strong>Ilustres seguidores do R2CPRESS, participantes e simpatizantes da Franco-Ma\u00e7onaria. Conforme anunciado em nossa edi\u00e7\u00e3o anterior, faremos um breve relato a respeito dos Graus pelos quais passavam os pedreiros medievais.<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>GRAUS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><i>Aprendizes<\/i><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Todas as guildas ensinavam seus of\u00edcios aos aprendizes que, por sua vez, os transmitiam \u00e0 gera\u00e7\u00e3o seguinte. Na Gr\u00e3-Bretanha, a regulamenta\u00e7\u00e3o mais antiga relativa ao bem-estar dos aprendizes data de aproximadamente 1320, cerca de um s\u00e9culo antes que a Aprendizagem come\u00e7asse a ser exigida pelas guildas de of\u00edcio a fim de ser difundida\u2026<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Existem poucas refer\u00eancias a respeito dos aprendizes de pedreiros, <i>provavelmente <\/i>porque o que se sabe a respeito dos prim\u00f3rdios da constru\u00e7\u00e3o em alvenaria diz respeito a relatos de projetos de constru\u00e7\u00e3o em larga escala, e os aprendizes eram inferiores demais na hierarquia para merecerem qualquer men\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O termo \u201caprendiz aceito\u201d (<i>entered apprentice)<\/i> aparece, em ingl\u00eas, pela primeira vez em 1723, no <i>Book of Constitutions <\/i>(Livro das Constitui\u00e7\u00f5es), mais de 120 anos depois que se soube ser uma caracter\u00edstica da Ma\u00e7onaria Escocesa. Era pr\u00e1tica padr\u00e3o para um aprendiz, que completara seu est\u00e1gio de sete anos, ser admitido na Loja como <i>aprendiz aceito<\/i>. Diferente de seus irm\u00e3os estagi\u00e1rios, os aprendizes aceitos tinham permiss\u00e3o para realizar algum trabalho por iniciativa pr\u00f3pria, mas n\u00e3o tinham liberdade para empregar subordinados.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<i>Companheiros<\/i><\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>O per\u00edodo do aprendiz aceito variava de Loja para Loja, mas parece que sete anos tenha sido o prazo praticado. Portanto, um jovem adolescente escoc\u00eas aprendiz de pedreiro teria entre 25 e 30 anos &#8211; depois de servir sete anos como aprendiz e outros sete como aprendiz aceito &#8211; antes de ser admitido como companheiro de of\u00edcio. Agora, ele tinha o direito de assumir contratos que envolviam empregar outras pessoas. Ao final do s\u00e9culo XVI, os grau de Aprendiz Aceito e de Companheiro de Of\u00edcio haviam perdido seu significado pr\u00e1tico.<\/p>\n<p>O termo tamb\u00e9m \u00e9 mencionado pela primeira vez, na Inglaterra, no <i>Book of Constitutions<\/i>, por\u00e9m \u00e9 de conhecimento que a palavra <i>companheiro<\/i> foi usada nesse contexto ao final do s\u00e9culo XIV, apesar de, aparentemente, o t\u00edtulo n\u00e3o conceder qualquer grau de superioridade para as pessoas as quais era concedido. Ele era mais propriamente usado para indicar um membro da confraria. Um s\u00e9culo mais tarde, esse t\u00edtulo parece ter adquirido o mesmo significado que tivera na Esc\u00f3cia, indicando um homem superior aos pedreiros comuns que tinha o direito de empreg\u00e1-los.