A PONTE E A PROMESSA NÃO CUMPRIDA
“A construção da nova ponte será iniciada no segundo ano do meu mandato”.
Os ilheenses sabem quem pronunciou esta frase. Sim, foi o governador da Bahia, há pouco mais de um ano, num discurso que nos encheu de esperança. Finda-se em dois meses o tal segundo ano do mandato e até agora nada, absolutamente nada, nem sinal. Seria muito bom se já avistássemos sobre as águas o esqueleto da tão sonhada ponte mas, por enquanto, só vemos navios (com perdão do trocadilho).
Os problemas de mobilidade urbana não surgem da noite pro dia. Do nascedouro ao caos é um processo gradual e evolutivo. O conhecido “gargalo” da Ponte Lomanto Jr. é um problema que foi tomando corpo a partir do próprio crescimento natural da cidade, aliado à aparição de novos nichos residenciais, sobretudo na zona sul, e ao aumento da quantidade de veículos em circulação nas ruas por conta da bem-vinda facilitação do acesso ao crédito e redução do IPI para aquisição de automóveis. Todos sabemos que os engarrafamentos em ambos os sentidos da ponte não têm mais dia nem hora. Estamos perto do caos. Pior será se o caos resolver se instalar de vez, antes da construção da nova ponte.
Nossa capital, Salvador, vive dois problemões vergonhosos, também relacionados à mobilidade urbana, e que espelham o quanto o assunto parece não ser prioridade para os governantes. Um dos problemas é o sucateamento do sistema ferry-boat, que foi se agravando ao longo de uma década até chegar ao ponto onde chegou: caos total, degradado, impraticável. O outro é a piada que chamam de metrô, obra que já passou de 12 anos sem fim, quase debutante. Rios de dinheiro foram gastos sem retorno algum para a população. E ainda dizem que vai estar tudo funcionando redondinho para a Copa de 2014.
Mas, voltemos a Ilhéus. Será que nossa ponte sai mesmo? Não sei, o jeito é esperar e ver para crer. Tal qual o sábio São Tomé.
Nilson Pessoa




























































