{"id":96660,"date":"2015-10-24T16:29:36","date_gmt":"2015-10-24T19:29:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=96660"},"modified":"2015-10-24T16:29:36","modified_gmt":"2015-10-24T19:29:36","slug":"ritos-maconicos-origens-e-historia-parte-vii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2015\/10\/24\/ritos-maconicos-origens-e-historia-parte-vii\/","title":{"rendered":"RITOS MA\u00c7\u00d4NICOS  &#8211;  ORIGENS E HIST\u00d3RIA  &#8211;  PARTE VII"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong><em>Por Jos\u00e9 Everaldo Andrade Souza<\/em><\/strong><\/h2>\n<blockquote><p><span style=\"font-weight: 400;\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/Irm%C3%A3o-Everaldo-paramentado.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"337\" \/><strong>Car\u00edssimos seguidores do R2CPRESS!<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>Ap\u00f3s uma breve pausa retornamos com a sequ\u00eancia dos nossos estudos relativos aos Ritos Ma\u00e7\u00f4nicos.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Gostar\u00edamos de agradecer aos interessados no conhecimentos do assunto em pauta, aos irm\u00e3os Ma\u00e7ons, em especial ao nosso poderoso Irm\u00e3o Antonio Firmino Bezerra, grande baluarte e autoridade da Ma\u00e7onaria Ilheense, pelo seu especial interesse e acompanhamento em nossos estudos.<\/strong><\/p>\n<p><strong>TFA meu Irm\u00e3o!<\/strong><\/p>\n<p><strong><br \/>\nRITO DE SWEDENBORG. \u00a0\u00a0Rito fundado em 1721 por Manoel Swedenborg, e que se propagou pela Alemanha, Inglaterra, Fran\u00e7a e Am\u00e9rica.<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><strong> \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Propondo-se ensinar a imortalidade da alma, baseava no <i>G\u00eanese<\/i> a constitui\u00e7\u00e3o de seus graus e a apresenta\u00e7\u00e3o de sua doutrina. Compunha-se de oito graus, divididos em templos, a saber: \u00a0<i>\u00a0Primeiro templo<\/i>: \u00a0Aprendiz, Companheiro, Mestre e Eleito. \u00a0\u00a0<i>Segundo templo<\/i>: \u00a0\u00a0Companheiro Coen, Mestre Coen, Arquiteto ou Cavaleiro Comendador, e Kadosh.<\/strong><\/p>\n<p><strong> \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Em 1783 foi reformado em Paris pelo marqu\u00eas de Thom\u00e9, no seu entender para depur\u00e1-lo das id\u00e9ias estranhas \u00e0 Ma\u00e7onaria, e reduzido para seis graus: Aprendiz Te\u00f3sofo, Companheiro Te\u00f3sofo, Mestre, Te\u00f3sofo Iluminado, Irm\u00e3o Azul e Irm\u00e3o Vermelho.<\/strong><\/p>\n<p><strong> \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Desse Rito derivaram diversos outros sob o t\u00edtulo gen\u00e9rico de <i>Iluminados<\/i>.<\/strong>\u00a0RITO DE ZINNENDORF. \u00a0\u00a0Rito criado cerca de 1766 na Su\u00e9cia por Jo\u00e3o Guilherme Ellenberger ou Ellermann, universalmente conhecido pelo nome adotivo de Zinnendorf, e que teve aceita\u00e7\u00e3o entre suecos e alem\u00e3es. \u00a0Foi uma combina\u00e7\u00e3o do sistema templ\u00e1rio e rosacruciano, depois de haver sido exclu\u00eddo da Ordem da Estrita Observ\u00e2ncia, da qual divergira.<\/p><\/blockquote>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Compunha-se de sete graus, assim distribu\u00eddos em tr\u00eas classes: \u00a0<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Ma\u00e7onaria Azul<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> ou <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Graus de S\u00e3o Jo\u00e3o<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">: \u00a0\u00a0Aprendiz, Companheiro e Mestre. \u00a0\u00a0<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Ma\u00e7onaria Vermelha<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">: \u00a0\u00a0Aprendiz ou Companheiro Escoc\u00eas, e Mestre Escoc\u00eas. \u00a0\u00a0<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Ma\u00e7onaria Capitular<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">: \u00a0\u00a0Cl\u00e9rigo ou Favorito de S\u00e3o Jo\u00e3o, e Irm\u00e3o Eleito.