A FARRA DO BOI
Eleição deveria acontecer de dois em dois anos ou até em menos tempo.
Razão na falta para que o movimento de candidatos fique mais intenso, pois acabaria uma campanha e começaria outra em seguida. Bom pra todo mundo.
Boa parte do nosso comércio foi envolvida durante a campanha para prefeito e vereador.
As empresas de produção de mídia, cartazes, faixas, locuções, gravações, carros de som, letras e músicas, santinhos.
Ninguém pode reclamar de não ter ganhado um bom extra nesse período, do posto de combustível, às oficinas mecânicas, aos instaladores de som, aos motoristas, aos motoboys, aos coadjuvantes de passeatas e carreatas.
Os candidatos extasiados e já sem nenhum raciocínio para coordenar suas idéias, cansados e exaustos de tanto subir e descer ladeira, mas todos acreditando que conseguirão atingir o tão sonhado objetivo, ou seja, sentar na poltrona do palácio e nas cadeiras da casa do povo, como eles assim definem a câmara de vereadores.
Os gastos de campanha são impublicáveis, é muito dinheiro que rola nessa hora, verdadeiros investimentos para uma causa futura, porque não consigo entender como um cidadão (ã) gasta tanto dinheiro para assumir um mandato que pode ter apenas quatro anos de duração e que o salário não será suficiente para cobrir as dívidas contraídas.
Por falar em dívidas, no dia 8 de outubro as cobranças começam a chegar e aí começa a agonia de não saber onde arranjar dinheiro para cobrir o prejuízo, principalmente para a turma que não conseguir ser eleita.
Mas tenho certeza que a farra da campanha foi excitante, cansativa, mas que deixou a todos com um pouco de dever cumprido, de ter mostrado a cara, de ter participado do processo eleitoral.
Para os vencedores resta, além da alegria da vitória, um pouco de vaidade já que o poder está próximo e os quatros anos prometem novos capítulos e episódios nos bastidores da política.
A soberania do povo é que vai decidir os vencedores, espera-se apenas que os mandatos sejam cumpridos com decência, ética, responsabilidade, honestidade e com o pensamento voltado para o bem comum, pois a ninguém é dado o direito de prestar contas apenas ao partido político, tem sim, que prestar contas ao povo, razão pelo qual foram eleitos.
Aguardemos, pois a chegada do mês de janeiro de 2013, quando a poltrona e as cadeiras serão ocupadas, daí em diante ninguém pode apostar no que poderá acontecer.
VOTO não tem preço, TEM conseqüência.
ZÉCARLOS JUNIOR



























































