Perdi hoje um grande amigo. Um verdadeiro amigo.
De: Mohammad
Assunto: Perdi hoje um grande amigo. Um verdadeiro amigo.
Corpo da mensagem:
Acabo de perder um grande amigo. Um amigo muito querido por todos aqui em casa. Desses amigos com quem nos acostumamos vê-los de manhã, tarde e noite. Que estando sempre conosco, sabem quando estamos tristes, alegres, aborrecidos, magoados, felizes e ate doentes. Sabe como é? Aquele olhar perscrutador porem cheio de carinho; aquele carisma sensorial indescritível; aquele apego afetivo que transcende as simples necessidades materiais. Algo metafísico, alquímico que nos desconcerta a razão humana e nos fazem crer que Alláh Supremos que criou-nos homem, também manifestou o seu poder infinito através os animais, em especial o cão.
Desde que nos foi presenteado por um querido amigo e adentrou a nossa casa; veio com alegria e os burburinhos de criança. Roia nossos sapatos; saltava para tirar toalhas de banho do varal com as quais brincava e invariavelmente rasgava-as. Mordicava nossos pés; corrinha todo molhado para o abraço e atirava-se sobre nós confiante do afeto que de fato receberia em troca. A roupa agente trocava depois; porquanto seria uma burrice estúpida, esnobar tanta afetividade vinda daquele cãozinho adolescente, que nos trouxe tantas alegrias.
Pois é, esse cãozinho adolescente foi criado por nós e cresceu brincando com meus netos à época com dois e seis anos como se fossem três crianças, correndo, bagunçando, simulando lutas e outras brincadeiras. Pois é, esse amigo adolescente cresceu para amigo ainda mais amigo como um cão adulto. Um enorme Hotweiller pesando setenta quilos de músculos; uma cabeça imensa, a que algumas pessoas costumam chamar de “cabeça de touro”; na verdade um animal puro sangue oriundo da genética campeã desenvolvida na Alemanha a partir da combinação das linhagens Burghtan e Daygorows, que resultou nesse espécime de admiráveis qualidades.
Obediente, disciplinado, fiel ao extremo, firme e corajoso aos comandos, sempre atento a tudo à sua volta; excelente guardião, porte atlético, ágil e fortíssimo. Pois é; ele se foi hoje. Levou muito da nossa alegria e deixou-nos uma imensa saudade. Os anos em que desfrutamos da sua companhia serão inesquecíveis. Nunca mordeu ou machucou ninguém. Sua autoconfiança e porte avantajado já eram o bastante. Entretanto, esse gigante com coração e natureza bondosa, adorava crianças e se derretia todo com os afagos daqueles que, corajosamente, após perguntarem: _ “posso chegar e pegar nele” e espantados, recebiam um: _ Claro! Pode sim! Nunca tivemos acidentes ou sustos maiores.
Ultimamente vinha demonstrando o peso da idade sobre o seu enorme porte físico. Começou tendo dificuldades para andar; depois para levantar-se, ate finalmente permanecer sempre deitado, receber alimentos e água na boca, asseio e banho deitado, pois ara assim que estava fazendo suas necessidades fisiológicas. Um sofrimento para todos nós que o vimos definhado pele inexorável efeito da provectude que lhe causaram os anos vividos. A velhice chega um dia para todos nós.
Hoje, aí pelas onze horas, eu fui dar uma olhadinha nele La no seu canil. Notei que ele estava um pouco agitado, tentava movimentar-se, seu demonstrava desconforto e alguma angústia. Aproximei-me depressa, amparei sua cabeça sobra a minha perna; dei-lhe alguns biscoitos de maisena, que ele aceitou com gosto e, em seguida, dei-lha água na boca, que ele bebeu com certa avidez. Em seguida mais tranquilo ele olhou diretamente para os meus olhos como se quisesse dizer-me alguma coisa. Foi um olhar diferente, carregado de ternura, gratidão e despedida. E morreu assim, olhando-me com ternura. Nunca imaginei que um cão na sua irracionalidade, pudesse transferir tamanho sentimento tão humano de despedida e amor.
Foi com esse olhar que ele se foi para sempre dessa vida. Deixou um vazio enorme e uma saudade que nenhum cão nesse mundo será capaz de preencher ou substituí-lo em nossa memória e gratidão pelo partilhar da sua alegre companhia.
O nosso cão chamava-se Huday; tinha quase treze anos. Ele morreu hoje entre as nossas lágrimas amigas e o nosso grato afeto. Nunca mais criarei nenhum cão. Quando eles chegam, trazem-nos alegrias e felicidade. Quando se vão, fica uma saudade enorme que nos doe por longo tempo.
Adeus Huday. Sempre nos lembraremos de você com muito carinho e gratidão.
—
Esta mensagem foi enviada através do formulário de contato do site R2CPRESS | A Letra Fria da Verdade http://www.r2cpress.com.br/v1



























































Atualmente estou aprendendo a viver melhor tendo o contato direto e diário com os animais, em especial com os cães, tenho 3: uma familia ( pai,mãe e filho) e digo que eles são muito melhores de lidar e conviver do que certo tipo de pessoas que se comportam piores que os animais. Dá para imaginar o vazio que fica quando perdemos estes verdadeiros amigos. Como o tempo a pessoa se conforma e depois que criamos outros se supre a carência. Ninguém é feliz neste mundo tendo amado apenas uma vez.
Amigo, meus sentimentos. Faço ideia do que você está passando, alias nao quero nem pensar, tenho meus dois anjinhos aqui que são membros da familia…rsss…amo demais os animais…
Um abraço de conforto.
Gilvania
Meu amigo, sei bem o que passou…estou passando hoje…meu grande amigão, KIMI, pastor de quase 14 anos, mancou, e deixou de andar, tendo que receber alimentos e água na boca, bem como seu Huday…
Mas com uma diferença…a pele não aguentou o peso do corpo…e aparecera, enormes feridas, causando muita dor e sofrimento a ele e a todos nós que acompanhamos este ser querido, inocente e iluminado por quase 14 anos.
Perdi seu irmão faz 1 ano por conta do Lupus.
Não quero mais sofrer, e muito menos vê-lo chorar de dor.
Daqui à pouco…ele irá embora…e suas dores vão acabar.