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fevereiro 2013
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Heckel Januário em: NO CARNAVAL

(NOTAS DE BELMONTE – BEBEL PARA OS MAIS CHEGADOS)

Mesmo antes da administração municipal aqui da Capitania dos Ilhéus ter decidido não promover na data oficial, o Carnaval, eu já fazia planos de passá-lo em Bebel, a terrinha natal. Então, arrumei os panos, a mulher na garupa e, piquei a mula.

Deu porreta! Cheia de visitantes e de filhos que moram fora a cidade efervesceu num clima de animação e de alegria.  E estava tão lotada de carros que, afamada como “terra das bicicletas” (lógico, atualmente das ‘motinhas’ e ‘motões’), em razão de seu relevo totalmente plano, fugiu a regra e teve sem sacanagem nenhuma, até engarrafamento! O que me fez lembrar os desagradáveis do trajeto Ilhéus/Pontal e vice-versa.

Agora, embora tudo muito bacana, mas eu diria: que saudade dos velhos carnavais em que figuravam as incríveis Caveiras, Cabeçorras e máscaras retratando personagens, notadamente da política brasileira (tudinho confeccionado por artistas nativos)! Que saudade das bonitas fantasias de pierrôs e colombinas, dos Mandus, dos cordões a exemplo do Movidos a Álcool e do organizado Uca na Cuca, dos de índios e dos ‘negos’, das batucadas de Chiquinho Branco e da do América, da Escola de Samba Mocidade Independente de Belmonte na qual o hoje destacado publicitário Nizan Guanaes era um entusiasta tocador de ganzá na bateria! E que dizer dos tempos das lanças-perfumes, confetes e serpentinas que perfumavam (óbvio, entre outras utilidades) e davam ‘aquele toque’ aos bailes do E. C. América, das sociedades Lyra Popular e XV de Setembro, do Flamengo, dos Artistas e de outras entidades! Abro um parêntesis para saudar o bravo bloco Rompe Brasa que, com quase cem anos de existência, mantendo-se em forma, vai às ruas todos os anos, como neste.

Não que o bom carnaval do passado tenha sido totalmente esquecido, pois houve sim, desfiles de blocos puxados “no chão” e mais outras características da folia de outrora, todavia o que dominou foi o ‘trio elétrico’ e o já famoso “arrastão” que mobiliza predominando a moçada uma multidão. Lamentavelmente (claro que é só democraticamente o meu modo de ver) o som de mau gosto e nas alturas de veículos parados e/ou transitando no circuito da festa momesca também fora um fato destacável. Aliás, tá aí um percurso são mais ou menos 3 quilômetros em forma de ‘éle’ da praia do Mar Moreno à chamada Praça do Mercadão através das avenidas   Rio-Mar e Pedro II que, segundo opiniões locais,  é enorme e sistematizando-o, adequaria com horário etc., etc.,  todas as manifestações carnavalescas. É nesta praça composta de padronizadas barracas (de vendas de bebidas e alimentos) e de um extenso palco para apresentação de bandas, o que se pode chamar de a ‘apoteose’ da festa.

A mim veio lembrar os antigos carnavais porque parece existir no ar nos quatros cantos do país, uma tendência de revivê-los.    E os resultados indicam que as cidades, em especial as pequenas e médias, que estão procurando preservar sua referência cultural, no caso, o carnaval, estão bombando no turismo bem como em outros setores da economia. Claro, claro que a lei da mudança é imperativa e não aceita-la seria cair no saudosismo absoluto ou no reacionarismo. O ‘trio elétrico’ por exemplo, foi para mim uma bela inovação, entretanto sem desprezar ou abandonar as outras boas manifestações carnavalescas. A essa discussão, para não me prolongar, concordo com Raimundo Lá Vai Bala, conhecido comerciário aposentado daqui da Capitania, quando simplifica filosofando  “Rapaz, o problema não está no trio, mas no mau gosto das músicas tocadas”.

Não poderia deixar de registrar, na de ir ali e acolá, na de uma cervejinha e outra, o papo levado com o presidente da Lyra Popular de Belmonte, Roberto Lima, e sua proposta de colocar em evidência com o apoio da administração pública municipal     esta filarmônica no próximo carnaval. O nome do projeto é Lyra Pra Pular. Achei-o de uma sugestividade magnífica. E digo mais: vai botar pra fu…

Heckel Januário

3 respostas para “Heckel Januário em: NO CARNAVAL”

  • ALBERTO mAGNAVITA says:

    Parabens Januário, belissíma dissecação do carnaval
    de Belmonte, quantas saudades daqueles treis dias, eram apenas treis
    dias porem se brincava sem parar, lembro-me perfeitamente que durante o dia tinha o famoso matinê no E.C.A. pegavamos direto de lá iamos pra os blocos curtiamos a tarde toda até às l9.00 hs, tomava-se um banho jantava reforçado para guentar o embate da noite no América, grandes paqueras naquela época se disputava uma menina mesmo , hoje é só passar a mão e já foi, ao nascer do dia iamos direto pra praia tomar aquela loura gelada na barraca do Zeca de Pepino (diga-se de passagem a única barraca que tinhamos, más podemos reviver tudo isso, é só formarmos um grupo comprometido e tudo pode acontecer novamente, grande abraço Magnavita

  • Dedete says:

    Oi Heckel!!!!!!!!!
    rapaz… estivemos na mesma cidade, no memso carnaval e não nos vimos???? teria sido ótimo ainda mais porque temos o memso “sentimento” em relação ao carnaval de Belmonte! Eu também acho que aos poucos o que era bom vai voltar… Um grande abraço da amiga da juventued dos anos 70!!!
    Bernadete Lemos

  • Parabéns Janú, sobre o comentario do CARNAVAL em bebel, fiquei muitissimo sentido em não poder participar desse re-encontro com tantos(as) amigos (as) e colegas de escola, de futebool na (matriz), de bate papo nas praças São Sebastião, Praça da Bandeira etc…etc. Bem colocado quando voce cita a falta dos blocos, cordões, matinê do E.C.A, Flamengo, Carragadores etc.Quem sabe unidos podedmos fazer uma revolução.
    Abraço,
    Adelmo Andrade

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