{"id":9915,"date":"2011-03-04T12:32:07","date_gmt":"2011-03-04T15:32:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=9915"},"modified":"2011-03-04T12:32:07","modified_gmt":"2011-03-04T15:32:07","slug":"alfredo-amorim-da-silveira-em-10taques-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2011\/03\/04\/alfredo-amorim-da-silveira-em-10taques-2\/","title":{"rendered":"Alfredo Amorim da Silveira em: &#8220;10TAQUES&#8221;."},"content":{"rendered":"<p><center><strong>Transcrito do jornal \u201cDi\u00e1rio da Tarde\u201d<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o de 29 de janeiro de 1943<br \/>\nS\u00e3o Jorge \u2013 O Grande M\u00e1rtir \u2013 O Santo da Vit\u00f3ria<\/p>\n<p>D. Felipe Condur\u00fa Pacheco.<\/strong><\/center><\/p>\n<p><img align = \"left\" src = \"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/alfredo-amorim-nova.jpg\"\/>Do volume \u201cPhysionomias dos Santos\u201d, de Erneste Helle, acabo de ler o cap\u00edtulo relativo \u00e0 S\u00e3o Jorge. Procuro resumi-lo, fazendo ressaltar especialmente o hero\u00edsmo do piedoso biografado.<\/p>\n<p>\t\u201cEis aqui um dos Santos mais ilustre e mais esquecido. Ilustre outrora, esquecido hoje. Os gregos denominavam-no \u2013 o Grande M\u00e1rtir; todo o Oriente tem retumbado com seus louvores. Uma celebridade que ia at\u00e9 a popularidade apontava S\u00e3o Jorge como o Padroeiro dos her\u00f3is\u201d. (p\u00e1g. 129).<\/p>\n<p>S\u00e3o Jorge nasceu em Nicom\u00e9dia, cidade da Bit\u00ednia, na \u00c1sia Menor, no ano de 280, de pais crist\u00e3os, e foi educado por sua pr\u00f3pria m\u00e3e. \u00d3rf\u00e3o de pai, &#8211; m\u00e1rtir da f\u00e9 \u2013 mudou-se com sua m\u00e3e para a Palestina, onde, aos dezessete anos, abra\u00e7ou a vida militar.<\/p>\n<p>\u201cEstreou pelo hero\u00edsmo natural, para chegar ao hero\u00edsmo sobrenatural\u201d. Essa a nota caracter\u00edstica de toda a sua vida.<\/p>\n<p>Todos os artistas o representam na atitude her\u00f3ica de esmagar o Drag\u00e3o. Nos arredores de Beyrouth (S\u00edria) \u201cenorme drag\u00e3o habitava o lago, cujas \u00e1guas e margens infestava\u201d, precipitando-se sobre animais e homens.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Resolveram os moradores da cidade entregar-lhe duas ovelhas por dia, a fim de serem poupados os demais viventes. Iam-se esgotando as ovelhas, quando um or\u00e1culo pag\u00e3o fez saber que a fera exigia v\u00edtimas humanas, sorteando-se uma cotidianamente. \u201cO sacrif\u00edcio humano \u00e9 a paix\u00e3o do inferno. O sacrif\u00edcio \u00e9 um ato de adora\u00e7\u00e3o. E, como o Dem\u00f4nio tem fome e sede da carne e do sangue do homem. Aos povos grosseiros pede o sacrif\u00edcio sob forma grosseira.<\/p>\n<p>Aos povos refinados pede o sacrif\u00edcio sob forma refinada. Mas, sempre o sacrif\u00edcio humano. Quer o sangue. Quer as lagrimas, que o Santo Agostinho denomina sangue do cora\u00e7\u00e3o\u201d. (p\u00e1g. 131).