<\/span><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">RITO DO CAP\u00cdTULO DE CLERMONT. \u00a0\u00a0Cap\u00edtulo de altos graus criados em 1754 em Paris pelo Cavaleiro de Bonneville e outros ma\u00e7ons franceses nobres, cortez\u00e3os, militares e profissionais da elite, por\u00e9m que, em realidade, foi uma continua\u00e7\u00e3o da Ordem do Templo de Ramsay em que se filiara o bar\u00e3o von Hund em 1742. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Baseava-se em sete graus: \u00a0\u00a0Aprendiz, Companheiro, Mestre, Cavaleiro da \u00c1guia ou Mestre Eleito, Cavaleiro Ilustre ou Templ\u00e1rio, e Sublime e Ilustre Cavaleiro. \u00a0Nesta nova forma foram eliminadas as liga\u00e7\u00f5es jacobinas e jusu\u00edticas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Foi neste Cap\u00edtulo e no Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente em que se transformou em 1758, que em grande parte se elaborou a adapta\u00e7\u00e3o das antigas tradi\u00e7\u00f5es num rito cerimonial, que \u00e9 hoje o Rito Escoc\u00eas Antigo e Aceito.<\/span><\/p>\n<p>RITO DO CAP\u00cdTULO DOS CAVALEIROS DO TOS\u00c3O DE OURO. \u00a0\u00a0Mais provavelmente formado por ex-membros da Academia dos Verdadeiros Ma\u00e7ons, este Cap\u00edtulo compreendia cinco graus: \u00a0\u00a0Verdadeiro Ma\u00e7om, Verdadeiro Ma\u00e7om na Via Reta, Cavaleiro da Chave de Ouro, Cavaleiro de \u00cdris e Cavaleiro dos Argonautas.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Em 1787 um grupo que se retirara deste Cap\u00edtulo readotou em S. Pedro de Martinica a denomina\u00e7\u00e3o de \u201cAcademia dos Verdadeiros Ma\u00e7ons\u201d, depois substitu\u00edda pela de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Russo-Sueca<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, que finalmente parece haver-se dilu\u00eddo nos Cap\u00edtulos alquimistas dos fins do s\u00e9culo dezoito, em muitas cidades russas e suecas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">RITO DO CAP\u00cdTULO METROPOLITANO DA FRAN\u00c7A. \u00a0\u00a0Mediante a Concordata de 24 de maio de 1785, uniram-se em Paris o Grande Cap\u00edtulo Geral da Fran\u00e7a e o Grande Cap\u00edtulo da Rosa-Cruz da Fran\u00e7a, presidido pelo Dr. Gervier, para se constituir num s\u00f3 corpo sob a denomina\u00e7\u00e3o de Cap\u00edtulo Metropolitano. \u00a0\u00a0O novo organismo procedeu a uma reclassifica\u00e7\u00e3o dos altos graus que se arrogava possuir, e que s\u00e3o conhecidos como graus do Cap\u00edtulo Metropolitano, ordenando-os e distribuindo-os em nove s\u00e9ries de nove graus cada uma, num total de oitenta e um. (Veja-se <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Rito do Grande Cap\u00edtulo Geral da Fran\u00e7a<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">).<\/span><\/p>\n<p>RITO DO CAP\u00cdTULO METROPOLITANO DOS CAVALEIROS E DAMAS ESCOCESAS DA FRAN\u00c7A, HOSP\u00cdCIO DE PARIS, COLINA DO MONTE TABOR. \u00a0\u00a0Rito pertencente \u00e0 Ma\u00e7onaria Andr\u00f3gina ou de Ado\u00e7\u00e3o, criado em 1810 no seio da Loja Monte Tabor de Paris pelo seu Vener\u00e1vel, o irm\u00e3o Margourit. \u00a0Comp\u00f5e-se de sete graus divididos em dois grupos de pequenos e grandes mist\u00e9rios. \u00a0\u00a0O primeiro grupo compreende os graus do Rito Azul Ordin\u00e1rio ou Simb\u00f3lico e os do Rito Escoc\u00eas Filos\u00f3fico, antes professados pela citada Loja. \u00a0\u00a0O segundo grupo abrange os graus sublimes que formavam o Cap\u00edtulo de Perfei\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Era a seguinte a sua nomenclatura: \u00a0I &#8211; \u00a0<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Pequenos Mist\u00e9rios: <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0Aprendiz, Companheiro e Mestre (Rito Azul ou Simb\u00f3lico); \u00a0Novi\u00e7a Escocesa do Monte Tabor, Novi\u00e7a Mitol\u00f3gica, Novi\u00e7a Ma\u00e7ona, Companheira B\u00edblica, e Companheira Discreta (Rito Escoc\u00eas Filos\u00f3fica). \u00a0\u00a0II &#8211; <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Grandes Mist\u00e9rios: \u00a0<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">Mestra Hist\u00f3rica, Mestra Moralista e Grande Mestra Fil\u00f3sofa (Cap\u00edtulo de Perfei\u00e7\u00e3o).