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LIMITES DE ILHÉUS E ITABUNA


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Diante de apelos de alguns amigos, volto ao assunto dos limites Ilhéus/Itabuna, pois já tinha explicado em notas anteriores sobre esta questão, inclusive não bem entendidos por amigos da prefeitura de Ilhéus.

Como o amigo Eduardo Siri, colocou um croqui da área em conflito, e sugeriu que mais uma vez opinasse, é que acrescento desta vez, partes dos mapas

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dos municípios de Ilhéus e Itabuna, elaborados com as Leis de Criação e Memorial Descritivo dos dois municípios e seus municípios limítrofes, pois isto foi necessário devido o Memorial Descritivo de Ilhéus ser muito antigo e ainda englobava vários distritos que te pertenciam como: Coaraci, Uruçuca, Itajuipe, Ibicaraí, Poções, etc.

Estes mapas foram elaborados com base em fotografias aéreas pancromáticas verticais na escala de 1:108.000, e principalmente com apoio total de campo. O projeto foi intitulado como Cadastro de Imóveis Rurais e Levantamento do Uso Atual da Terra em Municípios da Região Cacaueira Baiana – 1981, tinha como finalidade principal confeccionar bases cartográficas, até então não disponível na nossa região com maior precisão.

Nos mapas em anexo de 1981, cadastramos no município de Ilhéus como última fazenda no limite com Itabuna na BR-415, a Fazenda Santo Antonio, na época do Sr. Natanael Oliveira Santos, que leva o número 177 no referido mapa. Percebam que a de número 180, é exatamente a Estância Santo Antonio do Espólio de Gileno Amado, aonde hoje está instalado o Atacadão. Por este Memorial Descritivo, o Atacadão está aproximadamente 1.000 metros (01 km) afastado do limite com Itabuna. Isto quer dizer que o limite oficial fica nas proximidades onde hoje está a Churrascaria Los Pampas, que na década de 80, tinha ali instalado um Posto Fiscal de Ilhéus.
Vale ressaltar que, em meados dos anos 80, por um acordo político sem cunho oficializado pela CEI, a prefeitura de Ilhéus, recuou seu limite para onde hoje está toda esta polêmica.

Percebam também, que a fazenda de número 400, no município de Ilhéus é a Fazenda Mutucugê, que naquela época pertencia ao Sr. José de Jovita.

Quanto ao marco na Ilha de Quiricós no Rio Cachoeira, acredito que não vão achar, pois em 1981, nos informaram no campo, que este tinha sido levado pela enchente de 1967, que cobriu toda a ilha.
O outro marco de cimento no lugar Rochedo, que fica à direita num ramal de acesso entre Itabuna e Distrito de Mutuns, em 1981, lá encontramos junto a um frondoso Jequitibá. Não sei se ainda o mesmo permanece por lá. E é justamente esta LINHA IMAGINÁRIA, entre a ponta da Ilha dos Quiricós até este marco que se criou toda esta polêmica, que segundo o amigo Eduardo Siri, foi deslocado por um cidadão de Água Preta.

Portanto, quero deixar bem claro, que é tudo que sei sobre esta questão, que a nosso ver, Ilhéus é quem saiu perdendo com isso, e para Itabuna é muito mais fácil sustentar uma área que não lhe pertence, pois da mesma forma que Ilhéus recuou o limite desastrosamente, cabe agora rever o que lhe pertence, e acredito que esta Comissão da Prefeitura irá levar a cabo discutindo tecnicamente, pois se for à forma do acordo político, lá adiante o problema voltará de novo, e desta vez para empurrar o limite de Ilhéus para próximo da CEPLAC, basta para isso surgir novos empreendimentos neste trecho.


Rezende

5 respostas para “LIMITES DE ILHÉUS E ITABUNA”

  • Antonio Pereira da Silva says:

    Bem, agora pelos mapas mais detalhados pelo senhor Rezende, podemos ter certeza que a equipe da prefeitura, irá com toda tecnologia que temos hoje, resolver de vez esta situação. Um ilheense como eu, fico agradecido quando vejo pessoas como o sr. Rezende e tantos outros se preocuparem em fornecer dados que tem em mãos, para que se resolva esta situação tão mesquinha. Tenho confiança que a Comissão nos dê uma resposta final, num prazo máximo de 06 meses, como foi dito na matéria pelo setor de divulgação da Prefeitura de Ilhéus.

    Pereira

  • Jorge Luiz Araújo dos Anjos says:

    O amigo Rezende com sua explanação, toda embasada em documentos e relatos confiavéis, mostra que não temos razão em brigar pelo que já é nosso. A nossa briga deve ser para recuperar o que foi cedido para o Municipio de Itabuna de forma não oficial, através de acertos politicos, feitos com certeza na calada da noite.
    Vamos mudar o foco do problema e passar a reivindicar parte do nosso território juntinho a Cidade de Itabuna. Se for prá brigar, vamos encarar a briga, nossa luta é justa.

  • anonima says:

    Não sei porque tanta celeuma sobre o assunto, o porque de se criar comissões para estudar a quem pertence a área, desde quando segundo Resende, profissional competente e honesto, já existe um estudo técnico imparcial elaborado por òrgão que merece crédito.
    Devemos ficar de olho para que não queiram vender para a Cidade vizinha a terra,conquistada por nossos ancestrais.

  • Luiz Alberto Mattos Silva says:

    Prezados leitores,
    Corroboro com todas as informações TECNICAMENTE prestadas pelo Rezende, profissional competente, com quem tive a sorte de ser colega na CEPLAC e Amigo por algumas décadas de anos.
    Digo isto para testemunhar que o mesmo sempre trabalha com muita seriedade, metodologia moderna e, o que é mais importante, com imparcialidade e muita clareza.
    Me chamou a atenção uma afirmação sua, mas que muita gente ja tinha conhecimento e que merece ser apurada: o acordo político feito sem respaldo popular, sem ouvir a Camara de Vereadores (que na ocasião, 1981, ainda era formada por pessoas de bem!)e sem o respaldo oficial do CEI.
    Outra é: por que o Rezende não foi convidado para participar da Comissão de Ilhéus ou para prestar assessoria técnica?

  • Gildefran Dímpino says:

    Estou com o amigo Luiz Alberto.
    Fico impressionado com o discredito que a Prefeitura de Ilhéus trata Técnico em aerofotogrametria José Rezende Mendonça, em não colocar nas suas comissões, quem mais entende e conhece a Região Cacaueira atraves
    da sua experiencia e dedicação pelo seus muitos anos na Ceplac.

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