<\/p>\n<p>Um dia a sorte designou para o sacrif\u00edcio a jovem e bela Margarida, filha do Rei de Beyrouth. O Rei negava a filha; mas, teve de ceder diante da revolta popular.<\/p>\n<p>Adere\u00e7aram a princesa com suas vestes festivas e levaram-na \u00e0 sanha do monstro. A vida lhe esplendia com todos os brilhos. Havia de a imolar, entretanto, para que fossem poupados os seus concidad\u00e3os.<\/p>\n<p>Borbulha j\u00e1 a \u00e1gua do estagno e vai surgir a fera. Apresenta-se neste instante, em seu corcel um bravo militar. \u00c9 S. Jorge. Encomenda-se a Deus precipitando-se sobre o drag\u00e3o e o atravessa com sua lan\u00e7a, prostando-o aos p\u00e9s da t\u00edmida donzela. O povo em derredor explode em gritos de alegria e gratid\u00e3o.<\/p>\n<p>Em Roma, Diocleciano, o Imperador pag\u00e3o, a quem Jorge prestava obedi\u00eancia, n\u00e3o pode tolerar a popularidade do brioso militar e o seu fervor crist\u00e3o. Manda lan\u00e7a-lo na pris\u00e3o.<\/p>\n<p>Come\u00e7a, ent\u00e3o, o atroz mart\u00edrio. A\u00e7oites, pedradas, roda armada de pontas de a\u00e7o, fogueiras, cal\u00e7ados de ferro aquecidos ao rubro&#8230; mil tormentos suporta o mo\u00e7o Jorge, de onde a sua antonom\u00e1sia de \u2013 o Grande M\u00e1rtir. Decapitado, em fim, recebe no C\u00e9u a coroa da vit\u00f3ria.<\/p>\n<p>Diz a tradi\u00e7\u00e3o que o Santo apareceu \u201cantes da batalha de Antioquia, ao ex\u00e9rcito dos \u201ccruzados\u201d, como tamb\u00e9m a Ricardo I da Inglaterra, no cerco de \u00c1cra, em 1191. Em ambos os combates desbaratou os sarracenos, inimigos de Jesus Cristo. Da\u00ed a devo\u00e7\u00e3o para com S\u00e3o Jorge, mormente no Oriente e na Inglaterra. Entre esses povos \u2013 igrejas, ordens militares e cidades se lhe consagraram. <\/p>\n<p>Verdadeiro, conforme uns, ou apenas simb\u00f3lico, como querem outros \u2013 o fato da luta e conseq\u00fcente aniquilamento do drag\u00e3o deu lugar \u00e0 segunda alcunha conferida ao nosso Padroeiro \u2013 O Santo da Vit\u00f3ria. Por isso mesmo, tomaram-no por \u2013 Patrono dos Her\u00f3is.<\/p>\n<p>\u00c9 este o momento exato em que devemos invocar S. Jorge. Almejamos fazer dos brasileiros \u2013 leg\u00edtimos her\u00f3is, senhores da vit\u00f3ria \u2013 Dirijamo-nos confiantes a S\u00e3o Jorge!<\/p>\n<p>Entretanto, a nossa alma \u00e9 essa jovem, que o monstro do paganismo quer arrastar constante aos seus costumes vis. Supliquemos ao her\u00f3i crist\u00e3o, que nos ajude a vencer o mal, triunfando em nossos cora\u00e7\u00f5es as virtudes de Jesus.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Transcrito do jornal \u201cDi\u00e1rio da Tarde\u201d Edi\u00e7\u00e3o de 29 de janeiro de 1943 S\u00e3o Jorge \u2013 O Grande M\u00e1rtir \u2013 O Santo da Vit\u00f3ria D. Felipe Condur\u00fa Pacheco. Do volume \u201cPhysionomias dos Santos\u201d, de Erneste Helle, acabo de ler o cap\u00edtulo relativo \u00e0 S\u00e3o Jorge. Procuro resumi-lo, fazendo ressaltar especialmente o hero\u00edsmo do piedoso biografado. 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