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">RITO DO CAP\u00cdTULO PRIMORDIAL DE ROSA-CRUZ JACOBITA DE ARR\u00c1S. \u00a0\u00a0Cap\u00edtulo fundado em 1747 na cidade de Arr\u00e1s, Fran\u00e7a, pelo pretendente ao trono da Inglaterra, o exilado Carlos Stuart, como prova de seu reconhecimento aos ma\u00e7ons daquela cidade pela assist\u00eancia que lhe deram. \u00a0Foi esse o primeiro centro que ent\u00e3o se constituiu para a administra\u00e7\u00e3o dosd altos graus criados pelos partid\u00e1rios de sua causa. Podem classificar-se em tr\u00eas grupos os seus graus principais: \u00a0\u00a0I &#8211; <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Graus fundamentais <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">ou <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">simb\u00f3licos<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">; \u00a0II \u00a0&#8211; \u00a0<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Graus primitivos<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> ou <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">pol\u00edticos<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">; \u00a0III \u00a0&#8211; \u00a0<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Reformistas<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">RITO DO CELESTE IMP\u00c9RIO. \u00a0\u00a0Tamb\u00e9m chamado <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Rito Otomano<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, \u00e9 o praticado na Turquia e composto apenas de tr\u00eas graus, com os mesmos sinais, toques e palavras de reconhecimento dos demais Ritos. Tamb\u00e9m cultua a mem\u00f3ria do m\u00e1rtir Al\u00ed, morto por haver introduzido a Ma\u00e7onaria naquele pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p>RITO DO ESCOCISMO REFORMADO DE S\u00c3O MARTIM. \u00a0\u00a0\u00c9 uma simplifica\u00e7\u00e3o do Rito do Martinismo, reduzido a sete graus em vez de dez. Generalizou-se pela Alemanha e especialmente pela Pr\u00fassia, com a seguinte nomenclatura: \u00a0Aprendiz, Companheiro, Mestre, Mestre Perfeito, Mestre Perfeito Eleito, Escoc\u00eas, e S\u00e1bio.<\/p>\n<p>Encerraremos esta etapa para , em breve, retornarmos com a oitava parte deste estudo relativo aos Ritos Ma\u00e7\u00f4nicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>JOS\u00c9 EVERALDO ANDRADE SOUZA \u00a0&#8211; \u00a0GRAU 32<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>MESTRE MA\u00c7OM DA LOJA ELIAS OCK\u00c9 \u00a0&#8211; \u00a0N\u00daMERO 1841<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>FEDERADA AO GRANDE ORIENTE DO BRASIL \u00a0&#8211; \u00a0RITO BRASILEIRO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>ORIENTE DE ILH\u00c9US \u00a0&#8211; \u00a0BAHIA<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS:<\/p>\n<p>FIGUEIREDO &#8211; Joaquim Gerv\u00e1sio de<\/p>\n<p>MA\u00c7ONARIA:<\/p>\n<p>seus mist\u00e9rios<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">seus ritos<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">sua filosofia<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">sua hist\u00f3ria<\/span><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">EDITORA PENSAMENTO<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00e3o Paulo &#8211; SP<\/span><\/p>\n<p> <center><strong>Para ler a parte VI clique<\/strong> <a href = \"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2015\/09\/10\/ritos-maconicos-origens-e-historia-parte-vi\/\" target = \"_news\"><b>AQUI.<\/b><\/a><\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Jos\u00e9 Everaldo Andrade Souza Car\u00edssimos seguidores do R2CPRESS! 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