MARINHA DO BRASIL
MARINHA DO BRASIL
DELEGACIA DA CAPITANIA DOS PORTOS EM ILHÉUS
NOTA PARA DIVULGAÇÃO NA IMPRENSA
Em comemoração ao 147º aniversário da Batalha Naval do Riachuelo, Data Magna da Marinha, a Delegacia da Capitania dos Portos em Ilhéus realizará os seguintes eventos:
– Exposição na Praça Dom Eduardo, em frente a Catedral de São Sebastião, no centro da cidade de Ilhéus, dia 09 de junho de 2012 (Sábado), das 09 às 14hs, onde serão apresentadas embarcações e viaturas militares, banners e distribuídos informativos e folders a respeito da Batalha Naval do Riachuelo;
– Exposição no Shopping Center Jequitibá, em Itabuna, dia 10 de junho de 2012 (Domingo) no período de 14 ás 20hs, onde serão exibidas embarcação e viatura militar utilizados em Inspeção Naval, banners, vídeos sobre a Marinha do Brasil e distribuídos informativos e folders a respeito da Batalha Naval do Riachuelo e sobre como ingressar na Marinha;
Batalha Naval do Riachuelo
A Batalha Naval do Riachuelo, ou simplesmente Batalha do Riachuelo, travou-se a 11 de Junho de 1865 às margens do rio Riachuelo, um afluente do rio Paraguai, na província de Corrientes, na Argentina.
É considerada pelos historiadores militares como uma das mais importantes batalhas da Tríplice Aliança.
O cenário
A Guerra do Paraguai teve seu início no ano de 1864 a partir da ambição do ditador Francisco Solano Lopes, que tinha como objetivo aumentar o território paraguaio e obter uma saída para o Oceano Atlântico, através dos rios da Bacia do Prata. Ele iniciou o confronto com a criação de inúmeros obstáculos impostos às embarcações brasileiras que se dirigiam a Mato Grosso através da capital paraguaia.
A bacia do rio da Prata era estratégica para as comunicações entre o Oceano Atlântico e os contrafortes orientais da Cordilheira dos Andes. O transporte de pessoas, animais e de mercadorias era feito pelos rios, uma vez que quase não havia estradas até à segunda metade do século XX. O país que controlasse a navegação de seus rios, mas principalmente a sua foz, controlaria o interior do território e a sua economia.
O Paraguai não tinha uma saída direta para o mar, uma vez que a bacia estava em mãos da Argentina e do Uruguai, este último em constante disputa entre os interesses da República Argentina e do Império do Brasil. Por essa razão, as fortificações mais importantes do Paraguai tinham sido erguidas nas margens do baixo curso do rio Paraguai.
No início do conflito, as tropas paraguaias já haviam ocupado áreas da então Província do Mato Grosso (atual Estado do Mato Grosso do Sul), no Império do Brasil, e da República da Argentina. Se vencessem a batalha do Riachuelo, poderiam navegar livremente pelo rio Paraguai, descer o rio Paraná, conquistar Montevidéu no Uruguai e, de lá, ocupar a então Província do Rio Grande do Sul. Formar-se-ia assim o Grande Paraguai, que se abriria ao comércio atlântico com as demais nações.
Decididos a não mais serem ameaçados e dominados pelo ditador Solano Lopes, Argentina, Brasil e Uruguai uniram suas forças em 1° de maio de 1865 através de acordo conhecido como a Tríplice Aliança. A partir daí, os três paises lutaram juntos para deterem o Paraguai, que foi vencido na batalha naval de Riachuelo e também na luta de Uruguaiana.
O combate
Embora os paraguaios pretendessem surpreender a Marinha do Brasil no dia 11 de Junho de 1865, cobertos pelo denso nevoeiro da madrugada naquela região e estação do ano, um problema mecânico em uma das embarcações paraguaias fez com que a frota chegasse ao local da batalha apenas às 9 horas, perdendo a vantagem tática.
A esquadra brasileira era comandada pelo chefe-de-divisão Francisco Manuel Barroso da Silva(Almirante Barroso) que, na ocasião, esmagou o poderio naval paraguaio, tornando impossível a permanência das forças paraguaias em território argentino.
No dia 11 de junho de 1865, nossos marinheiros se preparavam para um ato religioso a bordo da Fragata AMAZONAS, quando foi dado o aviso de “inimigo à vista”. Seguiu-se o toque de “postos de combate”, sendo içado nos mastros o sinal de bandeiras “o Brasil espera que cada um cumpra o seu dever”, seguido de outro com instruções de combate: “atacar e destruir o inimigo o mais perto que cada um puder”. Travou-se a batalha e os brasileiros se viram incentivados por novo sinal, mandado içar pelo Almirante Barroso: “sustentar o fogo que a vitória é nossa”.
A vitória foi decisiva para a Tríplice Aliança, que passou a controlar, a partir de então, os rios da bacia platina até à fronteira com o Paraguai.


























































