{"id":97,"date":"2010-10-17T09:31:14","date_gmt":"2010-10-17T12:31:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=97"},"modified":"2010-10-17T09:31:14","modified_gmt":"2010-10-17T12:31:14","slug":"vi-ondas-de-10-metros-diz-velejadora-que-deu-a-volta-ao-mundo-aos-16","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2010\/10\/17\/vi-ondas-de-10-metros-diz-velejadora-que-deu-a-volta-ao-mundo-aos-16\/","title":{"rendered":"&#8216;Vi ondas de 10 metros&#8217;, diz velejadora que deu a volta ao mundo aos 16"},"content":{"rendered":"<h2>Jessica Watson participou de evento do setor n\u00e1utico em S\u00e3o Paulo.<br \/>\nJovem tornou-se a mais jovem velejadora a dobrar o temido Cabo Horn.<\/h2>\n<div id=\"materia-letra\">\n<div>\n<div id=\"1264052\"><script type=\"text\/javascript\"><\/script><\/div>\n<p>\u201cSe voc\u00ea quer dar a volta ao mundo, vai ter que ficar menos medrosa\u201d. A frase dita a si mesma ainda na inf\u00e2ncia pela australiana Jessica Watson reflete a atitude determinante na hist\u00f3ria da menina que virou celebridade ap\u00f3s dar a volta ao mundo sozinha aos 16 anos velejando em seu iate cor-de rosa, o Ella\u2019s Pink Lady.<\/p>\n<p>A proeza teve in\u00edcio em 17 de outubro e terminou no dia 15 de maio deste ano, tr\u00eas dias antes dela completar 17 anos, quando foi recebida por milhares de australianos.<\/p>\n<div id=\"attachment_98\" style=\"width: 460px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a rel=\"attachment wp-att-98\" href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2010\/10\/17\/vi-ondas-de-10-metros-diz-velejadora-que-deu-a-volta-ao-mundo-aos-16\/jessica\/\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-98\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-98 \" title=\"jessica\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/jessica.gif\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"338\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/jessica.gif 450w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/jessica-300x225.gif 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-98\" class=\"wp-caption-text\">Jessica Watson, em evento em S\u00e3o Paulo. (Foto: Ligia Guimar\u00e3es\/G1)<\/p><\/div>\n<p>Para tirar o sonho do papel, ela precisou enfrentar seus medos de escuro, de \u00e1gua e tempestade, e ainda superar dificuldades \u201cadultas\u201d\u2013 o que, para ela, foi a parte mais dif\u00edcil: conseguir patroc\u00ednio, um barco, suprimentos e, principalmente, capacidade para convencer como velejadora respons\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u201cEu sempre fui uma crian\u00e7a muito medrosa, tinha medo de tudo. Quando eu disse para os meus pais aos 11 anos que queria fazer isso (a viagem), acho que eles n\u00e3o acreditaram\u201d, diz Jessica, que hoje viaja o mundo dando palestras sobre a sua experi\u00eancia e veio ao Brasil participar do S\u00e3o Paulo Boat Show, que acontece at\u00e9 o dia 19 de outubro na capital paulista.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<div>\n<div>Dizem que meus pais s\u00e3o loucos por me deixarem fazer isso, mas n\u00e3o s\u00e3o: eu provei para eles que estava pronta antes de partir&#8221;<\/div>\n<div>Jessica Watson<\/div>\n<\/div>\n<p>\u201cDizem que meus pais s\u00e3o loucos por me deixarem fazer isso, mas n\u00e3o s\u00e3o: eu provei para eles que estava pronta antes de partir\u201d, afirma. Jessica se interessou por barcos aos oito anos de idade, quando sua m\u00e3e matriculou a fam\u00edlia em um curso de navega\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o se apaixonou pela atividade. \u201cDemorou para eu come\u00e7ar a gostar\u201d.<\/p>\n<p>Aos 13, inspirada pelo livro do tamb\u00e9m australiano Jesse Martin, que conquistara o t\u00edtulo de mais jovem navegador a completar a fa\u00e7anha (ele tinha 18 anos), ela decidiu levar o projeto a s\u00e9rio. \u201cForam dois anos de intenso trabalho e preparo. N\u00e3o foi f\u00e1cil conseguir experi\u00eancia, n\u00e3o era qualquer dono de barco que me deixava velejar\u201d, disse. Na fase de testes no mar, ela colidiu contra um enorme cargueiro e recebeu muitas cr\u00edticas sobre a viabilidade de sua aventura.<\/p>\n<p>Na viagem, passou por muitas tempestades sozinha. \u201cCheguei a ver ondas de dez metros de altura e ventos de 70 n\u00f3s\u201d, conta. No trajeto de volta \u00e0 Austr\u00e1lia, enfrentou uma sequ\u00eancia de vendavais e chuvas fortes.<\/p>\n<p>Tornou-se ainda a mais jovem velejadora a dobrar o temido Cabo Horn, ponto que representa um marco de extremo perigo para navegantes de todas as categorias. \u201cAt\u00e9 que peguei um tempo bom l\u00e1\u201d, diz.<\/p>\n<p>No barco, se comunicava com os pais por internet via sat\u00e9lite, bebia \u00e1gua armazenada da chuva e se alimentava basicamente de enlatados e cupcakes que gostava de fazer na cozinha. \u201cEu n\u00e3o sou boa pescadora. S\u00f3 consegui pescar um peixe a viagem inteira\u201d, brinca Jessica.<\/p>\n<p>De volta \u00e0 terra firme na Austr\u00e1lia, ela nunca mais encontrou rotina. Escreveu um livro sobre a experi\u00eancia que j\u00e1 \u00e9 best-seller na Austr\u00e1lia, viaja o mundo dando palestras e conquistou a independ\u00eancia financeira antes mesmo de aprender a dirigir. Al\u00e9m disso, tanto esfor\u00e7o prejudicou o desempenho nos estudos.\u00a0 Fiquei um pouco para tr\u00e1s, tenho muito o que recuperar agora&#8221;.<\/p>\n<p>Jessica sorri ao dizer que, no futuro, planeja viagem semelhante. \u201cClaro que faria de novo. Desta vez mais r\u00e1pido, e com mais destinos programados. Mas definitivamente, eu iria\u201d.<\/p>\n<p><strong>Ligia Guimar\u00e3es<\/strong> Do G1, em S\u00e3o Paulo<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jessica Watson participou de evento do setor n\u00e1utico em S\u00e3o Paulo. Jovem tornou-se a mais jovem velejadora a dobrar o temido Cabo Horn. \u201cSe voc\u00ea quer dar a volta ao mundo, vai ter que ficar menos medrosa\u201d. 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