:: 5/out/2012 . 9:29
Wagner pede ao governo para manter Bahia no horário de Verão
O governador Jaques Wagner lembrou a rejeição da população à mudança de horário e disse que está fazendo uma pesquisa para avaliar a opinião dos baianos
O governador da Bahia, Jaques Wagner, informou que entrará hoje em contato com o Ministério de Minas e Energia para conversar sobre a adoção do horário de Verão no estado. Ele adiantou que a tendência é que seja mantida a decisão do ano passado, de aumentar o relógio em uma hora, já que a Bahia é parte do Brasil e deve acompanhar o horário dos grandes centros do país.
“Do ponto de vista da energia, a economia não é tão grande. Mas eu acho uma maluquice não seguir, porque temos um horário só o ano inteiro e, de repente, você partilha o Brasil em dois. Televisão, bancos e até o governo são prejudicados”, destacou Wagner. Ele citou como exemplo ainda a questão da confusão dos horários dos voos.
“O turismo ganha muito com a manutenção do horário de Verão”, acrescentou o governador. O horário de Verão foi suspenso na Bahia em 2003, na gestão do então governador Paulo Souto. O governador Jaques Wagner lembrou a rejeição da população à mudança de horário e disse que está fazendo uma pesquisa para avaliar a opinião dos baianos. “Tenho que ouvir a população, porque também não vou fazer uma coisa que todos achem que é ruim. É um pouco de costume, não é? Porque as pessoas falam que é o horário de Deus e o horário dos homens. Mas não vou mentir. Na opinião do governador, acho mais lógico estarmos todos juntos”, disse.
O período referente ao horário de Verão este ano terá início à meia-noite do dia 21 de outubro (de sábado para domingo) terminando até a meia-noite do dia 17 de fevereiro de 2013.
—
http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-1/artigo/wagner-pede-ao-governo-para-manter-bahia-no-horario-de-verao/
Correio da Bahia
Luciana Rebouças
luciana.reboucas@redebahia.com.br
Luiz Gonzaga e seu profundo respeito à maçonaria
Rei do Baião entrou para a organização 49 anos atrás, quando ainda morava na Ilha do Governador, zona norte do Rio de Janeiro

Da amizade entre Almir e Luiz Gonzaga, iniciada em 1976, surgiu a ideia de mobilizar outros sete irmãos maçons para fundar a primeira loja maçônica do Exu
Tão importante para a divulgação da música nordestina, Luiz Gonzaga também exerceu papel fundamental para o desbravamento da maçonaria no Sertão pernambucano. Utilizou a influência que tinha para liderar o grupo que fundaria a Loja Maçônica Força da Verdade, em 1988, a primeira do Exu. Doou o terreno para a construção do imóvel, comprou materiais e deu dinheiro para ajudar a levantar a casa, localizada na Rua Joaquim Ulisses. Na maçonaria, o Rei do Baião encontrou o ambiente ideal para satisfazer a maior das suas necessidades: ajudar os mais pobres.
Entrou para a organização 49 anos atrás, quando ainda morava na Ilha do Governador, zona norte do Rio de Janeiro. Foi apadrinhado por Florentino Guimarães. Luiz Gonzaga começou a participar dos encontros ali mesmo, na loja Paranapuã, localizada próximo a sua residência. Trabalhou para conseguir telefone, escola, luz e estrada de asfalto para Miguel Pereira, onde possuía propriedade. Como maçom, chegou apenas ao terceiro grau, dos 33 níveis possíveis.
Mesmo não sendo frequentador assíduo, devido à série de compromissos, participava dos encontros nas cidades em que visitava, durante as andanças de sanfoneiro pelo Brasil. “Todo canto que chegava e tivesse uma loja maçônica, ele fazia questão de se apresentar, visitar e ajudar. Nós já fomos para Fortaleza, Recife e João Pessoa, e todas foram testemunhas da presença de Luiz Gonzaga”, conta o maçom Almir Oliveira de Amorim, 49, ex-funcionário do Banco do Estado de Pernambuco (Bandepe) no Exu.
Da amizade com Almir, iniciada em 1976, anos mais tarde surgiria a ideia de mobilizar outros sete irmãos maçons para fundar a primeira loja maçônica do município. “Foi ele quem nos incentivou, deu apoio, buscou gente fora. Aqui éramos poucos maçons e, para abrir a loja, precisávamos de mais pessoas. Buscou gente em Ouricuri e em toda a região. Foi ele o ponto decisivo para inaugurar a loja no Exu”, destaca Almir, que foi o responsável por abrir a conta do artista no Bandepe. Inaugurada a loja, um ano antes da morte do Rei, as reuniões no Exu começaram a se avolumar de gente, vinda de toda a região, sendo necessária a transferência dos encontros semanais da quarta para a terça-feira.
A generosidade que marcou o artista também pode ser vista nas reuniões maçônicas. Amigo íntimo, Almir conheceu bem a personalidade do sanfoneiro. “Gonzaga era uma pessoa uniforme, uma sumidade em pessoa. Era equilibrado, otimista, incentivava a turma para trabalhar direitinho, pela sociedade, pelo povo, pelos mais pobres, pelos velhos. Ele tinha essa visão social”, recorda o amigo de Gonzagão.
Pouco tempo depois do falecimento do Rei, a Força da Verdade passou a se chamar Loja Maçônica Luiz Gonzaga. Em vida, o sanfoneiro compôs a música Acácia Amarela, na parceria com Orlando de Silveira. A canção, segundo os maçons entrevistados, é toda escrita em códigos, só possível de ser decifrada por quem é maçônico ou por quem já participou da maçonaria um dia.
—
Fontes:
http://www1.folhape.com.br/cms/opencms/folhape/pt/Hotsite-LuizG/Gonzaga_Devoto/Luiz_Gonzaga_e_seu_profundo_respeito_x_maxonaria.html#
—
Antônio Cavalcanti – Grau 33.: – Servidor da Ordem, da Pátria e da Humanidade. Delegado Litúrgico do Rito Brasileiro para 5ª. Região/Ba.






























































