O QUE HOUVE COM O FENÔMENO ELEITORAL DE 2008?
O fenômeno eleitoral de 2008, Newton Lima, pode se transformar numa histórica vergonha eleitoreira caso não se esforce para mudar os rumos de sua trajetória como prefeito, evitando assim a antipatia da população, por já classificá-lo antecipadamente como o pior prefeito que ilhéus já teve, superando inclusive as expectativas do ex-prefeito Valderico, do qual foi o aliado vice-prefeito e sucessor, quando herdou o mandato após o seu impeachment em 2007. Por quê?
O Prefeito de Ilhéus Newton Lima vem se revelando um embaraço para os quase 63% de eleitores que votaram nele em 2008. Foram esses eleitores que garantiram lhe um invejável percentual de votos válidos na sua reeleição em 2008, contra uma minoria de 37% que profetizava o fiasco de sua administração.
O eleitor tem dificuldade de imaginar ou calcular tamanha incoerência, para não dizer incompetência, segundo dizem os populares nas ruas. Notadamente esse é um governo instituído por facções de coligações contraditórias que não somam em prol do povo nem tão pouco do município tal a constante troca de secretariado. É um governo municipal que bóia na água, que destrói as coisas e depois chora porque não tem dinheiro para reconstruir e, quando tenta refazer, faz mal feito, aí tem que destruir de novo para consertar. Não sabemos o custo das obras inacabadas. O tempo passa e essas obras nunca são terminadas, visivelmente a saúde adoece enquanto o dinheiro público escorre pelo ralo.
Não estou inventando fatos. Essa aventura política está custando caro aos cofres do município.O exemplo marcante é do Hospital São José, da Rua Sá Oliveira e da Praça José Joaquim Seabra, Centro. A praça popularmente conhecida como J.J. Seabra está horrível! Ali se encontra um dos mais movimentados pontos de ônibus da cidade de Ilhéus, onde milhares de pessoas, talvez inclusas nesse majestoso percentual eleitoral, passam diariamente. É também um ponto importante de taxistas e estabelecimentos comerciais, que são os anexos do quarteirão Jorge Amado, outra obra de governo anterior que ficou feia e custou uma fábula de dinheiro. Todas as pessoas que circulam por ali são laboriosas e merecem respeito, chova ou faça sol. Esse logradouro virou um calçadão inacabado de pouco mais de vinte metros de extensão e a praça encontra-se sem acabamento definitivo por causa do quebra-quebra. Sem exageros, retratam uma vergonha para Ilhéus. A praça, pela importância e movimentação de cidadãos, empresários e profissionais taxistas, deveria ter um banheiro público, ter um abrigo de ônibus onde as pessoas não ficassem amontoadas tomando chuva, ou de uma reforma que proporcionasse conforto e beleza aos ilheenses e turistas que por ali circulam. O prefeito é vaidoso com sua aparência, isso não é crime, é uma questão de estima pessoal. Ótimo! Mas a população de Ilhéus também é vaidosa para com sua cidade, ela gostaria de ver de volta a “Belle Époque”, quando era chamada de a Princesinha do Sul.
Essas reformas começaram faz dois anos. São projetos de pequeno porte que se tornaram onerosos, mal concebidos, mal executados e não tem prazo para conclusão. Nesse ínterim, outras dezenas de obras estão espalhadas pela cidade na mesma situação, não concluídas por falta de verbas e se degradando antes mesmo de serem finalizadas e inauguradas.
Diz a sabedoria popular: “Quem não tem competência para construir, cuidar ou conservar, tem o dom de destruir, abandonar, desperdiçar ou fazer mal feito.”.
Aproveitando essa deixa, o povo está assombrado com o belo artigo de D. Maria Luiza Heine, pessoa de grande prestígio e credibilidade, cujos valores e dignidade são inegociáveis, assim como os de muitos cidadãos de bem das diversas classes sociais dessa cidade. A foto mostrada no seu artigo muito difere do que estamos vendo hoje. Absurdo! Com certeza esses cidadãos, mais as instituições e empresários sérios, se aliarão às causas nobres em defesa do bem publico, em especial, a favor do prédio da Biblioteca Municipal, patrimônio arquitetônico de incalculável valor histórico e cultural de Ilhéus e cobrarão providências.
Estamos vivenciando um governo municipal que não demonstrou compromisso e respeito para com 63% de eleitores que votaram nele. Sem projetos sociais duradouros, que não conclui uma obra se quer; que está visivelmente fragmentado e enfraquecido, que não tem projetos ou metas futuras consistentes. Que compromisso teria o governo de Ilhéus para preservar o prédio General Osório – Biblioteca Pública? A população quer saber, qual o papel e a participação da Câmara de Vereadores nesse contexto? Ostracismo político? Omissão? Conivência? Subserviência entre o poder legislativo e executivo? O povo pergunta e quer respostas.
Se essas autoridades que estão aí constituídas não se importam com o bem do município e seu povo, fatalmente condenarão esse prédio às ruínas por omissão. Certamente a demolição seja a solução, como fizeram com a fábrica de chocolate Kaufman. Não se iludam ilheenses, lamentavelmente já perdemos as esperanças. É disso aí para pior.





























































