Nas ruas, calçadões e ruelas de nossa digníssima cidade não se fala de outra coisa a não ser política Também pudera, estamos vivendo um caos, com a falta de emprego, e perspectivas de futuro. O palácio Paranaguá e a Câmera dos Vereadores, atualmente, se tornaram a melhor opção para se possuir uma boa fonte de renda.

Junto a isso, vem uma carreata de “puxa sacos” querendo uma boquinha junto aos infinitos cargos de nossa prefeitura. Existem tantos cargos de confiança, tantas nomeações, tantas terceirizações e contratações indiretas, que em alguns setores, há mais indicados do que concursados.

Como o poder corrompe. Como diz um velho ditado: quer saber realmente quem é uma pessoa, dê a ele o poder.

Quem entra na política não quer mais sair, é um ciclo de idas e vindas constante, se tornando o candidato político de profissão. São os mesmos nomes, as mesmas pessoas, em uma constante roda onde de tempos em tempos eles estão voltando e muitas vezes governando indiretamente através de seus substitutos apoiados em campanha.

Raramente, alguém entra na política, realiza a sua função que é trabalhar pelo bem da cidade e de seus cidadãos e simplesmente deixa o cargo no final de seu mandato e segue sua vida normalmente.

Seriamos felizes se tivéssemos cidadãos que abraçassem a política motivados por ideais, porém, o que mais temos são os políticos de “profissão” que fazem da política meio de vida e de enriquecimento próprio. Posso afirmar que os brasileiros seriam bem mais felizes se o candidato eleito governasse por quatro anos, pudesse ser reeleito por mais quatro e depois nunca mais pudesse ser candidato. Fosse ser ou fazer qualquer outra coisa, menos ser político. Assim acabaríamos com o ciclo da permanência infinita, e com certeza teríamos uma política mais saudável.

O ciclo vicioso é tão forte e resistente que ninguem quer sair e não deixa ninguem entrar. É uma roda das mesmas pessoas e consequentemente de seus filhos e sobrinhos, sendo um motivador crescente da descrença da população com relação às instituições políticas como uma marca de nosso tempo.

A democracia representativa manifesta sinais claros de esgotamento. Precisamos de forma urgente realizar a reforma politica, modificando o sistema que aí está.

O que podemos observar é que, na tentativa de conseguir a reeleição constante, os interesses pessoais e de grupos sobrepõem a verdadeira política de vocação e se reduz a uma mera profissão.

Nossa cidade vive de promessas : iluminação cênica; orlas maritimas cuidadas; rodovias de pista dupla; transito organizado, sinalizado, geração de empregos; vinda de industrias; instalação da ZPE; novo aeroporto internacional; coleta de lixo programada; planejamento turistico; calendario de eventos; bom, não precisa citar mais, pois de promessas temos muitas paginas escritas.,projetos que não saem do papel…

Necessitamos urgente para nossa cidade de politicos por vocação, com principios, com idoneidade, e idealismo, acima de tudo, com vontade de fazer algo real, para que os ilheenses possam realmente se orgulharem de sua cidade.

Enquanto a reforma politica não vem, vamos dar um basta a reeleição e ao retorno constantes dos mesmos políticos de sempre !!!

A sociedade está cheia de bons cidadãos com vontade, porém sem oportunidade, para trabalhar e realizar algo concreto por sua comunidade, sua cidade, seu país.

Que venham os novos politicos de vocação !!!

Abçs

Rodrigo Laguárdia