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:: 6/mar/2026 . 20:07

DO FUNDO DO BAÚ DE JOSÉ LEITE.

1) 66 ANOS DE JOSÉ LEITE EM ILHÉUS.

2) OS CARTÕES POSTAIS ESTÃO SUMINDO.

3) CONVITES RECEBIDOS.

4) AS FOTOS DESTAQUES DA SEMANA. :: LEIA MAIS »

Campanha da Hemoba destaca importância das mulheres na doação de sangue

Com a campanha “Mulheres que cuidam, doam e transformam vidas”, a Fundação Hemoba incentiva a doação de sangue feminina e celebra o Mês da Mulher em suas redes sociais. O Dia Internacional da Mulher, celebrado anualmente em 8 de março, é um símbolo da luta histórica das mulheres por direitos, igualdade, respeito e contra a violência de gênero. A cada ano aumenta o número de voluntárias à doação nas unidades de coleta da instituição na Bahia. Em 2025, 99.222 candidatas compareceram para doar sangue, número 7,85% maior do que o registrado em 2024, quando 92.001 mulheres estiveram presentes para a doação.
Vale destacar que, nas unidades móveis de coleta e no cadastro de medula óssea no estado, as mulheres ultrapassam os homens. Em 2025, foram 6.115 mulheres cadastradas para doação de medula (66,71%) e 3.051 homens (33,29%). Em 2024, registraram-se 5.947 mulheres cadastradas (65,89%) e 3.078 homens (34,11%). Além disso, a Hemoba é uma instituição predominantemente feminina. Sua equipe de trabalho é composta 92% por mulheres.
Apesar da pequena diferença no número de candidatos à doação entre homens e mulheres (51,64% homens e 48,36% mulheres em 2024, e 51,62% homens e 48,38% mulheres em 2025), é importante ressaltar que o sexo feminino possui um intervalo maior entre uma doação e outra. Isso ocorre porque a reposição dos estoques de ferro no organismo da mulher tende a ser mais lenta, em razão das perdas durante os ciclos menstruais. Assim, a mulher pode doar sangue até três vezes ao ano, com intervalo mínimo de 90 dias entre as doações. Já os homens podem doar até quatro vezes ao ano, com intervalo mínimo de 60 dias entre as doações.
Mitos sobre a doação de sangue feminina – Embora a maioria da população reconheça a importância da doação de sangue, ainda persistem alguns mitos que afastam as pessoas desse ato de solidariedade. Entre eles estão ideias equivocadas relacionadas à condição feminina, como a crença de que mulheres não podem doar sangue durante a menstruação, gravidez ou amamentação. No caso das lactantes, é necessário aguardar 12 meses após o parto para realizar a doação. No período pós-parto, a mulher poderá doar sangue 90 dias após parto normal ou 180 dias após cesariana, desde que não esteja amamentando.

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UFSB tem política de inclusão de pessoas privadas de liberdade certificada como Tecnologia Social pela Fundação Banco do Brasil

Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) foi certificada pela Fundação Banco do Brasil como uma das iniciativas destacadas de Tecnologia Social em 2026, em reconhecimento ao modelo institucional de inclusão educacional voltado a pessoas privadas de liberdade. A certificação destaca a política desenvolvida pela universidade que articula reserva de vagas, processos administrativos adaptados e estratégias pedagógicas específicas para garantir o acesso e a permanência de estudantes em privação de liberdade no ensino superior.

O chamado Modelo UFSB de Inclusão Educacional de Pessoas Privadas de Liberdade organiza, de forma integrada e reaplicável, todos os procedimentos necessários para que esses estudantes ingressem, matriculem e acompanhem suas atividades acadêmicas, mesmo diante das limitações impostas pelo sistema prisional. Segundo o pró-reitor de Ações Afirmativas da UFSB, Sandro Ferreira, o reconhecimento reforça o caráter inovador das políticas institucionais da universidade.

O acesso de pessoas privadas de liberdade ao ensino superior enfrenta desafios estruturais que vão desde a ausência de conexão com sistemas acadêmicos até a falta de fluxos institucionais entre universidades e unidades prisionais. Diante desse cenário, a UFSB desenvolveu uma metodologia própria que organiza todas as etapas do processo, desde a identificação dos estudantes aptos ao ingresso até o acompanhamento acadêmico contínuo. 

De acordo com Sandro Ferreira, a criação da metodologia surgiu da necessidade de garantir que o direito à educação superior pudesse ser exercido na prática “Percebemos que apenas abrir vagas não garantia o acesso real. Foi preciso desenvolver uma metodologia que permitisse que as aulas chegassem até as unidades prisionais e que esses estudantes pudessem se sentir parte da universidade, mesmo em contextos muito diferentes do cotidiano acadêmico tradicional”, explica.

Atualmente, a universidade conta com cerca de uma centena de estudantes regularmente matriculados, desenvolvendo atividades acadêmicas em diferentes cursos de graduação. Além dos resultados quantitativos, a iniciativa também tem produzido impactos sociais e educacionais significativos. Entre eles estão o fortalecimento da autoestima dos estudantes, o aumento do engajamento nos estudos e a criação de novas perspectivas de vida e inserção profissional.

