{"id":98668,"date":"2016-01-26T18:50:27","date_gmt":"2016-01-26T21:50:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=98668"},"modified":"2016-01-26T18:50:27","modified_gmt":"2016-01-26T21:50:27","slug":"esse-cesar-e-o-cao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2016\/01\/26\/esse-cesar-e-o-cao\/","title":{"rendered":"Esse C\u00e9sar \u00e9 o C\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h3><em><strong>Por Guilherme Albagli<\/strong><\/em><\/h3>\n<p>Hom\u00f4nimas s\u00e3o aquelas palavras que possuem diferentes significados, \u00e0s vezes at\u00e9 opostos. Vamos a um bom exemplo: &#8220;c\u00e3o&#8221;, que tanto pode significar o melhor amigo do homem, ou o rabudo, ou, ainda, uma pessoa retada, capaz de grandes proezas. Pois foi nesse \u00faltimo sentido que puseram o apelido do grande amigo C\u00e9sar Benevides, hoje secret\u00e1rio de Servi\u00e7os Urbanos da PMI. Foi ele quem providenciou, na sua primeira investida no servi\u00e7o p\u00fablico, o salvamento dos mangues da ribeira do Pontal, antes sistematicamente cortados a fac\u00e3o por gente que n\u00e3o sabia do seu potencial ecol\u00f3gico e est\u00e9tico; foi ele quem trouxe a Ilh\u00e9us as espat\u00f3dias que, depois de uns quarenta anos, foram totalmente erradicadas, n\u00e3o sei porqu\u00ea. As \u00faltimas que vi eram aquelas em frente ao Hospital S\u00e3o Jos\u00e9. \u00c9 ele quem toda vez que vem da sua ro\u00e7a, carinhosamente, traz \u00e0 Dona Sarah pencas de banana da prata, que ela adora.\u00a0Pois \u00e9 para ele que aqui mando esta n\u00e3o muito breve mensagem.<\/p>\n<p>Ben\u00e9, a linda pra\u00e7a do Pontal merece logo logo uma dem\u00e3o de tinta no piso cimentado, pois o seu piso original, de pedras portuguesas, foi levado para n\u00e3o sei aonde (mas tem gente que sabe). As arecas bambu desta pra\u00e7a, por falta d&#8217;\u00e1gua, est\u00e3o morrendo ou j\u00e1 est\u00e3o mortas, assim como as cicas em frente \u00e0 Igreja de S\u00e3o Jo\u00e3o. \u00a0Os canteiros est\u00e3o cheios de mato e os jardineiros se esquecem haver ali um hidrante que s\u00f3 \u00e9 usado pelos noieiros para seus banhos meia sola. Um destes arranjou um apartamento sobre os galhos uma \u00e1rvore, diante da casa da m\u00e3e de Celeste, improvisando \u00a0o seu piso com peda\u00e7os de papel\u00e3o. Um d eles \u00e9 violento: o paguei um caf\u00e9 na padaria da esquina e este, revoltado por n\u00e3o ter recebido os R$ 2 em dinheiro, jogou o caf\u00e9 quente no rosto e pesco\u00e7o da propriet\u00e1ria Dona Carol. De vez em quando, ao clarear o dia, amarro os galhos das buganv\u00edlias nas p\u00e9rgolas, pois elas est\u00e3o crescendo para todo lado, menos para cima, onde deveriam ficar.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Mas este n\u00e3o \u00e9 o foco central desta mensagem: o que aqui me traz \u00e9 um veemente apelo para que encerre definitivamente a antiga pr\u00e1tica mal\u00e9fica de meter o bisc\u00f3 continuamente no capim que cresce nas encostas da rua das Oficinas e pelos lados daquele burac\u00e3o contido por uma cortina de concreto na avenida Itabuna. Voc\u00ea \u00e9 agricultor e sabe, melhor que eu, que s\u00e3o as ra\u00edzes que cont\u00eaem a terra da eros\u00e3o. Existe at\u00e9 um m\u00e1quina que n\u00e3o sei o nome projetada para aspergir \u00e1gua misturada a sementes para economizar as medonhas e caras cortinas de concreto que s\u00f3 esquenta ainda mais a cidade que, cada vez mais, necessita do verde para amenizar o calor infernal ao qual somos submetidos. Hoje, por exemplo, \u00e0s 5:55 h, ao levantar, o suor j\u00e1 me pingava barriga abaixo.<\/p>\n<p>Pelo amor de Deus, Benevides, seja voc\u00ea o her\u00f3i que,\u00a0<strong>em vez de gastar milh\u00f5es com cortinas de concreto,\u00a0<\/strong>optou pelo reflorestamento destes cortes. Meta capim e \u00e1rvores nestas \u00e1reas e os\u00a0<strong>milh\u00f5es ali mal aplicados<\/strong>\u00a0poder\u00e3o equipar nossos postos de sa\u00fade com m\u00e9dicos e treinar as suas atendentes para que n\u00e3o gritem com os contribuintes que n\u00e3o entendem de primeira as suas informa\u00e7\u00f5es mal pronunciadas, como ocorreu ontem, comigo, no Herval Soledade. Precisamos de \u00e1reas verdes e de m\u00e9dicos, Benevides! Agora pela manh\u00e3, diante do Santa Clara, um funcion\u00e1rio de uma loja de computadores falou que ontem, uma senhora com o bra\u00e7o todo queimado rodou toda a cidade, todo o dia, e n\u00e3o encontrou qualquer m\u00e9dico que a atendesse.<\/p>\n<p>Deixe o capim crescer, Benevides. Capim n\u00e3o \u00e9 feio; lixo sim, assim como areia nas sargetas \u00a0e a falta de fiscaliza\u00e7\u00e3o e multa grossa aos nossos vizinhos que pagam um corote aos miser\u00e1veis para que estes levem \u00e0 esquina mais pr\u00f3xima o entulho das suas obras.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u00a0Voc\u00ea \u00e9 o c\u00e3o, Benevides. Fa\u00e7a valer o seu simp\u00e1tico apelido!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Guilherme Albagli Hom\u00f4nimas s\u00e3o aquelas palavras que possuem diferentes significados, \u00e0s vezes at\u00e9 opostos. 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