É verdade, constantemente me pergunto onde poderia estar aquele fenômeno eleitoral que prometeu, dentre outras coisas, livrar a nossa cidade dos maus políticos que não estavam aptos à administrá-la.
Me pergunto também, onde estaria aquela onda cidadã, que indignada com a má gestão pública do Ex-Prefeito Valderico Reis, o expulsou de nossa prefeitura, com um dos mais sublimes atos cidadãos de consciência política: o impeachment. Alegro-me em saber que existem pessoas que observam até que ponto nossa princesinha chegou. Derrubar patrimônios históricos? Ou pior, permitir que chegasse a tal ponto o completo descaso?
Sou jovem, e imagino como seria Ilhéus naqueles tempos de glória e beleza. Aliás, me pergunto onde foi parar aquela Ilhéus, que meus pais e avós sempre contam, e se algum dia irei vê-la.
Orgulho-me da minha cidade, em toda a sua extensão. E espero que algo seja feito, enquanto ainda me restar esperanças.
Ilheus vem sofrendo a falta de um prefeito ha mais de 20 anos
Nao estavamos vendo pespectivas nestes que estão ai estão se apresentando como futuros candidatos. É uma pena !
Estamos pagando pela omissão de pessoas honestas e que amem Ilhéus nao se apresentarem.
A nossa Camara de Vereadores é uma vergonha!
Votar em quem????????????????????????????????? pelo amor de Deus??????
Caro Paulo de Oliveira.
Ainda semana passada conversando com um amigo empresário e cacauicultor tradicional sobre o governo de Ilhéus e, em particular, a caótica situação em que se encontra nossa cidade; quando tive a inusitada óportunidade de ouvir desse amigo de muita boa fé, o seguinte comentário: ”_ Coitado do Newton. Ele não sabe de nada que se passa às suas costas! Não sei quando ele vai ficar sabendo disso tudo e tomar as rédeas situação a que o estão levando.” (!) O sinal de exclamação é meu.
Confesso que a boa fé e a honestidade de princípios desse amigo me fizeram admirá-lo ainda mais, não obstante a ingenuidade de sua índole e sua credulidade desperdiçada.
Newton é o que é e, cercou-se volitivamente sem imposições ou constrangimentos, do que tinha de mais próximo e condizente ao seu perfil e valores de homem público e de pseudo-administrador. Para mim, uma escória de rejeitados da opinião pública. Algo inaproveitável, incompetente e em absoluto desuso na atualidade, porem, valioso sob os critérios de Newton e os fins instrumentalistas a que se destinam.
Aceite o meu apreço e apoio ao seu coerente e comedido texto. Muito bom.
Quanto ao tempo para recuperação; esse já se exauriu há muito. Já estamos assistindo o aglomerado de urubus discutindo a partilha futura de Ilhéus em 2012, mesmo enquanto ainda viva, agonizante, por consequência desse governo que a todos envergonhou e constrangeu pela inépcia e incompetência emblemáticas. Os abutres já estão prontos para cairem sobre que restar de Ilhéus após a era Newton Lima em parceria com essa Câma de Vereadores.
MEU VOTO NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES SERÁ NULO. NÃO CONFIAREI NUNCA MAIS EM NUNGUÉM. A CARA DE BOM MOÇO FOI UM ESCALDO DEPLORÁVEL.
Fico aqui a pensar com meus botões. Uma cidade do Japão foi arrasada por um terremoto e tsuname, sem contar o perigo da radiação nuclear. Nela uma estrada foi completamente destruida e as autoridades a reconstruiram completamente em seis dias. 30 km. Ficou melhor que antes. A diferença de essa cidade para Ilhéus, ou outra qualquer cidade brasileira chama-se corrupção. Ai em Ilhéus segundo me falam, todos os secretários, vereadores e prefeito estão ricos e bem de vida, os funcionários e professores estão com os salarios atrasados, o hospitais publicos estão falidos, e o povo assiste tudo como se fosse a caisa mais normal do mundo. Reluto comigo mesmo para não acreditar nesse boato, mas, diante dos fatos existem muitas coincidências que me provam o contrario.O prefeito pode ser inexperiente mas como inocente existe muito babado para pouco tecido. Acabem a corrução que a cidade vai melhorar.
Oi Roberto.
Saude e Paz!
Eu, por engano, confundi o nome da praça em questão, veja como é o correto.
ERRATA
Onde se LÊ
O exemplo marcante é do Hospital São José, da Rua Sá Oliveira e da Praça José Joaquim Seabra, Centro. A praça popularmente conhecida como J.J. Seabra está horrível! Ali se encontra um dos mais…
O CORRETO É:
O exemplo marcante é do Hospital São José, da Rua Sá Oliveira e da Praça Coronel Antonio Pessoa da Costa e Silva, Centro. A praça popularmente conhecida como Cel. Pessoa está horrível! Ali se encontra um dos mais…
Obrigado