Cibersegurança no governo: em ano de eleição, a segurança digital deve ir além das urnas
Em uma sociedade cada vez mais digital, em que os perigos de ataques e fraudes eletrônicas, bem como da disseminação massiva de fake news se multiplicam diariamente, é necessário estar cada vez mais atento à cibersegurança. Os sistemas de proteção devem garantir o tráfego da informação de ponta a ponta – isso engloba desde as questões físicas, como apagões, inundações, incêndios e outros acidentes no espaço de armazenamento, até as situações tecnológicas, como defeitos técnicos, bugs, vírus, invasões e ataques.
A 9ª Pesquisa Nacional de Segurança da Informação, realizada pela Modulo Security, aponta que 35% das empresas brasileiras tiveram perdas provenientes de incidências cibernéticas nos últimos 18 meses. Entre elas, 65% não conseguem quantificar o valor dos prejuízos, 22% apresentam danos de até R$ 50 mil, 4% entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão e 1% perdeu mais do que esse valor. No âmbito internacional, 71% afirmam já terem sofrido prejuízo de US$ 5 milhões.
Em um ano eleitoral, quando todo o cenário social se modifica, as possibilidades de fraudes podem aumentar. Os riscos vão desde a espionagem dentro de governos, roubo de dados para manipulação de pesquisas, roubo de identidade para duplicação de votos, ataques de notícias falsas, entre outros tipos de interferências.
Para evitar a manipulação ilegítima de dados e interferências indevidas na operação de empresas e governos, torna-se cada vez mais importante investir em tecnologia e inovação. No universo empresarial, a estratégia ainda diminui riscos para os negócios por meio da confidencialidade, disponibilidade, autenticidade e legalidade.
Em uma era de polaridade política, as urnas eletrônicas também foram alvo de muita desconfiança nos últimos meses. A questão é que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já se adiantou nessa estratégia de proteção de ponta. Hoje existem mais de 30 camadas de tecnologia para garantir a idoneidade do processo eleitoral eletrônico e mitigar possíveis erros.
A urna eletrônica começou a ser usada em 1996, justamente com o objetivo de impedir a intervenção humana e a corrupção na contagem dos votos. Ela funciona de forma isolada, sem conexão com nenhum dispositivo de rede como internet, wi-fi e bluetooth – o que evita os ataques de hackers. Os únicos cabos do aparelho são o de energia e o que conecta o aparelho ao terminal do mesário.



























