<\/p>\n<p><strong><i>Vigilante<\/i><\/strong><\/p>\n<p>A fun\u00e7\u00e3o, da qual o termo ma\u00e7\u00f4nico deriva, come\u00e7ou a aparecer ao redor do final do s\u00e9culo XIV. Em York, em 1408, o Vigilante e outros pedreiros superiores juraram fidelidade n\u00e3o somente ao Mestre mas tamb\u00e9m aos Regulamentos. Em Londres, ao final do s\u00e9culo X, existem v\u00e1rias refer\u00eancias ao Vigilante ser respons\u00e1vel pelos assuntos financeiros da Loja.<\/p>\n<p><strong><i>O Mestre Pedreiro<\/i><\/strong><\/p>\n<p>At\u00e9 o in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII, o termo <i>Mestre Pedreiro<\/i> era concedido apenas ao pedreiro encarregado de um projeto de constru\u00e7\u00e3o. A fun\u00e7\u00e3o foi registrada pela primeira vez como sendo usada com refer\u00eancia a John de Gloucester, encarregado da constru\u00e7\u00e3o do glorioso <i>Westminster Hall<\/i>, em Londres, em meados do s\u00e9culo XIII. Hoje, mais de 750 anos do in\u00edcio da obra, o edif\u00edcio est\u00e1 presente como tributo inspirador ao Mestre Pedreiro de Gloucester e aos outros pedreiros que o constru\u00edram.<\/p>\n<p>Ao norte da fronteira, foi somente no final do s\u00e9culo XVII que o termo <i>Mestre Pedreiro<\/i> veio a ser usado. At\u00e9 ent\u00e3o, o mestre pedreiro era chamado <i>Di\u00e1cono<\/i> ou <i>Vigilante<\/i>. \u00c0 medida que o termo se tornou de uso comum nas Lojas escocesas, membros eram eleitos para pleitear afilia\u00e7\u00e3o \u00e0 Loja e n\u00e3o est\u00e1 claro se os <i>Mestres Pedreiros<\/i> presidiam as Lojas operativas.<\/p>\n<p><strong><i>Pedreiros Livres<\/i><\/strong><\/p>\n<p>No s\u00e9culo XVII, o termo <i>pedreiro livre (freemason)<\/i> come\u00e7ava a ser aplicado a pedreiros n\u00e3o operativos, membros de uma Loja que n\u00e3o tinham qualquer associa\u00e7\u00e3o com a profiss\u00e3o em si.<\/p>\n<p>Os historiadores ficam divididos quanto ao significado de <i>freemason<\/i> (pedreiro livre). Alguns acreditam que foi usado para indicar que a pessoa, assim chamada, estava livre das Pr\u00e1ticas e dos Regulamentos pr\u00f3prios da \u00e9poca, na Inglaterra. Ele poderia estar isenta dos muito difundidos ped\u00e1gios e taxas ou poderia indicar que estivesse livre para praticar sua profiss\u00e3o em qualquer lugar onde houvesse trabalho.<\/p>\n<p>Outra teoria \u00e9 a de que o pedreiro <i>livre<\/i> tivesse permiss\u00e3o para trabalhar onde suas habilidades fossem necess\u00e1rias, enquanto aos membros superiores de outras guildas era concedida a liberdade de escolha da cidade ou dos munic\u00edpios para praticarem suas profiss\u00f5es dentro dos limites dos mesmos. Entretanto, a profiss\u00e3o de pedreiro exigia que ele trabalhasse onde houvesse um grande projeto de constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma escola de pensamento considera que os <i>pedreiros livres<\/i> tenham sido h\u00e1beis artes\u00e3os que cortavam e formavam uma qualidade superior de pedra conhecida como \u201cpedra \u00a0angular\u201d, encontrada apenas em algumas jazidas em uma extens\u00e3o de 300 quil\u00f4metros entre Dorset, ao Sul e ao Nordeste da Inglaterra. Algumas dessas pedras tamb\u00e9m eram importadas de jazidas da Normandia, ao Norte da Fran\u00e7a. O corte de pedras de alta qualidade requer mais habilidade que o corte de pedras de qualidade inferior ou \u201cpedras brutas\u201d, como eram conhecidas, as quais n\u00e3o podiam ser propriamente esquadrejadas.