A CEPLAC SE ESQUECEU DO SEU PRÓPRIO LEMA: “SÓ CRESCE QUEM RENOVA”.
Pesquisador aposentado e ex-diretor da CEPLAC/CEPEC
luizferreira1937@gmail.com
Na década de 1970, a CEPLAC implantou o PROCACAU – Programa de expansão da Lavoura Cacaueira, contemplando não só a implantação de novas áreas cacaueiras, tanto na Bahia/Espírito Santo, quanto na Amazônia, como metas de renovação dos cacauais velhos.
E o chamamento a essa empreitada inovadora, convocando todos os produtores, encetando uma campanha exitosa, foi através de um bordão, “Só cresce quem renova”.
E como escreveu recentemente (abril/2018), Walmir Rosário, no “Bahia On Line”, tal slogan foi responsável pela recuperação e transformação da lavoura cacaueira da Bahia e, consequente, da nossa região, por tornar a cacauicultura uma atividade produtiva e rentável. Os resultados, apesar da resistência inicial em voltar a investir na lavoura, nos fez conhecer um período dos mais ricos da nossa história, com o cacau alcançando US$ 5 mil a tonelada no mercado internacional.
Por todos os 4 cantos sul-baianos, outdoors foram espalhados impregnando na cabeça de todos a feliz frase criada por Tony Castro, funcionário da CEPLAC, que inteligentemente traduziu o sentimento do próprio Órgão, um exemplo da criatividade, fator de renovação constante.
Para crescer é preciso estabelecer metas, preparar-se para os novos desafios e exercitar a capacidade criativa do ser humano. A CEPLAC nasceu sob esse estigma, renovando-se por 30 anos iniciais.
E neste contexto, a importância dos Recursos Humanos, cujo investimento possibilitou inteligências voltadas ao desenvolvimento da região do cacau.
O Professor Zeferino Vaz (im), Reitor da UNICAMP já dizia que uma “Instituição de P&D se faz com cérebros, cérebros, cérebros”. E o Roqueiro baiano, Raul Seixas: “Prefiro ser uma metamorfose ambulante”.
E não é que a CEPLAC rasgou o seu Decálogo gerencial, enterrou o seu Mote e passou a viver um presente de passado, sem visão de futuro!?
Não houve renovação, sobretudo no seu capital social, e, como ela mesma sabia, teria que fazê-la sempre, sob pena de decrescer, de se apequenar, de perder a sua utilidade à medida de novos requerimentos demandados.
Foi o que aconteceu. Nos últimos 32 anos não contratou ninguém à medida que o quadro funcional esvaziava por aposentadorias, mortes e saídas incentivadas. Logicamente, os programas foram reduzindo e a Instituição murchando.
E o “Hoje” da CEPLAC? De quase 5 mil servidores em seu apogeu, exercendo atividades de desenvolvimento regional, conta com menos de 20%, com o agravante da “pole position” previdenciária, com a maioria com mais de 40 anos de serviços.
A continuar essa ignomínia, o Órgão caminha a passos largos a se transformar numa nova FEB – Força Expedicionária Brasileira- que, a cada ano
decresce a participação dos bravos soldados nos desfiles de 7 de setembro, já todos senis.
E, nessas condições, o que se fazer para a recuperação da CEPLAC? Mudar de sigla, sair de um quadrinho para outro penduricalho no MAPA, entregar a EMBRAPA, juntar-se à UESC e outras “químicas”? Tudo isso converge à procrastinação do problema, seja por ignorância ou por estratégia de fechar as suas portas sorrateiramente, de modo covarde ante aos produtores que a criaram
Qualquer solução passa pela renovação imediata do quadro funcional, a exemplo do grupo de pesquisadores, cujo reforço vai exigir a contratação de 20 pesquisadores, já com treinamento ao nível de mestrado, que seriam “tutorados” pelos experientes da Casa, antes de se aposentarem, por um período mínimo de 6 meses, numa transição racional e producente. (Maceió, AL, 09-10-19)





























































CONVERSA FIADA, LASCARAM A REGIAO E A CEPLAC FOI UMA GRANDE CULPADA, FUNCIONARIOS CRIMINOSOS CONTAMINARAM FAZENDAS INTEIRAS.. DEIXANDO 200 MIL PESSOAS FALIDAS E COM FOME, DEPOIS VIERAM COM UM PARTIDO DE MERDA ACHANDO OS SALVADORES DA PATRIA E FECHARAM A TAMPA DO CAIXAO….