SONETO DA ETERNA SAUDADE
Ao meu irmão César Augusto Paraíso Martins.
Falecido em 15/12/2010
—
Não vejo a morte com naturalidade,
sempre será a dor da fatalidade.
Ela levou um de meus seis irmãos,
perda cruel, difícil resignação.
Em dor latente digo que é natural,
mas esta dor no peito não é normal.
Se a morte neste século virou banalidade,
para mim, é poço de dor e saudades.
Meus mortos vivem no meu dia-a-dia.
Vem, César! Acompanha-me com alegria!
Vem povoar meu mundo abstrato!
Sempre estarei com você a meu lado!
Contando as histórias de sua vida,
Do amor que ficou e da luta perdida!
Ângelo Paraíso Martins
—
Gentil Paraiso.



























