<\/p>\n<p>A explica\u00e7\u00e3o mais plas\u00edvel \u00e9 que <i>livre<\/i> (<i>free<\/i>) na Franco-Ma\u00e7onaria (<i>Freemasonry<\/i>) significou coisas distintas em diferentes \u00e9pocas da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p><strong><i>O Assentador<\/i><\/strong><\/p>\n<p><i>Assentador<\/i> \u00e9 um termo muitas vezes encontrado nos relatos de primeiros projetos de constru\u00e7\u00e3o. Sua ferramenta principal \u00e9 aquela que aos olhos do leigo \u00e9 frequentemente associada com a Franco-Ma\u00e7onaria: a trolha.<\/p>\n<p>O assentador pertencia a uma classe diferente de trabalhadores, que eram empregados para assentar as pedras que os pedreiros haviam preparado. Menos especializados do que os homens superiores da Loja, os assentadores eram conscientes de sua \u00a0posi\u00e7\u00e3o e discutiam muito com os pedreiros.<\/p>\n<p>H\u00e1 evid\u00eancias que disputas de demarca\u00e7\u00e3o entre pedreiros e assentadores n\u00e3o foram desconhecidas em Londres, no s\u00e9culo XIV. De fato, as rela\u00e7\u00f5es entre as duas classes parecem ter degenerado a ponto de terem de ser regulamentadas. Em 1360, foi decidido que todo pedreiro \u201c<i>ser\u00e1 obrigado por seu mestre, a quem serve, a realizar todo o trabalho que lhe couber, seja em \u201cpedra livre\u201d seja em \u201cpedra bruta\u201d.<\/i><\/p>\n<p><strong><i>O Profano<\/i><\/strong><\/p>\n<p>Em 1598, os <i>Estatutos Escoceses<\/i>, de Schaw, referiam-se a uma classe de pedreiros que, apesar de ter servido o apropriado per\u00edodo de aprendizagem, n\u00e3o fora admitido em um Loja (e, portanto, n\u00e3o reconhecido como um membro do que era ent\u00e3o chamado de <i>a Irmandade<\/i>). Embora fosse treinado e capaz para trabalhar, o profano era desprezado por seus colegas. Nas palavras do estatuto,<\/p>\n<p><i>\u201cItem, que nenhum mestre ou companheiro de of\u00edcio aceite um profano para trabalhar em sua sociedade ou companhia, tampouco permita que seus ajudantes trabalhem com profanos, sob pena de multa de 20 libras, todas as vezes que uma pessoa violar esse respeito.<\/i><\/p>\n<p><i> \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/i>Cem anos mais tarde, em 1707, as minutas da Loja M\u00e3e de Kilwinning rezam:<i> \u201cNenhum pedreiro empregar\u00e1 qualquer profano, ou seja, sem a \u201cpalavra\u201d para trabalhar\u201d.<\/i> A omiss\u00e3o comum das duas \u00faltimas palavras levou \u00e0 conclus\u00e3o de que um profano era \u201c<i>um pedreiro sem a palavra\u201d.<\/i><\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 registro algum do profano na Ma\u00e7onaria Inglesa at\u00e9 1738, quando o termo foi registrado por James Anderson em seu segundo livro, <i>Book of Constitutions<\/i>.<\/p>\n<p><strong>A ASSEMBLEIA<\/strong><\/p>\n<p>Os Antigos Deveres mencionam que um corpo regente ou <i>assembleia<\/i> de todas as Lojas da Inglaterra, com poderes legislativos sobre as atividades das Lojas, reunia-se periodicamente. Todo Mestre Pedreiro tinha a obriga\u00e7\u00e3o de comparecer e de relatar as ocorr\u00eancias \u00e0 sua Loja. A assembleia, se ela realmente existiu, pois n\u00e3o h\u00e1 nenhuma evid\u00eancia contempor\u00e2nea a respeito, pode ter ocorrido anualmente ou a cada tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>Aqueles que acreditam que as assembleias existiram citam como evid\u00eancia dois estatutos: o primeiro de 1360 e o segundo de 1425, os quais baniam as congrega\u00e7\u00f5es de pedreiros. Mas, como em muito do que se relaciona com a hist\u00f3ria da Franco-Ma\u00e7onaria, as opini\u00f5es ficam divididas.