O ambiente político nacional é, a um só tempo, chocadeira e viveiro da banda podre da sociedade. E o povo, na sanha de segregar mais esse ambiente, joga nele gente das mais diversas laias, como palhaços e artistas, por exemplo, cooptados pela possibilidade de ganho fácil e ilimitado. A banda é podre, não porque assim se transformara diante das facilidades; mas, porque assim fora eleita. Ou seja, por exemplo: não é que o deputado virou um ladrão/corrupto; é que ladrões/corruptos se elegem deputados, se formam juízes, policiais, etc. E cabe segregação.

Quando não tínhamos muito e quando não éramos grandes, construímos ponte, estádio de futebol, Ginásio de Esportes, Porto, Aeroporto, Ferrovia, Hospitais, Igrejas, Catedral, Rede de água e esgoto, Rede de drenagem nas avenidas; na verdade, tínhamos tudo e hoje, tendo muito mais, não conseguimos nem tapar um buraco de rua direito. Assim, nos limitamos às humildes reformas, tímidas, que revelam a pobreza criativa, a incapacidade técnica e administrativa, como também a falta de respeito nos repasses dos recolhimentos dos nossos impostos.

Destruir uma obra de governo anterior, como a Pça. Rui Barbosa, construída com amor e dedicação, das duas uma, ou é muita inconseqüência, ou é aquela coisa de se olhar e não se ver; ou, como dizem alguns técnicos, o problema está da mesa para trás. Passa-se a idéia de REFORMA como uma vitória obtida com muita luta. Como se cuidar do patrimônio público não devesse ser a mais simples rotina. A praça foi destruída. Outro caso, o Ginásio de esportes, entregue recentemente, já possui 40% da sua iluminação comprometida e parte das instalações sanitárias destruídas; não existe manutenção e nem vigilância. Não existe uma cultura mínima de manutenção.

É preciso haver empenho dos secretários envolvidos, em conservar os patrimônios reformados, a exemplo do Ginásio de Esportes; temos que motivar a prática esportiva nos colégios públicos e privados, hoje esquecida e desprezada. Não temos mais representantes no poder legislativo, não temos compromissos com os nossos jovens, a educação se transformou em investimento financeiro pra uns e pra outros. Qual o colégio público ou privado, em Ilhéus, que possui um bom time de Vollei, de basquete, de handball? Tudo isso já tivemos, porém existiam interesse e dedicação dos saudosos educadores; hoje nada temos, e o que temos não funciona. É preciso mais compromisso e planejamento, é preciso engenharia. Vamos buscar os jogos do cacau, do interior, inter-bairros, inter-colegiais, inter-cidades, vamos evitar as drogas, pois o esporte faz parte de uma educação saudável. O narcotráfico, aproveitado pelo governo como um agente redistribuidor de renda, só atrapalha o nosso desenvolvimento. Vamos honrar as homenagens que fizemos aos representantes dos nossos maiores esportistas, Wilson Longo e Martha Zaidan, cujas placas DE PAPEL, fixadas nos vestiários masculino e feminino, já foram abandonadas. Podemos fazer melhor. Mostrem não ser os incapazes que o povo reputa. Que não ganham sem trabalhar.

Aos nossos secretários, o compromisso com a educação, o esporte e o investimento em nossos jovens pode ser a maior contribuição para o desenvolvimento e recuperação da nossa cidade e região. É preciso ter amor, respeito e responsabilidade com as novas gerações. E com as atuais, também.

Estas são as minhas convicções