{"id":97173,"date":"2015-11-18T17:21:01","date_gmt":"2015-11-18T20:21:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=97173"},"modified":"2015-11-18T17:21:01","modified_gmt":"2015-11-18T20:21:01","slug":"ceplac-importa-clones-de-cacaueiro-resistentes-a-moniliase","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2015\/11\/18\/ceplac-importa-clones-de-cacaueiro-resistentes-a-moniliase\/","title":{"rendered":"Ceplac importa clones de cacaueiro resistentes a monil\u00edase"},"content":{"rendered":"<p>A Ceplac importou da Costa Rica os clones Catie R1, Catie R4 e Catie R6, tr\u00eas dos materiais mais resistentes a monil\u00edase e de alta produtividade, desenvolvidos pelo Centro Agron\u00f3mico Tropical de Investigaci\u00f3n Ense\u00f1anza (Catie), para serem utilizados no programa de melhoramento gen\u00e9tico do Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec). Esta iniciativa contou com o a colabora\u00e7\u00e3o da Barry Callebaut, empresa que tamb\u00e9m apoia as pesquisas do Catie e financiou parte da miss\u00e3o da Ceplac visando \u00e0 importa\u00e7\u00e3o. Os clones se encontram em quarentena na Embrapa\/Cenargen, em Bras\u00edlia, a fim de assegurar que a transfer\u00eancia dos materiais seja livre desta e de outras enfermidades de plantas que ainda n\u00e3o existem no Brasil.<\/p>\n<div id=\"attachment_97174\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/cacau-noticia-monil\u00edase.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-97174\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-97174\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/cacau-noticia-monil\u00edase.jpg\" alt=\"Cacau (noticia monil\u00edase).\" width=\"600\" height=\"338\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/cacau-noticia-monil\u00edase.jpg 600w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/cacau-noticia-monil\u00edase-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-97174\" class=\"wp-caption-text\">Cacau (noticia monil\u00edase).<\/p><\/div>\n<p>A monil\u00edase do cacaueiro, causada pelo fungo <em>Moniliophthora roreri, <\/em>\u00e9 uma das principais amea\u00e7as a cacauicultura brasileira. Esta enfermidade foi identificada originalmente na Col\u00f4mbia, em 1817, e levou 100 anos para alcan\u00e7ar o Equador. Entretanto, a partir do s\u00e9culo passado, a sua dispers\u00e3o vem ocorrendo com maior intensidade, passando a Venezuela (1941), Panam\u00e1 (1958), Costa Rica (1978), Nicar\u00e1gua (1980), Peru (1988), Honduras (1997), Guatemala (2002), M\u00e9xico (2005) e Bol\u00edvia (2012).\u00a0 Com o aumento do tr\u00e2nsito de pessoas na fronteira amaz\u00f4nica, inclusive com a constru\u00e7\u00e3o de rodovias ligando esta regi\u00e3o aos pa\u00edses onde a doen\u00e7a ocorre, a exemplo do Peru, o risco de introdu\u00e7\u00e3o dessa enfermidade aumentou bastante, colocando o Brasil em alerta.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Nas regi\u00f5es onde a monil\u00edase se instalou, a sua a\u00e7\u00e3o tornou-se mais destrutiva do que a causada pela vassoura-de-bruxa <em>(Moniliophthora perniciosa)<\/em>, doen\u00e7a que provocou uma cat\u00e1strofe na Regi\u00e3o Cacaueira do Sul da Bahia, eliminando mais de 200 mil empregos diretos e reduzindo a produ\u00e7\u00e3o de cacau a 25 %. Diante dessa amea\u00e7a, o Minist\u00e9rio da Agricultura Pecu\u00e1ria e Abastecimento, atrav\u00e9s da Secretaria de Defesa Sanit\u00e1ria e da Ceplac,\u00a0 em parceria com as ag\u00eancias estaduais de Defesa Sanit\u00e1ria, vem implementando o Plano de Contig\u00eancia da Monil\u00edase, por meio de a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o \u00e0 entrada da doen\u00e7a no Brasil e realiza\u00e7\u00e3o de pesquisas.<\/p>\n<p>Na busca de alternativas para amenizar o problema de uma poss\u00edvel introdu\u00e7\u00e3o da monil\u00edase no pa\u00eds, a Ceplac vem promovendo o interc\u00e2mbio de germoplasma, visando desenvolver popula\u00e7\u00f5es de cacaueiros geneticamente melhoradas, a partir de fontes de resist\u00eancia introduzidas do Equador, Col\u00f4mbia e outros pa\u00edses da Am\u00e9rica. Este \u00e9 o objetivo do projeto realizado sob a lideran\u00e7a do pesquisador do Cepec, Uilson Vanderlei Lopes, o qual conta com financiamento da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo a Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb).<\/p>\n<p>O interc\u00e2mbio de germoplasma resistente a monil\u00edase vem sendo realizado pela Ceplac desde 2010, quando\u00a0 foram introduzidos gen\u00f3tipos provenientes do Equador e Costa Rica, j\u00e1 que n\u00e3o se conhecem fontes de resist\u00eancia \u00e0 doen\u00e7a presentes na cole\u00e7\u00e3o brasileira de germoplasma de cacau, reconhecida como uma das mais ricas em diversidade do mundo.\u00a0 Infelizmente a produ\u00e7\u00e3o de am\u00eandoas destes materiais era muito baixa para uso direto pelos produtores. Por esse motivo pesquisadores do Cepec em parceria com investigadores do Catie\u00a0 e do Centre de Coop\u00e9ration Internationale en Recherche Agronomique pour le D\u00e9veloppement (CIRAD), da Fran\u00e7a, v\u00eam desenvolvendo pesquisas visando desenvolver variedades\u00a0 produtivas e resistentes \u00e0 monil\u00edase e a vassoura-de-bruxa, utilizando tecnologias na \u00e1rea de gen\u00f4mica, a fim de identificar plantas resistentes no Brasil,\u00a0 mesmo na aus\u00eancia da monil\u00edase.<\/p>\n<p>Os recentes materiais introduzidos da Costa Rica al\u00e9m de serem empregados no programa de melhoramento gen\u00e9tico ser\u00e3o avaliados em diferentes agrossistemas da regi\u00e3o Sul da Bahia. A ideia \u00e9 que numa prov\u00e1vel introdu\u00e7\u00e3o da monil\u00edase j\u00e1 existam informa\u00e7\u00f5es sobre o comportamento de clones resistentes em fazendas da regi\u00e3o. Do mesmo modo, clones com genes de resist\u00eancia a esta doen\u00e7a e a vassoura de bruxa, desenvolvidos pela Se\u00e7\u00e3o de Gen\u00e9tica, ser\u00e3o avaliados no Peru, Equador, Col\u00f4mbia e Costa Rica. O emprego do melhoramento preventivo antes da chegada da monil\u00edase ao pa\u00eds \u00e9 uma tentativa de evitar que a regi\u00e3o seja submetida a uma nova crise, como ocorreu com a vassoura de bruxa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Ceplac importou da Costa Rica os clones Catie R1, Catie R4 e Catie R6, tr\u00eas dos materiais mais resistentes a monil\u00edase e de alta produtividade, desenvolvidos pelo Centro Agron\u00f3mico Tropical de Investigaci\u00f3n Ense\u00f1anza (Catie), para serem utilizados no programa de melhoramento gen\u00e9tico do Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec). 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