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VERDADES SOBRE O USO DA MACONHA

Esta semana comentei como cidadão sobre a polêmica da marcha da maconha tão bem escrita neste veículo de notícias pelo Delegado Archimedes Marques, e foram elaboradas opiniões democráticas sobre meu comentário.
Agora escrevo e publico este artigo como PROFISSIONAL da área de Segurança no Trabalho, onde o tema DROGAS, faz parte do trabalho desta classe profissional, e meu comentário então, passa a ter um caráter Técnico e informativo. Cabe então aos usuários da droga avaliar se vale a pena continuar a utilizá-la, ou tentar se afastar dela definitivamente.
A Cannabis Sativa, popularmente conhecida como Maconha é uma planta originária da Ásia Central e conhecida há séculos – Seus primeiros registros são de mais de 200 anos a.C..
Era empregada para a fabricação de cordas, fibras têxteis, palitos e até papel, bem como para fins terapêuticos como, analgésico, e liberação de gases intestinais. Foi introduzida nas Américas pelos Espanhóis no século XVI, e, na segunda metade do século XIX fez parte de medicamentos produzidos nos Estados Unidos, acompanhando a indicação de analgésico, antiespasmódico e dilatador dos brônquios.
No início do século XX, o interesse médico pela Cannabis Sativa diminuiu em detrimento da morfina e barbitúricos, que apresentaram melhores resultados. Nos anos 60, a planta aumentou seu consumo pela juventude, através do movimento hippie, mas que foi perdendo destaque para as drogas inalantes e pela cocaína a partir dos anos 80, o que denota claramente que a maconha é um trampolim para outras drogas na maioria dos casos.
Em meados do século XX, os cientistas identificaram os efeitos colaterais da planta, e seu uso foi extinto pelas farmacopéias, onde foi proibida por lei em diversos países.
Durante esta proibição, surgiu uma nova variedade da erva chamada SKUNK ou SUPERMACONHA, produzida em laboratórios clandestinos, onde seus efeitos são dez vezes mais potentes que a comum, pelas altas concentrações de THC, e onde são encontradas mais de 60 substâncias canabióides.
A maconha age no cérebro da seguinte forma:
  • CORTÉX FRONTAL: Controla o comportamento humano, e é onde a euforia tem origem
  • NÚCLEO ACUMBENS: Sedia o mecanismo que causa dependencia.
  • HIPOCAMPO: Setor do cérebro que armazena as informações, e quando atingido perde-se a memória.
  • CEREBELO: Setor que responde às alterações da coordenação motora.

Quando a droga chega ao cérebro, estimula a liberação de dose extra de neurotransmissor, provocando sensações de prazer. Com a continuidade do uso, o usuário tende a depender e sentir que necessita buscar aumento da dose para obtenção do mesmo efeito anterior, fazendo essa dependencia se agravar continuamente.

Efeitos da Maconha no organismo:

  • Inicialmente euforia – sensação de bem estar, felicidade, relaxamento.
  • Posteriormente perda da definição de tempo e espaço.
  • Diminuição da coordenação motora – perda do equilíbrio e estabilidade de postura.
  • alteração da memória recente.
  • Falhas nas funções intelectuais e cognitivas.
  • Pensamento mais rápido que a capacidade de falar.
  • Idéias confusas.
  • Aumento da frequencia cardíaca de 60/80 batimentos por minuto para 120/140 bpm ou mais – portanto srs. cardíacos, CUIDADO.
  • Avermelhamento dos olhos e secura na boca e garganta.

Quando doses mais altas são absorvidas, os efeitos são:

  • Alucinações, ilusões e paranóias.
  • Pensamentos confusos e desorganizados.
  • Despersonalização.
  • Ansiedade e angústia que podem levar ao pânico.
  • Medo da morte.
  • Incapacidade sexual, pois diminue os testosteronas em mais de 50%, enquanto se consome.

A longo prazo, os efeitos são mais devastadores:

  • Maior risco de desenvolvimento de câncer nos pulmões.
  • Facilidade de infecções pela diminuição das defesas no organismo.
  • Tosse crônica e dor na garganta.
  • Aumento do risco de isquemia cardíaca.
  • Alteração dos batimentos cardíacos.

Portanto, é impossível se dizer que o consumo de maconha não faz mal. É um vício, e como tal, considerado como doença, e com certeza, não trará resultados positivos com o passar do tempo.
Além do mais, a maconha chega ao usuário por intermédio de um preposto de traficante, o que ocasiona o fortalecimento do crime organizado, como já está acontecendo em todo o Brasil de uma maneira já insurportável, apesar de todo o empenho Policial em frear a criminalidade.

A pesquisadora Americana, dra. Karen Bolla, disse que a maconha não é inofensiva como muitos pensam, e que poucas doses podem causar sérios problemas, principalmente nos mais jovens.

Portanto amigos, é correr atrás do prejuízo, começando por entender como a maconha age e seus efeitos, e ajudar as novas gerações a que não caiam no vício.

Téc.Indl. EDUARDO GRISI
Consultoria Técnico Industrial
Engenharia Eletromecânica
Tecnologia em Segurança no Trabalho

(75) 9144-2170

4 respostas para “VERDADES SOBRE O USO DA MACONHA”

  • Thiago says:

    Para Eduardo Grisi

    SE POSSÍVEL GOSTARIA QUE FOSSE POSTADO COMO ARTIGO NO BLOG

    Verdades? Sobre o uso da maconha.