Relatos reunidos pela universidade indicam que o ingresso no ensino superior também altera a dinâmica dentro das unidades prisionais: “Percebemos que os estudantes passam a ser reconhecidos pelos colegas como ‘os universitários’. Isso gera respeito dentro das unidades e também fortalece vínculos familiares que, em alguns casos, haviam sido rompidos”, relata o pró-reitor.

Espetáculo “Koanza: do Senegal ao Curuzu” retorna aos palcos em nova montagem para 2026

Salvador recebe, nos dias 27 e 28 de março, no Teatro Sesc Casa do Comércio, a nova montagem do espetáculo “Koanza: do Senegal ao Curuzu”, que marca o retorno da obra aos palcos em uma versão atualizada e potente para 2026. Misturando humor, crítica social e ancestralidade, o espetáculo propõe uma reflexão afiada sobre raça, religiosidade, política e identidade no Brasil contemporâneo.

Na trama, Koanza retorna à Bahia após um período vivendo na África, trazendo consigo a missão de enfrentar o avanço de discursos religiosos que atacam os cultos de matriz afro-brasileira. Ao chegar, encontra um país mergulhado em tensões políticas e raciais, governado por um presidente evangélico, cenário que intensifica os desafios de sua jornada. Diante da opressão religiosa e política que ameaça o Curuzu — território simbólico da resistência negra em Salvador —, a personagem se vê em uma verdadeira encruzilhada. É desse confronto que nasce um espetáculo cômico, provocador e profundamente engajado.

Criado e interpretado por Sulivã (ator, comunicador, educador e humorista), o monólogo se destaca por abordar temas sensíveis a partir do riso e da ironia. “O fato de um ator negro e homossexual se inspirar em mulheres negras e ialorixás para criar esse personagem já descortina o quão o espetáculo é um terreno fértil para tratar de questões raciais, identitárias, de gênero e sexualidade”, destaca o artista. As histórias e andanças de Koanza são contadas de forma radicalmente engajada e incrivelmente hilariante, garantindo ao público uma experiência que inquieta, provoca reflexão e, ao mesmo tempo, arranca gargalhadas.

Cada apresentação se transforma em uma experiência sensorial e simbólica, em que o canto surge como instrumento de memória, afirmação identitária e continuidade cultural. A temporada reafirma o protagonismo das mulheres negras na construção da música e da cultura brasileira, reconhecendo essas artistas como verdadeiras “deusas do ébano” — guardiãs de saberes ancestrais, da tradição oral e da potência estética que sustenta e reinventa o presente.

Bahia Pesca inova e promove o cultivo consorciado de tilápia e camarão em composto salino

Terminal pesqueiro Bahia pesca foto Gidelzo Silva Secom-Ilhéus.

O que antes era apenas um tanque destinado ao armazenamento de composto salino agora é uma unidade produtiva do semiárido baiano. O rejeito da água do dessalinizador implantado há 10 anos pelo Programa Água Doce (PAD) no povoado de Italegre, município de Baixa Grande, transformou-se numa fonte de cultivo de milhares de tilápias e camarões em pleno desenvolvimento.

O “milagre” é na verdade resultado do projeto Pesque PAD, realizado pela Bahia Pesca em conjunto com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA), cujo objetivo é transformar um resíduo ambiental em fonte de renda e alimento para comunidades em situação de vulnerabilidade. O projeto-piloto foi implantado em 2024, na comunidade de Mandassaia, em Riachão do Jacuípe. Em Baixa Grande, o Pesque PAD é desenvolvido em parceria com a Associação de Mulheres Produtoras de Italegre e conta com o apoio da secretaria de Agricultura municipal de Baixa Grande.
Um dos destaques desta nova etapa é o sistema consorciado de produção. Segundo o gerente de projetos da Bahia Pesca, Júnior Sanches, a iniciativa utiliza ração exclusivamente para a tilápia, enquanto o camarão se alimenta dos resíduos da ração e dos dejetos produzidos pelos peixes. O modelo reduz custos de produção e otimiza o aproveitamento de nutrientes no tanque, tornando o sistema mais eficiente e sustentável.
“Implantamos há dois meses 12.000 pós-larvas de camarão e 5.000 alevinos de tilápias que vem apresentando um desenvolvimento muito satisfatório”, avalia o profissional, que após a realização da primeira biometria nesta quinta, 26, prevê a despesca para o início do mês de junho.
Segundo a presidente da Associação de Mulheres Produtoras de Italegre, a implantação do Pesque PAD é uma conquista da população local, que foi contemplada em edital de chamamento público da Bahia Pesca em 2023, mas que teve de lutar por três anos para conseguir levar energia elétrica ao aerador que oxigena a água do tanque antes de ver o projeto ser colocado em prática.
Para uma comunidade tradicionalmente focada na produção de gado de leite e de corte, o cultivo consorciado de tilápias e camarões gera diversidade e encantamento. “Peixe a gente tem aqui na região: tilápia, traíra…, mas camarão é novidade. Eu mesmo fiquei encantada”, relata Edna, que já tem planos para o primeiro lote da produção, daqui a quatro meses. “A gente vai vender o produto para poder comprar ração e alevinos e para continuar gerando renda para a nossa comunidade”.
Ascom Bahia Pesca





















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