Por Leonardo Garcia Diniz

Ética é palavra derivada do grego ethos, empresta ela à maçonaria o seu melhor e mais profundo significado; o “BOM COSTUME”.

Leonardo Garcia Diniz

Na maçonaria, constituímo-nos, pretendemos ser, homens de bons costumes, homens éticos, possuímos um comportamento reto, linear, que se confia, que não muda estejamos nós onde estivermos; a ética está unida a conduta humana, moral, que está diretamente ligada a aquele cidadão que empresta a si e a sociedade em que vive um estilo ilibado que, bem forjado, trouxe de “casa”, moral nasce no seio familiar.

Ética é um valor de atitude, comportamental, comum de todos, que dimensionou a Maçonaria durante toda a sua existência; somos respeitados mundialmente, por igual sermos, em aspectos éticos.

Não podemos confundir ética com lei, pois que ética é uma aliança com normas de conduta, é coisa que não pode ser confundida com leis, pois que uma regra/norma social pode não estar declarada em lei, mas pode estar eticamente caracterizada como atitude fora da conduta padrão ou moral de determinada sociedade.

Durante séculos teve a maçonaria, em seus calcanhares, como contra, governos ditatoriais e diversas ordens religiosas, fanáticos, que desferiram golpes contra nossa instituição, até hoje somos agredidos por diversas origens.

Um maçom quando se conduz dentro da ética ou contra ela, devemos, a maçonaria deve reagir tanto a favor do ato ético como, por outro lado, quanto contra o ato amoral, ou seja, um ato imoral, precisamos reagir de forma proporcional e com idêntica intensidade; A maçonaria deve estar preparada para se expor tanto quando a ética impera, no seu divulgar e mostrar a sociedade o seu valor, quanto quando ela for atingida, reagindo, assim, para se manter limpa e pura. Se o maçom é limpo e puro nos representa, mas se prova o contrário deve ser extirpado do nosso meio.

Fica cada dia mais explicito que a maçonaria não pode se permitir conviver com irmãos não éticos, pois que nosso imperativo é possuirmos bons costumes (ética).

Quero concluir que hoje em dia, creio eu, não são os ataques proferidos e procedentes de fora que são os mais perniciosos para a ARTE REAL, mas o são os ataques internos, pérfidos, que brotam dentro de nossas câmaras; estes, prejudiciais e covardes, são ataques realizados por maçons que foram iniciados via avaliações decorrentes de sindicâncias intempestivas, que não se coadunam e nem se enquadram com os nossos centenários Landmarks e regimentos internos.

A falta de estudo, instruções maçônicas dadas de forma relâmpago, que realizadas através de leituras maçantes e cansativas, sem cobranças, sem saber mínimo exigido, causam, por um lado a ausência de conhecimentos suficientes daquele aprendiz e, por outro lado, através de constantes rompimentos dos interstícios, entre um grau e outro, elevam, maculam, prejudicam e produzem maçons que desconhecem a ORDEM.

O que fazer e como proceder?,…

Somos conhecedores da crise humana que travessamos, principalmente neste último século, onde paradigmas e tabus foram quebrados, banidos e ou modificados, a célula familiar, assim como o átomo, foi rompido, está dividida, aliás, nada mais é indivisível.

O mundo está mudado e uma vez que nos enveredamos por esta trilha novos remédios, pastores, serão necessários surgir.

A Maçonaria precisa voltar a ser o que sempre foi: uma casa de saúde para um mundo enfermo onde os maçons têm se comportar, serem, como curativos e remédios.

A cada sessão reformamos nossos votos de combater os vícios que acometem a humanidade, fomentamos a transformação de nossa pedra bruta em polida, nesta batalha não existe vaga para frouxos e quaisquer que sejam nossas batalhas internas (existem muitas) devemos enfrenta-las na visão maior de em acompanhando os novos tempos, sermos, então, sempre, outra vez, os construtores dos tempos novos que vivemos e que virão.

Assim seja!

Leonardo Garcia Diniz
A.’.R.’.L.’.S.’. Vigilância e Resistência n° 70 – Ilhéus – Bahia.