    Que bom que o debate tem interessado e mais uma vez postou-se uma opinião
    sobre o uso da maconha.
    Gostaria de ressaltar que a decisão de Supremo Tribunal Federal não liberou o uso da cannabis, mas apenas a oportunidade do debate, infelizmente no nosso país as pessoas não estão acostumadas a ouvir os diferentes pontos de vista sobre uma questão procuram permanecer sempre com a mesma perspectiva, defendendo-a como uma verdade divina.
    Sobre o texto postado pelo Eduardo Grisi faço uma importante observação: o texto traz uma série de informações mas não cita as FONTES de onde saíram estas informações. O advento da internet nos trouxe uma imensa possibilidade de acesso a conteúdos nunca antes visto, no entanto é preciso prezar pela qualidade destes conteúdos. Portanto é possível afirmar com total certeza que o texto postado pelo PROFISSIONAL Eduardo perde a sua força, já que o mesmo não é pesquisador da área de drogas, e o mesmo não diz em que fontes se sabeia para fazer um conjunto de afirmações sobre um assunto que não domina.
    Entretanto, fazendo um pesquisa no google, já que o texto não cita as suas bases de informação, encontrei material semelhante no sítio de um vereador carioca chamado Dr. Jorge Manaia, combatente declarado da maconha e de outras drogas, Capitão Médico da PM carioca e Evangélico atuante, que em seu site utiliza a mesma pesquisa, da Dra Karen Bolla, citada no texto do Eduardo Grisi como argumento para a proibição da Cannabis.

    Em relação aos danos causados pelo uso da maconha listados no texto alguns são questionáveis pois não há comprovação científica e/ou as fontes não são fidedignas.
    É interessante perceber que o texto do Grisi não cita os benefícios do uso da maconha, já que esta a sua substância ativa o THC já é a muito tempo utilizado para tratamento médico ( leia reportagem preconceituosa mas ilustrativa da revista veja: http://veja.abril.com.br/300699/p_062.html)

    Vendo a citação da pesquisa da Dra Karen Bolla nos referidos textos resolvi avançar nas pesquisas e percebi que há informações que foram OCULTADAS em relação ao contéudo e objetivo da pesquisa, sem contar que a mesma encontra-se em inglês, o que dificulta ainda mais a sua leitura. Assim sendo, encontrei uma apreciação da pesquisa da Dra Karen Bolla feita pela Associação Brasileira do Uso do Álcool e outras drogas (http://www.abead.com.br/noticias/exibNoticia/?cod=109).
    O primeiro aspecto que não é mencionado sobre a pesquisa da Dra Karen Bolla é que o seu foco se direciona para as pessoas que utilizam um consumo PESADO da Cannabis Sativa. O segundo aspecto bastante relevante é sobre o objetivo da pesquisa, que visa identificar se há efeitos negativos duradouros após 28 dias de abstinência por partes de usuários pesados da maconha. O terceiro e mais importante aspecto é a conclusão do estudo da Dra Karen Bolla que afirma:
    “Conclusões:
    – Usuários muito pesados de maconha tem performances com decréscimos persistentes depois de 28 dias de abstinência na áreas:
    – memória visual, memória verbal, funções executivas, percepção visual, velocidade psicomotora e destreza manual” (Abead,2007)

    A pesquisa realizada pela Dra Bolla não é final, é apenas mais uma informação para o debate acerca do uso da Cannabis Sativa. Não se sabe por exemplo se após 3,6 ou 9 meses de abstinência as perfomances dos antigos usuários voltem a seus níveis normais, para isso serão realizadas novas pesquisas. Lembrando que se trata de usuários pesados de maconha.

    E por fim, em várias pesquisas disponíveis encontradas na web não foi encontrada comprovação científica da associação entre o CONSUMO da maconha e a NECESSIDADE de dosagem mais fortes que levassem ao consumo de outras drogas, nem a dependência química ou o vício como coloca o Eduardo em seu texto.

    Mais uma vez disponibilizo a matéria da revista Superinteressante de Agosto de 2002 que ajudar a iniciar o debate sobre a MACONHA.
    VALE A PENA LER!!!

    Para ver online:

    http://pt.scribd.com/doc/53384332/A-verdade-sobre-a-maconha

  • Carlinhos says:

    Por incrível que pareca Correinha não falou nenhuma mentira…

  • guimaraes says:

    Ninguem quer maconha como remedio nao, quer é fumar mesmo na rua nos bares em frente a nossa casa.

    SOU CONTRA A LIBERALIZAÇAO.

  • COMBATENTE says:

    Lembro que esse debate começou quando a Suprema Corte, por maioria, aprovou a marcha para liberação da maconha no país, respaldando-se no preceito constitucional da “liberdade de expressão”. No meu entender deve existir sim essa liberdade, pois do contrário não seríamos uma democracia (não diria na acepção da palavra), entretanto desde que não induza quem quer que seja a enveredar pelo mundo das drogas. Ora dizer que um movimento desses não é fazer apologia ao uso da erva, é o mesmo que perguntar que cor era o cavalo branco de Napoleão Bonaparte.
    Outra coisa que é bom que se diga: quem leu a reportagem da revista Veja deve ter lido que a cocaína e seus derivados contém propriedades químicas da maconha. Deve ter lido também que os viciados em cocaína, crak, oxi, etc…ou seja, consumidores pesados, começaram tragando um simples baseado.
    Um fato que ninguém pode olvidar é que a droga, seja ela de natureza for, destrói e mata, não só os viciados, mas à familia de um modo geral.

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