{"id":9676,"date":"2011-03-01T10:14:26","date_gmt":"2011-03-01T13:14:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=9676"},"modified":"2011-03-01T10:14:26","modified_gmt":"2011-03-01T13:14:26","slug":"heckel-januario-em-cabeca-de-flande","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2011\/03\/01\/heckel-januario-em-cabeca-de-flande\/","title":{"rendered":"Heckel Janu\u00e1rio em: &#8220;CABE\u00c7A DE FLANDE&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><img align = \"left\" src = \"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/HECKEL-NOVA.jpg\"\/>O esp\u00edrito extrovertido e o de falador contumaz deram-lhe fazer desde chegada in\u00fameras amizades, e de fomentar irreverentes tiradas.<\/p>\n<p>Com cabelo \u201cblack power\u201d dos mais invocados, no inicio dos anos 70 pintava na Capitania dos Ilh\u00e9us, Everaldo Cabe\u00e7a de Flande (Cabe\u00e7a de Flande \u00e9 o sobrenome de batismo dado pelo radialista Bira Madureira. O ceplaqueano Dudu Pita o trata por Iviraldo \u2013isso  mesmo, com dois iss\u2013, e Paul\u00f4 da BitWay por \u201cPreto Rico\u201d), cidad\u00e3o que se gabava ser \u201cbom de bola\u201d e de ter jogado como \u201cbeque de espera\u201d no selecionado de Camamu. Mais tarde, j\u00e1 mec\u00e2nico profissional e enturmado na cidade, ele troca a posi\u00e7\u00e3o de \u201cespera\u201d pela \u201clateral direita\u201d, e se proclama o melhor da Regi\u00e3o Cacaueira, para desespero e inconformismo de Jorge Lep\u00ea, atleta da \u00e9poca que \u2013muito se comentava\u2013, se achava o bambamb\u00e3 desta lateral. <\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>De l\u00edngua afiada e algumas vezes ferina, por um doutor se mostrar brincalh\u00e3o no ambiente do futebol e fora dele mudar radicalmente o comportamento, a ponto de n\u00e3o lhe responder um \u201cbom dia\u201d no elevador do Banco do Brasil, fora implac\u00e1vel: \u201cAquele doutor&#8230; parece at\u00e9 uma metamorfose: de dia \u00e9 borboleta, \u00e0 noite vira lagarta\u201d. Certa feita, ao participar de uma reuni\u00e3o de uma associa\u00e7\u00e3o de futebol, inesperadamente, como efervescia uma campanha eleitoral, adentra uma comiss\u00e3o em prol da candidatura de um prefeito. Em meio ao discurso do candidato n\u00e3o deu outra: \u201cAten\u00e7\u00e3o pessoal: Esse cidad\u00e3o nunca veio aqui. Promete incentivar o esporte para tentar ganhar voto. Aposto se for eleito ele vai dar \u00e9 uma banana de m\u00e3o fechada!\u201d. <\/p>\n<p>\tNa Avep, a entidade mais antiga de baba de praia da Capitania, a qual se associou desde quando chegou, \u00e9 uma de suas fontes de inspira\u00e7\u00e3o. H\u00e1 pouco tempo pelo fato do craque Carqueja por algum motivo haver deixado por uns dias de frequent\u00e1-la, n\u00e3o hesitou em \u201cCarqueja, mal, mal se elegeu vereador, abandonou o baba; pelo menos desse, estamos livres dos gols de banheira!\u201d. Numa das festas de fim de ano patrocinada por esta agremia\u00e7\u00e3o, com muita cerveja, frios e a descontra\u00e7\u00e3o imperando, eis que toma corpo numa patota a brincadeira de jogar miolo de p\u00e3o em Veinho da Prefeitura, motivo desse part\u00edcipe, a toda hora, irritad\u00edssimo, com um sonoro \u201cQuem foi o engra\u00e7adinho?\u201d, erguer-se da cadeira. Sorrateiramente os incautos apontavam para Everaldo que, justi\u00e7a seja feita, embora tivesse a fama de ser useiro e vezeiro de semelhantes sacanagens, n\u00e3o estava participando.  