<\/p>\n<p>Nessa oitava parte do nosso estudo, relativo \u00e0s \u201cOrigens e Ra\u00edzes da Franco-Ma\u00e7onaria\u201d, daremos como encerrado o referido tema.<\/p>\n<p>Em breve retornaremos com mais um enfoque da interessante hist\u00f3ria da Franco-Ma\u00e7onaria, tamb\u00e9m conhecida a Arte Real.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">JOS\u00c9 EVERALDO ANDRADE SOUZA<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">MESTRE MA\u00c7OM DA LOJA ELIAS OCK\u00c9 &#8211; N\u00b0 1841<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">FEDERADA AO GRANDE ORIENTE DO BRASIL &#8211; RITO BRASILEIRO<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">ORIENTE DE ILH\u00c9US &#8211; BAHIA<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS:<\/p>\n<p>Johnstone, Michael<\/p>\n<p>Os Franco-Ma\u00e7ons &#8211; trad. F\u00falvio Lubisco &#8211; S\u00e3o Paulo: Madras, 2010.<\/p>\n<p>T\u00edtulo original: The Freemasons.<\/p>\n<p><strong>&#8212;<br \/>\n<span style=\"color: #0000ff;\">PARA LER A PARTE I CLIQUE<\/span><\/strong> <a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2015\/02\/25\/origens-e-raizes-da-franco-maconaria-parte-i\/\" target=\"_NEWS\"><b>AQUI.<\/b><\/a><br \/>\n<strong><span style=\"color: #0000ff;\">PARA LER A PARTE II CLIQUE<\/span><\/strong> <a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2015\/03\/02\/origens-e-raizes-da-franco-maconaria-parte-ii\/\" target=\"_NEWS\"><b>AQUI.<\/b><\/a><br \/>\n<strong><span style=\"color: #0000ff;\">PARA LER A PARTE III CLIQUE<\/span><\/strong> <a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2015\/03\/10\/origens-e-raizes-da-franco-maconaria-parte-iii\/\" target=\"_NEWS\"><b>AQUI.<\/b><\/a><br \/>\n<strong><span style=\"color: #0000ff;\">PARA LER A PARTE IV CLIQUE<\/span><\/strong> <a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2015\/03\/17\/92221\/\" target=\"_NEWS\"><b>AQUI.<\/b><\/a><br \/>\n<strong><span style=\"color: #0000ff;\">PARA LER A PARTE V CLIQUE<\/span><\/strong> <a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2015\/03\/23\/origens-e-raizes-da-franco-maconaria-parte-v\/\" target=\"_NEWS\"><b>AQUI.<\/b><\/a><br \/>\n<strong><span style=\"color: #0000ff;\">PARA LER A PARTE VI CLIQUE<\/span><\/strong> <a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2015\/03\/31\/raizes-e-origens-da-franco-maconaria-parte-vi\/\" target=\"_NEWS\"><b>AQUI.<\/b><\/a><br \/>\n<strong><span style=\"color: #0000ff;\">PARA LER A PARTE VII CLIQUE<\/span><\/strong> <a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2015\/04\/07\/raizes-e-origens-da-franco-maconaria-parte-vii\/\" target=\"_NEWS\"><b>AQUI.<\/b><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0Por Jos\u00e9 Everaldo Andrade Souza Ilustres seguidores do R2CPRESS, participantes e simpatizantes da Franco-Ma\u00e7onaria. Conforme anunciado em nossa edi\u00e7\u00e3o anterior, faremos um breve relato a respeito dos Graus pelos quais passavam os pedreiros medievais. GRAUS Aprendizes Todas as guildas ensinavam seus of\u00edcios aos aprendizes que, por sua vez, os transmitiam \u00e0 gera\u00e7\u00e3o seguinte. 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