SER IDOSO E SER VELHO
Hoje mais uma vez tomei conhecimento que já estou fazendo parte do seleto grupo da 3ª. Idade. Se eu disser que estou satisfeito, estarei mentindo, pois se pudesse voltar no tempo, escolheria o ano de 1964. Naquela época eu tinha 17 anos, cheio de vida, idealista, político estudantil, aventureiro e bagunceiro. Época da UNE, do calabouço, do nosso GCA do IME, de Varjão, Franklin e outros amigos, como Ney Melo, Ney Rodrigues, Paulo Vilas Boas, Paulo Preto, Netinho, Ratinho e muitos outros, parceiros, colegas e irrequietos, os quais me acompanhavam nas manifestações estudantis, nos questionamentos que achávamos importantes para nossa tribo.
Questionar e contrariar eram nosso lema, que o digo o Fernando Olimpio, proprietários dos cinemas de Ilhéus: Santa Clara, Brasil e Conquista que teimava liberar a sessões dos cinemas, em dias especiais, para que formandos fizessem promoções, fins angariarem recursos para sua formatura, tirando de nos, estudantes, o direito de meio entrada e reclamando dos nossos direitos, íamos para porta do cinema, interditar os acessos das pessoas a sala de projeção. O Fernando Olimpio ficava doido, chamava o seu cunhado, o nosso saudoso Professor e Advogado Wilson Rosa para tentar reverter à situação e dificilmente conseguia, pois tínhamos o apoio da população que reconheciam nossos direitos. Ate a Policia Federal, temida naquela época, chegou a ser chamada para tentar conter as manifestações. Tempo bom era aquele.
Lembro-me da criação do Colégio Estadual de Ilhéus, no Malhado, seu primeiro Diretor, se não engano, era um policial militar do Estado, Jose Raimundo e logo depois surgiu o eterno Diretor Antonio Carlos. Na época eu era presidente do Grêmio Castro Alves do IME e Superintende da ACEB (Academia Cultural dos Estudantes da Bahia). O primeiro presidente do Grêmio do CEI foi o saudoso amigo Ney Seara, grande pintor da época, suas caricaturas fizeram sucesso. Lembro-me também do inicio do Barravento, tendo a frente Jorge, Orlando e Mario. Nas tarde de domingo tinha a boate do Barravento, onde tomei a primeira bebida alcoólica, a famosa batida “Leite de Onça”, a base de cachaça, amendoim e leite condensado. Lá conheci e convivi com varias colegas. Lá conheci minha primeira mulher. Lindas tardes de domingo. Vale ressaltar que nessa época não existia tóxicos no nosso meio. Aqueles colegas mais afoitam se contentava com um pexixica, conhaque ou outra bebida similar.
Mas voltando para nossa época atual, começo a tomar conhecimento de alguns fatos que me deixou encabulado. Vejo que meus cabelos brancos já demonstram um sinal de velhice. Por exemplo, dias atrás ao pegar um ônibus urbano, fui surpreendido por um jovem que levantou do lugar e me ofereceu sua poltrona para eu sentar. Isto me deixou intrigado, para não dizer irritado. Agradeci ao jovem rapaz e disse para o mesmo que iria saltar no próximo ponto. Outro dia, no domingo de carnaval, estava no restaurante, atrás do balcão, enfileirado com os outros funcionários e me chega à equipe simpática da Secretaria de Saúde, fazendo a campanha da prevenção contra AIDS e distribuía camisinhas. A jovem garota entregou varias camisinhas para meus funcionários e quando chegou a minha vez, passou direto, sem me oferecer a camisinha e ai eu reclamei: que discriminação é esta minha filha? Vou falar com Arouca! Ela ficou meia sem jeito e vi que a mesma estava embaraçada, eu ajudei falando que ainda eu dava nos couros. Ela sorriu e me presenteou com as camisinhas, as quais estão guardadas. Veja vocês à tamanha descriminação com o pessoal da 3ª. Idade.
Hoje, pela manha, fui de novo surpreendido, ao pegar um ônibus da Praça Coronel Pessoa para Av.Petrobras. Outro jovem ofereceu seu lugar para que eu sentasse. Mais uma vez recusei e temo dizer para mim mesmo que ainda não estou velho, embora as aparências enganem.
HÁ poucos dias atrás, na passarela do Álcool – Pontal, estava numa roda de amigos e ai falei para um garota que gostava de ir aos Boleros do Mar e a mesma retrucou que nem morta iria, pois ali é onde se reúne o grupo da GDME (Grupo das Mulheres Encalhadas). Achei aquilo uma grande descriminação e pensei comigo mesmo, que garota imbecil, primeiro porque não era la grande coisas (não era bonita e nem tinha atributos femininos que enchessem os olhos dos homens) e segundo porque ela estava se esquecendo que dentro de pouco tempo era iria alcançar a melhor idade, das belas garotas que freqüentam a casa do Sargento Aloisio.
Em tempo: Gosto do Bolero do Mar; Gosta de Dançar e Gosto de Brincar.
Finalizando queiro deixar uma frase que conseguir captar na Internet para que possamos meditar:
“As rugas do idoso são bonitas porque foram marcadas pelo sorriso; as rugas do velho são feias porque foram vincadas pela amargura. Em suma, o idoso e o velho podem ter a mesma idade no cartório, mas têm idades diferentes no coração. Que você, idoso, tenha uma longa vida, mas nunca fique velho”.
Se você quer saber qual é a diferença entre SER IDOSO E SER VELHO, acesse o link abaixo:
http://rogerom.vilabol.uol.com.br/mensagens/ser_idoso_e_ser_velho.html
Eduardo Carvalho – Siri



























































Meus amigos, me desculpe pelo erro. Quando comecei a escrever sobre o assunto em pauta, nao sabia qual a diferença entre IDOSO e VELHO. Interrompir o texto, fui ao GOOGLE, interroguei o mesmo sobre a diferença e realmente nao sou VELHO não, com muita satisfação posso dizer que sou IDOSO.
Eduardo – Siri
Prezado amigo e ex-colega SIRI:
Parsbéns pelo brilhante e lúcido artigo. Ele retrata fielmente voce,uma pessoa alegre, comunicativa e DE BEM COM A VIDA E COM MUINTA PAZ DE ESPÍRITO. Ah, acrescente ao seu artigo; “jovens do presente (bebês), jovens do futuro (adolescenes) e jovens do passado (nós0, porpque ninguem nasce idoso ou velho. Estou esperando vc. abrir o crediário em seu estabelecimento comercial para lhe fazer uma visita.
Abs, pedro alves.
parabéns Dú pelo artigo escrito, como sempre vc sábio, inteligente e educado, é isso mesmo a (juventude) que aí está se acham no direito de pensar que são melhores que nós, pura ilusão pq jamais irão viver o que vivemos, jámais irão fazer o que fizemos, pois não sabem viver, curtir a vida do geito que nós fazemos com respeito,e dignidade, com a idade que tenho também não me sinto velha, frequento o Boleros do mar com muito gôsto e pra ser sincera adoroo… não esquente meu amigo vamos viver o que ainda temos que viver sem nos preocupar com com esses preconceitos. BJOS. ASS: SÔNINHA.
PARABÉNS Dú!!!