Dado um momento, a paci\u00eancia indo pro belel\u00e9u, Veinho partiu vociferando pra cima do delatado inocente: \u201cOlhe seu Cabe\u00e7a de Flande, comigo o neg\u00f3cio \u00e9 mais embaixo. Se voc\u00ea topar, n\u00f3s vamos pro asfalto trocar porrada\u201d. O entrevero poderia ter um desfecho pior se a turma do \u201cdeixa disso\u201d n\u00e3o interviesse, mas foi parar na delegacia. \u201cSeu delegado, o senhor sabe n\u00e9, eu n\u00e3o sou santo, mas confesso estar fora dessa. Pode escrever: foi coisa de Dr. Slaib, Rog\u00e9rio Midlej, Torisco do HSBC e de outros que costumam ficar na moita, tirando uma de bonzinhos. P\u00e3o, seu delegado, eu como, n\u00e3o jogo nos outros n\u00e3o!\u201d, foi o seu depoimento. <\/p>\n<p>\tEm uma pescaria \u2013outro  esporte de sua predile\u00e7\u00e3o\u2013 na Ponta da Tulha a um duzentos metros da praia,  ao aguardar tranquilo a beliscada de um peixe, de s\u00fabito se v\u00ea dentro d\u2019\u00e1gua.  Ao \u2013refeito do susto e novamente a bordo de sua pequena embarca\u00e7\u00e3o\u2013 relan\u00e7ar a linha avista nas proximidades uma baleia jubarte e, \u201cFoi ela, foi ela!\u201d. Pois \u00e9, historinhas de pescadores tamb\u00e9m s\u00e3o com ele, e esta, com a cara de pau do tipo do mam\u00edfero.   <\/p>\n<p>\tEm cima dos pol\u00edticos suas ast\u00facias se completam. Para ele todos s\u00e3o iguais. Partido Pol\u00edtico esse, pra qu\u00ea?!  Do Executivo, da gest\u00e3o passada, s\u00f3 salvava o presidente Lula. O resto era \u201cfarinha do mesmo saco\u201d. O desvio de conduta deles se tornou um prato cheio para seus arroubos.  \u201cViu voc\u00ea Cabe\u00e7a Branca, que o Brasil n\u00e3o tem jeito! Sentiu o peso da irresponsabilidade dos caras l\u00e1 no Congresso?\u201d. Foi o mais recente com a iguaria do escandaloso aumento salarial de deputados e senadores institu\u00eddo por eles pr\u00f3prios. Uma observa\u00e7\u00e3o: \u201cCabe\u00e7a Branca\u201d \u00e9 como carinhosamente \u00e9 tratado Mario Amorim, presidente do PT ilheense. Bom, essas s\u00e3o umas poucas do camamuense-ilheense Everaldo Arag\u00e3o, possivelmente hilariantes, \u00e0s vezes pesadas, e \u00e0s vezes recheadas de raz\u00f5es.  <\/p>\n<p>\t\t\t\t\t\t\t\t\tHeckel Janu\u00e1rio <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O esp\u00edrito extrovertido e o de falador contumaz deram-lhe fazer desde chegada in\u00fameras amizades, e de fomentar irreverentes tiradas. Com cabelo \u201cblack power\u201d dos mais invocados, no inicio dos anos 70 pintava na Capitania dos Ilh\u00e9us, Everaldo Cabe\u00e7a de Flande (Cabe\u00e7a de Flande \u00e9 o sobrenome de batismo dado pelo radialista Bira Madureira. O ceplaqueano [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[10],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9676"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9676"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9676\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9678,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9676\/revisions\/9678"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9676"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9676"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9676"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}