A TRAPALHADA JURÍDICA DO DR. FAVARETO

Anísio Cruz – Julho 2018
Algumas coisas, de tão bem planejadas, merecem uma boa reflexão quando, por algum motivo, não dão certo. Essa história do HC de Lula, em pleno pós copa (para o Brasil), num final de semana, em pleno recesso do poder judiciário, é uma delas. Senão vejamos:
O Desembargador Favareto, plantonista escalado pela primeira vez, neste ano, foi filiado ao PT por cerca de 20 anos, pouco mais, pouco menos, nunca foi um juiz de carreira concursado, como seria desejável para que ocupasse a magistratura, mas foi assessor de José Dirceu, trabalhou na Casa Civil no governo Lula, e Dilma, e foi por ela nomeado Desembargador para o TRF4, em Porto Alegre, superando assim, a necessidade de prestar concurso, e galgar os postos de carreira, como os demais juízes. Exatamente no seu plantão, e apenas meia hora após assumir o posto, chegou às suas mãos, encaminhado por três deputados petistas, o pedido do HC, instrumento pelo qual o presidiário Luiz Inácio Lula da Silva, julgado e condenado em 1ª, e segunda instâncias, pelo Juiz Sérgio Moro, e pelo pleno daquele colegiado, onde também foram julgados diversos recursos encaminhados pela defesa do ex-presidente, e que foram encaminhados teimosamente ao STF, sendo rejeitados em todas as oportunidades, como bem sabemos, o que determinou o despacho para que fosse emitido o competente mandato prisional, pelo Juiz Sérgio Moro. Agora como plantonista escalado, o Desembargador Favareto se julgou no direito de acatar o recurso, determinando que fosse emitido o Alvará de Soltura, que livraria o ex-presidente do cumprimento da sua pena. Não contava, o referido Desembargador que, mesmo estando em férias, o Dr. Sérgio Moro, defensor intransigente da moralidade pública, interviesse na questão, declarando publicamente a incompetência daquele Desembargador, para reavaliar um decisão do colegiado daquele Tribunal Regional. Ainda assim, o Dr. Favareto insistiu, e por mais duas vezes intentou contra a legalidade, mesmo depois da intervenção do Relator do processo, o Desembargador Gebran Neto (também em recesso), negando a soltura, até que houvesse a intervenção definitiva do Presidente daquela corte, o Desembargador Thompson Flores, que usando a prerrogativa do cargo, determinou o envio do processo ao gabinete do Relator, cancelando o Alvará de soltura.
Uma verdadeira trapalhada criada açodadamente pelos Deputados petralhas, com o intuito de se aproveitarem do recesso do TRF-4, pegando o povo brasileiro ainda anestesiado pela prematura desclassificação da Copa da Rússia, para verem solto, inescrupulosamente, aquele que, por diversas vezes foi julgado culpado, e contra quem foi emitida sentença condenatória e ordem de prisão, como todos sabemos.
Mas as coisas não me parecem tão inocentes assim. Com certeza, por detrás de tais “malabarismos”, havia (ou há), uma maquiavélica intenção de, libertado o ex-presidente, fazê-lo evadir-se do país, para que, de lá do seu refúgio, comandasse a sua turba durante a campanha que se aproxima, interferindo no pleito sucessório de modo a comprometer o resultado das urnas, a seu favor. Para isso, nem precisaria cruzar as fronteiras do nosso país, e bastaria transpor os portões de alguma embaixada de países coligados, onde receberia abrigo, e tratamento de refugiado político, sem que nada pudesse ser feito para coibi-lo.
É como penso nesse meu retorno ao R2CPress, de onde fiquei afastado, por algum tempo, para lhes dar o merecido descanso.


























































